Por EDGAR MATTOS
Durante todo o ano já se antecipava o trágico desfecho.
Desconstruído, erro após erro, em clamoroso surto de incompetências, o Náutico - para usar o linguajar futebolístico - sempre esteve na marca-da-cal.
Pronto para ser chutado, com a fatalidade de um pênalti, para as malhas da desventura.
Falido, falhado, "factorizado", sugado, espoliado (por terceiros, segundos e, até, primeiros) e - por fim - definitivamente rebaixado: des-clas-si-fi-ca-do.
Quanto à difícil redenção, há que se pagar um bom preço por ela. O preço amargo da renúncia. Que também de renúncias se faz a grandeza de um clube. E o que era apenas protesto e rebeldia, de repente se faz Poder e ousadia. Quem sabe, salvação?
Da fatídica marca-da-cal para DACAL agora transformado em marca de esperanças. A simbolizar, com a sua característica brancura, a limpidez dos propósitos, a imaculada reputação, a prenunciar uma alva, clara e transparente conduta administrativa. Uma pureza sem ingenuidades acredita-se.
Resta esperar que DACAL, com sua propriedade agregadora, consiga cimentar indispensáveis adesões, conquistando, para essa sagrada missão, novos apóstolos que possam unir esforços ao desse exemplar João Batista, não o deixando a clamar no deserto... E que toda a admirável combatividade do intrépido centurião (e inspirado vate) Domingos Sávio possa ser muito bem aproveitada nas inevitáveis batalhas que estarão por vir.
Enfim, que, com muita luta e invulgar coragem, se consiga amanhã alvirrubrar significativamente a marca DACAL, fazendo-a símbolo da história de um Náutico redivivo, a ser escrita com sangue, "com tinta sangre del corazón"!





















Por ARSENIO MEIRA JÚNIOR





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