Blog do Roberto


QUIZ DO CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

 

 

Quem é o 7 rubro-negro?

 

 

Resposta: Afranio



Escrito por Roberto Vieira às 21h47
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RESULTADO DO BOLÃO

 

Terminou...EMPATADO.

 

Todo mundo

 

com ZERO PONTO.



Escrito por Roberto Vieira às 21h40
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TUPI OR NOT TUPI?

              

 

 

1968.

 

Multidões de jovens nas ruas.

 

Paris.

 

San Francisco.

 

Rio de Janeiro.

 

O mundo é um moinho.

 

Ninguém lembra.

 

Roberto Carlos estreia na TV Tupi.

 

Bigode.

 

Óculos Lennon.

 

Bata indiana.

 

Tupi or not Tupi?

 

Pérola do ano?

 

As Canções Que Você Fez Pra Mim...



Escrito por Roberto Vieira às 21h03
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O DIA EM QUE O SPORT PERDEU DO ESPORTE

 

O gramado era um pasto.

 

O adversário jogou pedra em santo.

 

Adversário que era... Tricolor.

 

Mas São Magrão falhou no primeiro gol.

 

Magrão que voltava ao palco.

 

Magrão que botou a bola nas redes.

 

Como artilheiro.

 

O Boa Esporte jogou uma das suas piores partidas na temporada.

 

Daniel Paulista de meia.

 

É uma meia invenção de Mazola.

 

Mazola que começou a assumir os cacoetes da profissão.

 

Cacoetes que incluem.

 

A invenção no lugar da simplicidade.

 

Com a bisonha atuação de Marcelinho Paraíba.

 

Marcelinho que pediu insistentemente:

 

"Me dá um amarelo! Me dá um amarelo!"

 

Marcelinho que levou o amarelo.

 

William que levou o vermelho.

 

Restou ao Sport contar com a previsibilidade de Mailson.

 

Bruno Mineiro comemorando Ramadã.

 

Junior Viçosa.

 

Sem viço.

 

Aos 22 anos de idade.

 

A temperatura?

 

Ajudou.

 

O frio polar foi embora.

 

Fez até sol.

 

O placar de 3x0.

 

Não diz o que foi o jogo.

 

Jogo que merecia 0x0.

 

Como craque não esquece.

 

Pode ser que Magrão esteja guardando os milagres

 

para o dia de Santa Edite Stein.

 

Porque hoje?

 

Hoje foi dia do ET de Varginha.

 

Um dia tão estranho.

 

Que o Sport perdeu do Esporte.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 18h00
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VAI QUE É TUA!

 

 

O pênalti.

 

Esse senhor de mil faces.

 

Mata essa!

 

Quem é o goleirão?

 

Quem cobra a penalidade?

 

Foi gol?

 

 

Resposta: Rio-São Paulo, Vilalobos do Fluminense manda a bomba e Cabeção, arqueiro corintiano, defende espetacularmente.



Escrito por Roberto Vieira às 15h53
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O FUTEBOL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

 

Indo na onda da dica do Mestre Geandre.

 

Eis a probalidade de classificação das equipes na Série B.

 

Segundo os matemáticos da UFMG.

 

E tenho dito...

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 15h41
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LENDAS ALVIRRUBRAS - 7. MARINHO CHAGAS

        

 

 

Maior lateral esquerdo da Copa de 74.

 

Maior lateral esquerdo da história alvirrubra.

 

Marinho Chagas foi genio dentro de campo.

 

Falar mais o que sobre essa lenda?

 

Apenas que Marinho também levava um som no violão.

 

Em 1977.

 

Pela gravadora Copacabana.

 

Marinho gravou um compacto.

 

De um lado do acetato.

 

A música 'Eu sou assim'.

 

Do outro.

 

'Minha vingança'.

 

Música de 'gaia', meus amigos.

 

Pois é.

 

Craque tem privilégio.

 

Marinho lançou o compacto no Fantástico da Rede Globo.

 

Quem possuir o compacto.

 

Favor entrar em contato com este blogueiro.

 

Segundo Mestre João Carlos.

 

O som de Marinho era muito melhor que o dos Beatles... 



Escrito por Roberto Vieira às 14h48
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MATE ESSA ANTES DO ALMOÇO

            

 

 

Qual o jogo?

 

Quem são os jogadores puxando a fila?



Escrito por Roberto Vieira às 10h46
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ACREDITE... SE QUISER!

             

 

 

Que coisa!

 

Santa Cruz.

 

Bicho papão de 1956.

 

E o chargista José Guimarães.

 

Sai com essa...



Escrito por Roberto Vieira às 09h21
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O COMUNISTA E A SANTA*

 

Por ROBERTO VIEIRA       

 

 

1987.

 

Estava em Salvador.

 

Cascavilhando a mim mesmo.

 

Cidade alta, velha pensão.

 

Um quartinho onde viveu o jovem Jorge Amado.

 

Paisagem diferente da mansão à beira mar onde morreu.

 

O homem que era nada.

 

O homem que tornou-se cravo e canela.

 

Lembro que me emocionei na paisagem do escritor ainda moço.

 

E fiquei olhando para aquele mar de todos os santos e comunistas.

 

A vida é o pelourinho da alma.

 

Dona Flor?

 

O remédio.

 

Durante minha estada em Salvador.

 

Futebol era assunto de conversa.

 

Popó!

 

Um senhor de cabelos brancos e cigarro nos lábios

 

me contou a seguinte história:

 

"Popó!"

 

Salvador de todos os santos e negros era branca.

 

Pelo menos nos times de futebol.

 

Ate chegar o Popó.

 

Popó de habilidade incomparável.

 

Jorge Amado gostava da bola.

 

De política.

 

Mas como futebol podia ser branco?

 

O Ypiranga se revolta.

 

"Trabalhadores de todo mundo, jogai bola!"

 

Salvador assiste horrorizada a plebe rude fazendo gol.

 

Jorge Amado se veste de amarelo.

 

Naquela mesma casa pobre.

 

Olhos postos no mar.

 

Popó marcando gols.

 

 

Ypiranga anos 30/FOTO DANIEL AGUIAR

 

 

Jorge Amado não resiste.

 

Campo da Graça.

 

O jovem escritor grita gol de Popó.

 

Ao seu lado.

 

Uma menina e seu pai.

 

Pulam em delírio.

 

Jorge Amado se abraça aos dois.

 

O comunista e a santa.

 

Não resisti e perguntei:

 

"Santa?"

 

O velho senhor de cabelos brancos e cigarro nos lábios, sorri.

 

"Pois é... Irmã Dulce já era torcedora do Ypiranga!"

 

Escureceu.

 

Já não havia homem velho.

 

Já não havia cigarro.

 

Apenas o mar da infinita Salvador.

 

Voltei caminhando para a Pousada.

 

O farol me indicando o descaminho.

 

Eu e meus pensamentos.

 

O futebol era Dona Flor e seus dois maridos.

 

Terra de comunistas.

 

E santos.

 

Todos os santos...

 

 

Bangu x Ypiranga, 1953, Moça Bonita

 

 

* Há 10 anos, no dia 6 de agosto de 2001, falecia Jorge Amado



Escrito por Roberto Vieira às 23h48
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NÁUTICO 1X0 ASA - DERLEY, O DEUS DA RAÇA - COCA COLA É ISSO AÍ!

 

 O DEUS DA RAÇA

 

 

Tinha cara dizendo:

 

"Hoje é goleada! Hoje é goleada!"

 

Perdoai, Pai!

 

Não tem jogo fácil na Série B.

 

Ele não sabe o que fala.

 

O Náutico encontrou um ASA forte.

 

Bem postado.

 

Um ASA honrando a Terra dos Marechais.

 

O Náutico jogou mal?

 

O Náutico jogou tudo que sabe.

 

Depois da guerrilha da escalação de Eduardo Ramos.

 

Negócio digno de Mata Hari:

 

"Vamos despistar os espiões!"

 

Em um jogo desses.

 

Sofrido, chorado.

 

Decidido em detalhes.

 

Quase sempre quem decide é a raça.

 

E raça tem nome.

 

Derley.

 

Raça também joga na lateral esquerda.

 

Jeff Silva.

 

Um dínamo em campo.

 

Marinho Chagas de suor.

 

Gideão?

 

Sonha bater o recorde de Neneca.

 

Faltam apenas 100 jogos.

 

Peter, discreto.

 

Mas pela direita ninguém brincou.

 

A dupla de zaga segura.

 

Marlon e Ronaldo Alves.

 

Nada de Beliato e Sidclei.

 

Mas Beliato e Sidclei são pura abstração de nosso coração.

 

Lendas da paixão.

 

Everton foi discreto.

 

Mas ser discreto pra volante é elogio.

 

Dudu era discreto.

 

Invisível.

 

Elicarlos foi o pulmão do meio campo.

 

Eduardo Ramos - surpresa.

 

Jogou bem.

 

Deslocando-se dentro dos limites da marcação implacável.

 

Reparem bem.

 

Eduardo era o único jogador em campo com duas sombras. 

 

Philipe.

 

Quando vejo Philipe jogando sempre me recordo do Saconi.

 

Com sarcasmo.

 

Philipe é o Saconi que sabe jogar bola.

 

Já imaginaram um bom empresário.

 

Com um jogador chamado Phlipe Saconi nas mãos.

 

Ia render uma fortuna.

 

Moisés?

 

Procurando a Terra Prometida.

 

Nos braços do mar Vermelho e Branco.

 

E aí chegamos no Kiesa.

 

Kiesa que passou em branco.

 

Sem mar.

 

Porque nem todo dia é dia de Kiesa, bicho!

 

E estamos conversados.

 

Valdemar Lemos?

 

O que a imprensa precisa para elogiar o Lemos?

 

Tem gente que não gosta do Lemos porque ele gosta de coca-cola.

 

Onde já se viu?

 

Mas deixa pra lá.

 

Coca cola é isso aí!

 

1x0.

 

Gol do Deus da Raça.

 

Uma arrancada brusca e definitiva de Derley.

 

Drible da Vaca.

 

Chute forte.

 

No meio do gol - indefensável.

 

1x0, meus amigos.

 

É goleada na Série B.

 

Queria meu coração.

 

Que o Náutico goleasse todos os dias.

 

Todas as noites.

 

Por 1x0...

 

Melhor que isso?

 

Só a derrota do Paraná em casa diante do Barueri.

 

Os Aflitos agradecem.

 

 

EM TEMPO - O juiz com 4 minutos de prorrogação mostrou que tem senso de humor... 16 mil torcedores nos Aflitos demonstra que o TCN incorporou-se  ao torcedor alvirrubro - o que não é boa notícia.

 

 

CLASSIFICAÇÃO PARCIAL



1. Portuguesa - 33

2. Ponte Preta - 26

3. Náutico - 26

4. Paraná - 23

5. Criciúma - 23

6. ABC - 22

7. Goiás - 21

8. Americana - 21

9. ASA - 21

10. Barueri - 20

11. Sport - 20

12. Boa Esporte - 20



Escrito por Roberto Vieira às 22h32
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O ALFAIATE DO ASA

 

 

O ASA já foi Associação Sportiva de Arapiraca.

 

Depois virou

 

Agremiação Sportiva de Arapiraca.

 

Ou Associação Sportiva Arapiraquense.

 

Não saquei a diferença.

 

Porque diferença mesmo é o torcedor símbolo do ASA.

 

Torcedor e antigo craque da equipe.

 

O Sr. Vicente Categoria na foto do Derivaldo Batista.

 

Categoria que também era alfaiate.



Escrito por Roberto Vieira às 17h09
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RONALDINHO CARIOCA NA CBN

 

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/2011/08/05/ODE-A-RONALDINHO-CARIOCA.htm

 

 

Hoje.

 

A manhã foi especial.

 

Mestre Juca Kfouri leu 'Ronaldinho Carioca' na CBN.

 

Além da leitura.

 

A charge do pessoal da GuedeX.

 

O Blogueiro agradece...

 

 

RONALDINHO CARIOCA

 

POR ROBERTO VIEIRA

 

 

 

 

Apenas por um detalhe, geográfico.

 

Detalhe insignificante diante do gênio.

 

Ronaldo de Assis Moreira nasceu no Rio Grande.

 

Como o Mano e o Dunga.

 

Drible da cegonha, decerto.

 

Pois desde a mais tenra idade.

 

Ronaldinho já era carioca.

 

Como Zico e Leônidas.

 

Na finta, no malabarismo, no sotaque da bola.

 

Por conta dessa trapalhada de longitudes.

 

Ronaldinho andava macambúzio.

 

Triste.

 

Nem balada fazia Ronaldinho sorrir.

 

Sorriso que foi sua marca registrada

 

Desde a infância nos Pampas.

 

Espanha?

 

Terra de touradas e Gaudís.

 

Seleção?

 

Mais europeia que brasileira.

 

Ronaldinho sofria, pobre coitado!

 

E ninguém entendia Ronaldinho.

 

Porém, eis que surge o mais querido do Brasil.

 

O Flamengo resgata o Gaúcho.

 

Bota o Ronaldinho onde deveria ter nascido.

 

De frente pro mar.

 

De frente pro gol.

 

De frente pro Cristo Redentor.

 

Ronaldinho finalmente está de volta.

 

Porque o Ronaldinho Gaúcho.

 

Sempre foi Ronaldinho Carioca...



Escrito por Roberto Vieira às 10h22
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O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS DO JC

 

 

O Jornal do Commercio.

 

Convidou Mestre Carlos Celso Cordeiro.

 

Para um bate papo com os craques

 

Lourival e Chiquinho.

 

Assunto?

 

O Clássico dos Clássicos da próxima semana.

 

Na batuta?

 

Marcelo Cavalcante, João Andrade Neto e Marcos Leandro.

 

O resultado do jogão.

 

Na edição de domingo do JC...



Escrito por Roberto Vieira às 21h15
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LENDAS ALVIRRUBRAS - 6. LOURIVAL

                               

 

 

Lourival Benedito da Silva.

 

O Santa Cruz descartou.

 

Lourival ficou batendo bola no Industrial.

 

O América descobriu o volante bom de bola e carrinho.

 

Do América?

 

Lourival pulou pra Seleção Pernambucana de Novos.

 

Da Seleção?

 

Finalmente para o Náutico.

 

Logo no primeiro jogo.

 

Lourival substituiu o ídolo Drailton.

 

Duelo contra o Internacional.

 

Elogios de Batista.

 

Quer mais?

 

Lourival foi jogando.

 

Rara prata da casa que deu certo.

 

Lourival que atuou em milhares de jogos pelo Náutico.

 

Recorde dos recordes.

 

Certo dia.

 

Encontrei Mestre Lourival no restaurante Asa Branca.

 

Debaixo das arquibancadas do Central.

 

Não resisti.

 

Apertei a mão do meu antigo ídolo.

 

Quantas alegrias em campo devo a Lourival?

 

Confesso humildemente.

 

Que perdi a conta...

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 20h30
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RONALDINHO CARIOCA

              

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA



 

 

Apenas por um detalhe, geográfico.

 

Detalhe insignificante diante do gênio.

 

Ronaldo de Assis Moreira nasceu no Rio Grande.

 

Como o Mano e o Dunga.

 

Drible da cegonha, decerto.

 

Pois desde a mais tenra idade.

 

Ronaldinho já era carioca.

 

Como Zico e Leônidas.

 

Na finta, no malabarismo, no sotaque da bola.

 

Por conta dessa trapalhada de longitudes.

 

Ronaldinho andava macambúzio.

 

Triste.

 

Nem balada fazia Ronaldinho sorrir.

 

Sorriso que foi sua marca registrada

 

Desde a infância nos Pampas.

 

Espanha?

 

Terra de touradas e Gaudís.

 

Seleção?

 

Mais europeia que brasileira.

 

Ronaldinho sofria, pobre coitado!

 

E ninguém entendia Ronaldinho.

 

Porém, eis que surge o mais querido do Brasil.

 

O Flamengo resgata o Gaúcho.

 

Bota o Ronaldinho onde deveria ter nascido.

 

De frente pro mar.

 

De frente pro gol.

 

De frente pro Cristo Redentor.

 

Ronaldinho finalmente está de volta.

 

Porque o Ronaldinho Gaúcho.

 

Sempre foi Ronaldinho Carioca...



Escrito por Roberto Vieira às 17h29
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O PÁSSARO PRETO

               

 

 

Anos 40.

 

O Íbis começou egipcio.

 

Campeão do Torneio Início.

 

Pátria de Vavá, Carlito e Bodinho.

 

Em pouco tempo foi desmilinguindo.

 

1954.

 

Já tinha manchete:

 

"O ìbis não morreu!"



Escrito por Roberto Vieira às 17h11
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A ILHA DA MINHA ALDEIA

 

A ilha da minha aldeia 

 

o mar de pessoa

 

mar infinito de naus portuguesas

 

vasto mar do meu coração

 

não é o mar da ilha da minha aldeia

 

telhas negras vermelhas

 

frio

 

parece que enxergo o olhar do menino nas ilhas

 

é o vinho

 

o menino correndo nas ilhas não sabe.

 

Recife é o amor distante

 

menino

 

o adulto errante

 

insiste enxergar no horizonte

 

as ilhas da antiga aldeia.

 

As ilhas do seu coração...

 

 

         



Escrito por Roberto Vieira às 12h18
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A POESIA VIVE ...

 

Ligaram

 

noite no agreste:

 

"A poesia morreu! A poesia morreu!"

 

Amargurei meu coração

 

senhora tão idosa

 

formosa ainda

 

não havia de morrer assim

 

que seria do mundo?

 

Ligaram - ainda desligo esse celular!

 

madrugada no agreste:

 

"O Náutico morreu! O Náutico morreu!"

 

Oxente

 

de repente

 

sei que de maus tratos

 

desvarios

 

menos valias

 

vive o idoso rapaz

 

Mas, morrer!!!

 

Chegou-se a manhã.

 

O pé de serra envolto em nuvens.

 

Achei uma foto em minha agenda.

 

Imagem antiga e sempre atual

 

dois mil e antigamente.

 

Sorri, foi tudo pesadelo.

 

O Náutico vive.

 

A poesia é eterna.

 

Como pude saber de tudo isso?

 

Ora, bolas!

 

Basta olhar o objeto em minhas mãos

 

uma simples e singela

 

fotografia...

 

 

           

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 10h56
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PEQUENO BOLÃO DO FINAL DE SEMANA

 

No final de semana.

 

Que pode trazer Roberto Fernandes para o Salgueiro.

 

Um pequeno Bolão.

 

Mandem ver.

 

Tem que apostar no placar do jogo!!

 

 

1. Náutico x ASA

2. Boa Esporte x Sport

3. Salgueiro x Vitória-BA



Escrito por Roberto Vieira às 07h40
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A ACADEMIA INTEGRALISTA

              

 

 

O cearense Gustavo Barroso era genial.

 

Em quase tudo.

 

Historiador, advogado, contador de histórias.

 

Seus escritos e discursos arrebatavam.

 

Gustavo chegou ao Rio.

 

E tratou de se tornar.

 

Presidente da Academia Brasileira de Letras.

 

Gustavo era genial.

 

Mas também era integralista de carteirinha.

 

Como Dom Hélder e Miguel Reale.

 

Gustavo que julgava o judaísmo.

 

Doença maior da humanidade.

 

Por essa idéia tão popular nos anos 30.

 

Gustavo lutou ferozmente.

 

Até mesmo bancando a publicação do tristemente famoso

 

'Protocolo dos Sábios do Sião'.

 

Quando a aventura getulista e nazista afundou.

 

Gustavo afundou junto.

 

Hoje.

 

Pouca gente lembra do Gustavo.

 

Simonsen e Koogan deram a palavra final...

 

 

                                       



Escrito por Roberto Vieira às 05h45
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QUASE IMPOSSÍVEL...

 

 

Creio ser impossível

 

alguém responder estas 3 perguntas corretamente.

 

Mas como só tem fera por aqui...

 

 

1. Qual o estádio?

 

2. Qual o jogo?

 

3. Qual o resultado?



Escrito por Roberto Vieira às 04h50
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BENITEZ X BRASIL

 

 

Foto histórica.

 

Demorei a encontrar nos arquivos.

 

O Paraguai derrota o Brasil em S. Januário.

 

1949.

 

A última vitória paraguaia em território brasileiro.

 

Contra o nosso selecionado.

 

Barbosa defende.

 

Danilo e Wilson auxiliam.

 

Na espreita.

 

Arce e Benitez.

 

Benitez que marcou o gol da vitória.

 

Benitez que brilharia no Náutico na década de 50.

 



Escrito por Roberto Vieira às 04h20
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O TIME DO LAMPARINA

                     

 

 

Luz não faltava ao Olaria.

 

Visitando Pernambuco.

 

Eis o trio final do time carioca.

 

Odair - Osvaldo - Lamparina.

 

Pois é.

 

Meteram 3x1 no Santa Cruz.



Escrito por Roberto Vieira às 04h13
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O GOLEIRO E AS GOLEADAS

            

 

 

Goleada pode até consagrar um goleiro.

 

Foi o caso desse 5x0.

 

O Central de Rubens e Continental fez a festa.

 

Quem ganhou elogios?

 

O arqueiro Santino do São Paulo.

 

Se não fosse Santino?

 

Era uns 20...



Escrito por Roberto Vieira às 04h10
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QUEM PAGA A CONTA DOS AFLITOS?

               

 

 

Os dirigentes alvirrubros vivem fazendo piada.

 

De mau gosto e com o dinheiro do clube.

 

Se fosse apenas nos horários de votação.

 

Já seria ridículo.

 

Mas eis que aparece o Berg.

 

Lateral de poucos recursos.

 

470 mil de acordo na Justiça do Trabalho.

 

Dez parcelas.

 

O acordo já era um assalto.

 

Mas os dirigentes de Rosa e Silva foram além.

 

Deixaram de pagar o acordo.

 

Resultado?

 

Contas bloqueadas.

 

A dívida duplicou.

 

Berg nos custou um Neymar.

 

Culpados?

 

Ninguém.

 

Nenhum.

 

Está tudo na mais perfeita ordem.

 

Porque os responsáveis.

 

Nunca pagam a conta nem aparecem nas manchetes.

 

Em tempo:

 

A próxima desculpas dos mandatários.

 

Será jogando a culpa na imprensa.



Escrito por Roberto Vieira às 17h19
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QUEM É O CRAQUE TRICOLOR?

             

 

Penteado de Elvis.

 

Ponta de lança.

 

Contratado ao Noroeste.

 

Quem é o Ted Boy tricolor?



Escrito por Roberto Vieira às 17h05
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O DIA EM QUE O VASCO HUMILHOU O BARCELONA

 

 

O Barcelona jogava em casa, no Les Corts.

 

O Vasco havia vencido o Teresa Herrera.

 

O Barcelona tinha Bassora e Evaristo de Macedo.

 

O Vasco?

 

Orlando.

 

Sabará.

 

Vavá.

 

Pinga.

 

E Livinho.

 

Walter e Laerte inventaram de jogar muita bola.

 

23 de junho de 1957.

 

Noite de São João na Catalunha.

 

Aos 4 minutos já estava 2x0.

 

Orlando e Walter.

 

Orlando de novo.

 

Orlando que nunca gostou de marcar gol.

 

Walter ampliou para 4x0.

 

O Barcelona diminuiu.

 

Laerte meteu o quinto.

 

Walter mandou pipoco da intermediária: 6x1 

 

Vavá saiu irritado... não tinha feito gol.

 

Em seu lugar entrou Moreira:

 

Vasco 7x1.

 

Martinez?

 

Diminuiu o vexame.

 

O estádio vazio.

 

Só um torcedor cruzmaltino permanecia nas arquibancadas.

 

Manuel Teixeira.

 

Seu Manuel que viajara três dias desde Lisboa.

 

Para ver jogar seu primo e goleiro Carlos Alberto.

 

Carlos Alberto que nem sujou as mãos...

 

Na volta ao Brasil.

 

O técnico Martm Francisco contava a façanha para Nélson Rodrigues.

 

Nélson que parecia se perguntar.

 

Quantas tinha tomado o simpático coach...

 

 

 

 

NOTA DO BLOG: Um fato me deixou orgulhoso. O Mestre Appel enviou o post para Mauro Prais, genial criador do site Netvasco. Mauro iria publicar um post sobre este jogo e... parece que eu em antecipei. Mauro também explica que os gols de Orlando foram na verdade marcados por Laerte. É bem provável, Orlando não era mesmo afeito a gols. Porém, no jornal espanhol, os gols são atribuídos a Orlando, e eu sempre mantenho as informações dos jornais. Obrigado ao Appel e ao Mauro pela gentileza.  



Escrito por Roberto Vieira às 23h46
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8 DE AGOSTO* - VOTE 'SIM' - DIRETAS-JÁ DO NÁUTICO!!!!!!

 

         

 

 

 

Como nos anos 70/80 na política brasileira.

 

O governo democrático em Rosa e Silva.

 

Libera eleições diretas.

 

Mas nem tão diretas assim.

 

Pois marcar consulta eleitoral nos Aflitos.

 

Numa segunda-feira.

 

8 de agosto.

 

No horário de 16 às 19 horas.

 

É pedir pra que mais da metade do eleitorado não compareça.

 

(Turma trabalha, tem escola, precisa ganhar a vida!)

 

Então.

 

Já que os comandantes criam regras do jogo.

 

Regras pra mudar continuando tudo como está.

 

Só nos resta convocar os soldados alvirrubros.

 

Turma!

 

Compareçam e VOTEM!!!!

 

DIRETAS-JÁ NO NÁUTICO!!!!

 

Sócio deve poder escolher seu Presidente!

 

Chega de casuísmos.

 

Chega de dinastias.

 

Chega de sesmarias.

 

Chega de brincar com a paixão Timbu.

 

Senão.

 

Na próxima vez.

 

Marcam eleição para o sábado de Zé Pereira.

 

Concorrendo com o Galo.

 

 

O Presidente do Conselho Deliberativo do Clube Náutico Capibaribe, André Wilson de Queiroz Campos, no uso de suas atribuições (§1º. do art. 11 c/c inciso I do art. 22, do Estatuto do CNC), CONVOCA todos os associados “Sócios” do CNC, maiores de dezoito anos, associados há pelo menos 1(um) ano e no gozo dos seus direitos, a comparecerem a sede, no dia 08/08/2011, das 16:00hs às 19:00hs, sito na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 1086, Aflitos, Recife/PE, a fim de participarem de Assembléia Geral Extraordinária para ratificarem ou não a decisão do Conselho Deliberativo (04/07/2011) de sempre realizar eleições diretas para o preenchimento dos cargos de presidente e vice-presidente do executivo em sufrágio distinto com relação à eleição dos membros do Conselho Deliberativo do CNC. Fica registrado que todas as disposições Estatutárias em sentido contrário ficarão automaticamente e imediatamente derrogadas acaso a Assembléia Geral Extraordinária resolva ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. 

 

 

* 8 de agosto é dia dos dominicanos, os cães de guarda da Igreja. Verdadeiros ossos duros de roer em qualquer regime autocrático - vide Batismo de Sangue.



Escrito por Roberto Vieira às 22h46
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LENDAS ALVIRRUBRAS - 5. BONZÃO

 

 

O BONZÃO nasceu em 1988.

 

No meio de uma cachaça da Timbucana.

 

Eu estava por perto.

 

Testemunhei o milagre.

 

BONZÃO ergueu-se aos céus com uma garrafa de cana.

 

Digno apóstolo marsupial.

 

BONZÃO que era meio time.

 

O resto era por conta de Nivaldo, Augusto, Erasmo e Bizu.

 

Que ninguém é de ferro.

 

Com o tempo, as façanhas do BONZÃO atravessaram fronteiras.

 

Campeão estadual em 1989.

 

BONZÃO provovou um grave acidente nas ruas de Salvador em 1990.

 

Quatro motoristas levaram um susto com o gigante no Farol.

 

Pimba!

 

Desastre.

 

Como o Maracatu Timbu Coroado.

 

O BONZÃO é expressão do folclore futebolístico nacional.

 

BONZÃO que deveria voltar aos estádios.

 

Ou quem sabe?

 

Pelo menos na Timbushop...

 



Escrito por Roberto Vieira às 21h39
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QUAL O DREAM TEAM?

 

 

E qual antigo jogador do Náutico

 

era seu técnico?



Escrito por Roberto Vieira às 21h25
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CRAQUES ETERNOS

            

 

 

1953.

 

Fleitas Solich conversa com Dequinha.

 

Solich.

 

O maior centromédio dos anos 20.

 

Capitão do Paraguai e do Boca.

 

Dequinha.

 

Genial revelação potiguar.

 

Descoberto pelo América-PE.

 

Ídolo do Flamengo.

 

Seleção brasileira de 1954.

 

Dequinha.

 

Dos maiores centromédios dos anos 50.



Escrito por Roberto Vieira às 18h13
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QUAL A FESTA?



Escrito por Roberto Vieira às 17h37
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QUEM EU SOU?

              



Escrito por Roberto Vieira às 13h28
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LENDAS ALVIRRUBRAS - 4. IVAN BRONDI

             

 

 

Craque.

 

Jovem.

 

Juvenil do Palmeiras.

 

Recife.

 

Alfredo Gonzalez bota as mãos na cabeça.

 

"Rinaldo, vai pra ponta!"

 

A imprensa vocifera:

 

"Burro! Burro!"

 

Mas Gonzalez sabia.

 

Ivan era 10.

 

Rinaldo era ponta.

 

A imprensa estrebucha.

 

Rinaldo na seleção brasileira.

 

Ivan Hexacampeão.

 

Ivan Brondi.

 

227 jogos na meia-esquerda alvirrubra.

 

47 bolas na rede

 

- conforme Mestre Carlos Celso ensina.

 

Todos gols de placa.

 

A bola chamava Ivan de 'meu amor'.

 

Saiam bailando pelos gramados.

 

Tangos.

 

Frevos.

 

Foxes.

 

O dia em que Ivan Brondi pendurou as chuteiras.

 

O futebol ficou triste.

 

Contam que a bola

 

passou meses sem gritar gol...



Escrito por Roberto Vieira às 22h28
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QUEM É O CAMPEÃO PERNAMBUCANO?

 



Escrito por Roberto Vieira às 22h01
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DE QUEM SÃO ESTES ESCUDOS?

               



Escrito por Roberto Vieira às 21h21
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ENQUETE - QUEM SOBE?

 

Friamente.

 

Qual dos pernambucanos sobe de divisão?

 

Atenção!

 

Só pode escolher UM...

 

 

1. Porto

2. Salgueiro

3. Santa Cruz

4. Náutico

5. Sport



Escrito por Roberto Vieira às 15h41
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O ARTILHEIRO DO POÇO DA PANELA

             

 

 

Mestre da área.

 

Gente boa.

 

Fernando Santana começou a fazer gol na infancia.

 

No Poço da Panela.

 

Fernando que vivia na Rua Fernando Guimarães.

 

Fernando que nem gostava muito de bola.

 

Mas todo dia de Natal?

 

O pai, fanático tricolor, chegava com uma bola de futebol.

 

O tio Dadá?

 

Nem se fala!

 

Quando se mudou para o Jardim São Paulo.

 

Fernando conheceu Joel.

 

E não havia defesa que os parasse.

 

Fernando brilhou nas Empresas Oliveira.

 

Estraçalhou na Associação Atlética Jardim São Paulo.

 

Até merecer rasgados elogios de um papa da matéria:

 

Gradim.

 

Fernando que brilhou intensamente no pentacampeonato do Santa.

 

Fernando que deu uma força.

 

Ao timaço alvirrubro de Fantoni em 1974.



Escrito por Roberto Vieira às 15h38
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MALANDRAGEM ARGENTINA

 

 

A imagem é inédita.

 

Pesquisa do Blog

 

no Baú do antigo jornal Última Hora.

 

Última partida da Copa América de 1959.

 

Monumental de Nuñes.

 

O empate dá o título aos argentinos.

 

Glória suprema.

 

Pois o Brasil é o campeão do mundo.

 

Pelé deixa o seu.

 

Pelé que se torna o artilheiro do torneio.

 

Pelé que disputa sua única Copa América.

 

A Argentina também marca o seu com Pizutti.

 

Última volta do ponteiro.

 

Garrincha escapa contra a defensiva portenha.

 

Garrincha está só diante do arqueiro Negri, do Racing Club.

 

Quando Garrincha chuta.

 

Escândalo.

 

O goleiro Negri observando que la vaca foi ao brejo.

 

Ergue as mãos.

 

"O jogo acabou! O jogo acabou!"

 

Bola nas redes.

 

O honorável árbitro chileno, Senhor Carlos Robles.

 

Acata a decisão de Negri.

 

O pau come.

 

Argentina?

 

Campeã sulamericana pela 12ª vez.

 

Na mais pura malandragem portenha... 



Escrito por Roberto Vieira às 05h08
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SANTA EMPATA EM BELO JARDIM

 

 

Pombo sem asa no final da partida.

 

Estádio de pólo aquático.

 

Belo Jardim.

 

Terra de Mendonças & Maciéis.

 

Sinal de alerta no Arruda.

 

A mídia?

 

Vai começar a questionar Zé Teodoro.

 

Esquecida da campanha no estadual.

 

Tão certo.

 

Quanto dois + dois = quatro.

 

Porque o futebol vive do ponto futuro.

 

O futebol vive do overlapping da notícia...



Escrito por Roberto Vieira às 18h10
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O LEÃO DA COPA

                

 

 

Vavá não era trombador.

 

Habilidoso.

 

Armava jogadas para os companheiros.

 

Um dia.

 

Alguém falou:

 

"Vai, Vavá ser Leão na grande área!"

 

E lá foi Vavá.

 

Ademir fazia falta?

 

A seleção foi buscar outro pernambucano pra resolver a parada.

 

Vavá massacrou Yashin.

 

Vavá detonou Jonquet.

 

Vavá implodiu os suecos.

 

Não satisfeito.

 

Vavá foi ali na Espanha ganhar duas Copas do Rei.

 

Voltou pra dinamitar chilenos e tchecos na Copa de 62.

 

Gloriosamente.

 

Antecipou-se a Pelé no soccer.

 

Vavá foi craque.

 

Sem ele?

 

Nada de bicampeonato mundial.

 

Vavá que descia nos aeroportos brasileiros.

 

Com freiras descendo as escadas do avião.

 

E Yvon Cury grudado no paletó...

 

Ah!!!!???

 

Vavá não era craque?

 

OK!

 

14 de setembro de 1958.

 

Primeira partida de Vavá pelo Atlético de Madrid.

 

O adversário é o Oviedo.

 

29 minutos da fase final.

 

Alarcon acerta Vavá.

 

Falta.

 

A distancia do arco de Caldenteny é quilométrica.

 

A Espanha sorri.

 

Vavá é um grosso.

 

Homem de área.

 

Sabe lá bater falta?

 

Vavá ajeita a pelota.

 

Lembra dos tempos no Íbis.

 

Das lições de Carlito e Bodinho.

 

Vavá bate forte.

 

No ângulo.

 

Atlético 1x0.

 

Gol de craque, meus amigos!

 

Gol de craque...

 

 

                   

 



Escrito por Roberto Vieira às 17h48
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COLUNA DO MESTRE CARLOS HENRIQUE - QUANDO 7 VALE MAIS QUE 10!

 

Por CARLOS HENRIQUE, MDM 



 

A Medicina Legal é a especialidade que, utilizando os conhecimentos técnico-científicos de todas as ciências que subsidiam a Medicina, tais como a Biologia, a Física, a Química e outras, presta esclarecimentos para a atuação da Justiça. A sua prática se dá através da Perícia Médica.

Na faculdade de medicina me deparei com a cadeira de Medicina Legal em 1982, lá pelo 4° ano. O titular da disciplina era o Prof. Dr. Milton da Costa Pinto, figura excêntrica, que usava sempre um terno de linho branco e uma gravata borboleta de bolinhas. Um disciplinador durante as aulas, e um brincalhão nas horas precisas, fato este que descontraía os alunos.  Sempre recebeu homenagens quando das festas de formatura, ora como paraninfo, ora como professor homenageado.

Os temas da medicina forense não atraiam a minha atenção. Talvez pelo fato de que, o paciente em questão era um morto, e os estudos eram, portanto, "post mortem".Antropologia, Traumatologia forense, Tanatologia (estudo da morte e do morto), Toxicologia, Psicologia e Psiquiatria forenses. Estas eram algumas das matérias vistas ao longo do semestre.

A minha atenção e os meus olhos estavam voltados para as cadeiras de Medicina Clínica, como Gastroenterologia, Neurologia e Cardiologia. Estas sim, me fascinavam. As matérias de Medicina Legal eu sempre deixava para estudar bem próximo das provas, uma vez que, o assunto era decoreba pura. Bastavam 2 ou 3 noites estudando e pronto, já estava em condições de tirar a nota necessária para passar.

Foi assim o semestre inteiro.  Consegui chegar  à última prova precisando tirar nota sete para passar por média. Como coincidiram muitas provas juntas uma da outra, só pude estudar a matéria de Medicina Legal na véspera da prova. Chamei os meus amigos Nino e Edmundo, minha mãe preparou uma garrafa de café, e bastante coca-cola para enfrentarmos o horário noturno.

Já passava da meia noite quando Nino e Edmundo, satisfeitos por terem revisado toda a matéria foram embora. Mas para mim a noite estava só começando, pois eu não tinha visto nada do assunto nos dias que antecederam a prova. Dei início a uma batalha entre o sono e a vontade de estudar, onde coloquei em xeque a minha capacidade de memorização, dos mínimos detalhes dos assuntos.

Li e reli toda a matéria várias vezes, entre cochilos e vigílias. Já conseguia sentir um domínio sobre o assunto quando resolvia questões de provas passadas. Eram 3 e meia da madrugada quando encerrei os estudos. Ajustei o despertador para 6 e meia da manhã, onde teria tempo para o banho e um café reforçado, já que a prova seria às 7 e meia.

Adormeci rapidamente, e entrei em sono profundo. Seriam 3 horas ininterruptas de sono para recuperar a capacidade de raciocínio e memória, e garantir a nota sete. Nada me faria acordar, a não ser a sineta do despertador. Era um relógio antigo, de corda, com dois pequenos pratos de metal e um martelo entre eles, que oscilava no horário desejado. O som era alto e estridente. Ele sempre funcionou, nunca tinha me deixado na mão.

Naquela manhã acordei com o sol batendo na minha cara. Olhei para o velho despertador e ele marcava 4:40h. Dei um pulo da cama atordoado, procurando por um relógio que me desse a hora exata. Pela janela pude ver o dia claro, sol forte, buzinas de carros na rua. Não podia ser 4:40h. Desci até a cozinha e o relógio da parede marcava 8:05h. Todos em casa já tinham saído. Não acreditei no que tinha ocorrido. O meu velho despertador, companheiro de tantas jornadas tinha me deixado na mão.

Subi correndo até o primeiro andar e vesti uma calça jeans e uma blusa por cima do pijama. Sem lavar o rosto, nem muito menos pentear os cabelos, calcei as sandálias havaianas e saí correndo. Desci a Rua Tabira a toda velocidade. Não tinha um centavo no bolso. Tinha que correr até o Hospital da Restauração, local da prova.

Corria como um leopardo, com passadas largas, olhos arregalados, num fôlego só. Passava por entre os carros como um ladrão fugindo da polícia. Atravessei a Avenida Agamenon Magalhães a mil por hora, e nesse momento uma das sandálias soltou a tira, sendo deixada no meio do caminho.

Entrei correndo pelos corredores do ambulatório até chegar à sala onde se realizava a prova. Eram 8:20h. Vários colegas já haviam terminado a prova, e estavam conversando sobre as questões. Todos olharam perplexos para o meu estado. Meu coração estava a 180 batidas por minuto. Eu não conseguia dar uma palavra. Só queria respirar e captar algum oxigênio.

Entrei na sala para falar com o Professor Milton. Ao explicar o ocorrido ele não acreditou, e achou que eu estava “pescando” as respostas lá fora, dando uma de “esperto”. Mesmo jurando de pés juntos, o Prof. Milton tinha a sua opinião formada sobre a situação e disse que a minha nota seria “zero”, por falta!

Nessa hora, bem na frente de todos, eu tirei a camisa e a calça jeans, ficando somente de pijama. Abri os braços e pedi para que ele se aproximasse para sentir o bafo de onça que exalava da minha boca. Levantei o pé esquerdo e contei da sandália que tinha ficado no caminho. Que eu jamais faria tal coisa em prova alguma, muito menos nessa “Medicina Legal”, que simplesmente decorando os assuntos, qualquer um conseguia nota para passar. E fiz um desafio para que ele me argüisse numa prova oral, logo após o final da prova escrita, e no assunto que ele escolhesse.

Para o meu alívio ele se sentiu desafiado na frente de vários alunos e “engoliu” a corda. Mandou que eu aguardasse lá fora. Consegui com essa manobra reverter um zero já garantido por uma chance na prova oral. Os meus amigos achavam que eu estava maconhado. Não tive medo do confronto, pois o caos já estava estabelecido.

Quando o último aluno terminou a prova o Prof. Milton me chamou. Assim que entrei fui logo agradecendo a oportunidade de provar que estava falando a verdade. O clima entre nós ficou mais ameno. As perguntas foram saindo, uma a uma. E a cada pergunta feita uma resposta era dada. Mesmo bastante nervoso eu tinha ao meu lado dois fortes aliados: a verdade dos fatos, e o assunto decorado na memória.

Depois da sétima resposta correta eu disse que ele podia parar. Ele insistiu em continuar, me dizendo que eu poderia chegar à nota dez. Fiz ver a ele que o meu interesse era apenas o de passar de ano. “Prof. Milton, esse 7 para mim vale mais que 10”! Foram as minhas últimas palavras. Peguei a minha calça jeans e a camisa que ainda estavam no chão e saí da sala. Fui recebido como herói por mais de 20 amigos que ficaram torcendo por mim do lado de fora.

O Prof. Dr. Milton da Costa Pinto continuou com o seu estilo excêntrico nos anos que se seguiram. Ele foi o professor escolhido para a aula de encerramento, na minha formatura em 1984. Compareceu vestido a caráter, de terno de linho branco, e a tradicional gravata borboleta de bolinhas. Mas uma coisa eu tenho convicção. Não sinto saudades da Medicina Legal.



Escrito por Roberto Vieira às 15h26
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1960 - CACARECO NO MARACANÃ

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

O Brasil tirava sarro da Cacareco.

 

Por pouco tempo.

 

A seleção pernambucana no Brasileiro de Seleções.

 

É a própria Seleção Cacareco.

 

Cacareco, terceira colocada no Sulamericano do Equador de 59.

 

Representando o Brasil.

 

Fase final do Campeonato de Seleções.

 

Pernambuco vence o Rio de Janeiro em casa.

 

Vence também São Paulo e Minas Gerais.

 

Disparando na liderança do quadrangular final.

 

Returno.

 

João Saldanha saúda o timaço pernambucano.

 

O Sudeste se assusta.

 

Aquele Cacareco tinha ido longe demais.

 

O Rio de Janeiro vira palco de uma batalha.

 

7 de fevereiro de 1960.

 

Stanislaw Ponte Preta chama Gentil Cardoso de 'burro':

 

"Gentil nem sabe o que é um axioma!"

 

Gentil sobe nas tamancas.

 

O técnico Tim que dirige o selecionado carioca.

 

Convoca Dida, Henrique e Moacir do Flamengo.

 

De quebra, Zózimo.

 

Almir jogaria no ataque.

 

Nordestino contra Nordestinos.

 

Mas a perna de Almir estava no gesso.

 

Pancada sofrida diante dos paulistas

 

- pra quem acha que só Almir batia.

 

Em campo, nada de fair-play.

 

O ri-f-fi começou cedo.

 

Envolvidos pelo virtual ataque rubro-negro carioca:

 

Babá, Dida, Moacir e Henrique.

 

Os pernambucanos também viram o pau comer solto.

 

Na botina de Altair.

 

Traçaia sendo parado a ferro e fogo.

 

Ubirajara brigando com Geraldo.

 

Zózimo encarando Zémaria.

 

 

 

 

O resultado de 3x1 serviu de bálsamo ao Distrito Federal.

 

Caía a invencibilidade pernambucana.

 

Pernambuco que ainda sonhava com o título brasileiro.

 

 

           

 

Porém.

 

Na rodada final.

 

Pernambuco vence Minas Gerais: 4x1.

 

E a seleção carioca.

 

Subitamente desinteressada do torneio.

 

Perde dos paulistas dentro do Maracanã por 2x1

 

Lembrando.

 

Que uma vitória carioca provocaria o supercampeonato.

 

Entre Rio, São Paulo e Pernambuco.

 

Pois é.

 

Mas restam imagens na memória do futebol.

 

Imagens que Pernambuco esqueceu.

 

Maracanã lotado.

 

Na arquibancada.

 

A torcida pernambucana animada.

 

Torcida pau de arara.

 

Distante da terra.

 

Saudade no coração.

 

Carregando placas com o nome dos seus ídolos.

 

Edson.

 

Givaldo.

 

Zequinha.

 

Gentil.

 

Valdemar.

 

Só de olhar.

 

O coração vira asa branca...

 

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 04h34
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ALMIR E O RECIFE

 

 

O futebol - e a vida - tem dessas coisas.

 

O menino sai da sua terra.

 

Craque.

 

Jogou um mísero amistoso pelo Sport.

 

Acorda no Vasco e na Cidade Maravilhosa.

 

Olha de um lado?

 

Bellini.

 

Do outro?

 

Orlando e Vavá.

 

Alguém grita:

 

"Pelé Branco!"

 

O zagueiro chega de chuteira em riste.

 

O pau come solto.

 

O menino reage com pode.

 

Um dia a Cidade Maravilhosa engole o menino.

 

Restam histórias.

 

Lendas.

 

Um filho.

 

E velhas imagens do fotógrafo Demócrito.

 

Fotos do menino com Mestre Tim.

 

Dois craques.

 

Embora, o mundo tenha esquecido do menino.

 

Fotos do menino voltando ao Recife.

 

Sentado nas margens do Capibaribe.

 

O velho menino que sonhava chutar uma bola.

 

O velho menino chamado Almir...

 

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 04h01
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E O SITE?

           

 

 

E muitos perguntarão?

 

Cadê o site?

 

E eu responderei que sofreu um terremoto.

 

Desfiz a parceria com o pessoal da Handy.

 

Pois o ritmo do Blog e do blogueiro.

 

É infinitamente mais rápido que o dos designers.

 

Eles imaginando que o futebol da internet.

 

É igual ao futebol da década de 20.

 

E eu querendo uma Laranja Mecânica.

 

Preferi romper o contrato e voltar ao início do projeto.

 

Antes que o site me desse mais raiva que prazer.

 

Aos Mestres.

 

Desculpas pela demora.

 

Mas perfeccionismo é patológico, e fundamental.

 

Aliás.

 

Quem conhecer um cara que fabrique Sites.

 

E seja um cara responsável.

 

Mande e-mail para rvieira1964@uol.com.br

 

A casa?

 

Agradece... 



Escrito por Roberto Vieira às 03h34
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