Blog do Roberto


FINAL - ABC 1X0 NÁUTICO

           

 

 

O ABC continua invicto.

 

Mas o Náutico não jogou mal.

 

Tudo estava igual.

 

Até Eduardo Ramos tirar o pé numa dividida.

 

O contra-ataque foi mortal.

 

ABC 1x0.

 

O segundo tempo trouxe Ricardo Xavier.

 

No lugar do... prata da casa Philipe.

 

Claro.

 

Kiesa teve sua chance.

 

Ricardo também.

 

Ailton saiu chutando lata.

 

Sabe-se lá porque.

 

E para quem fica perguntando por Hefner.

 

Hefner entrou pra jogar bulhufas.

 

Uma tragédia na lateral direita.

 

O ABC podia ter aumentado.

 

O Náutico poderia ter empatado.

 

E vamos ficar por aqui.

 

Pois o Salgueiro também perdeu por 1x0.

 

Gol sutil de Dodô em cobrança de falta.

 

Pra quem ficou triste?

 

Pior é o Goiás....

 



Escrito por Roberto Vieira às 18h27
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A ENCICLOPÉDIA DE MILTON SANTOS

 

    

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

 

O Brasil sempre rendeu homenagem a Nilton Santos.

 

O Brasil nem lembra quem era Milton Santos.

 

A simples mudança de uma letra diz muito.

 

Futebol rende manchetes e fama.

 

Geografia quando muito, uma nota no rodapé da história.

 

Milton Santos negro como Pelé e Leônidas.

 

Milton Santos enciclopédico como Nilton Santos.

 

Milton Santos homem certo no lugar errado.

 

Mil novecentos e sessenta e quatro.

 

Milton preso por um capitão do exército.

 

Verão na Bahia e prisão no Forte do Barbalho.

 

Solitária, régua e compasso.

 

O Vitória empata com o Fluminense de Feira.

 

Romenil e Didico endiabrados.

 

Noite de São João.

 

Os militares soltam Milton nas ruas de Salvador.

 

O Bahia perde do Ypiranga.

 

Exílio.

 

Ame-o ou deixe-o.

 

A Sorbonne explodindo sob o maio francês.

 

Tanzânia, capital Caracas.

 

O Brasil que não conhecia o Brasil.

 

Milton Santos explicando o universo dividido e globalizado.

 

Messi espanhol.

 

Gullit italiano.

 

Roberto Carlos turco.

 

Ardiles inglês.

 

O futebol distante do globalitarismo da FIFA.

 

O cotidiano como ambiente de desalienação.

 

Milton Santos dando drible no adversário verde-oliva.

 

Gol de letra na USP.

 

Contra os capitães do mato enlouquecidos gritando não.

 

Não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá.

 

Há dez anos Milton Santos mandou aquele abraço.

 

E nas arquibancadas nada de minuto de silêncio.

 

O Brasil sempre rendeu homenagem a Nilton Santos.

 

Nilton Santos que merece todas as homenagens do Brasil.

 

Mas o Brasil nem lembra quem era Milton Santos.

 

A simples mudança de uma letra diz muito.

 

Futebol rende manchetes e fama.

 

Geografia quando muito, uma nota no rodapé da história.

 

Pena.

 

Porque a Bahia de Todos os Santos.

 

Também nos legou a Enciclopédia de Milton Santos...



Escrito por Roberto Vieira às 14h23
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1974: O ABC DE FANTONI

      

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

 

Contra o ABC de Natal.

 

Ocorreu a estreia de Fantoni no Náutico.

 

Esperança alvirrubra de ressurreição.

 

O Santa Cruz brilhava no Brasileirão.

 

Empatando com o Santos de Pelé.

 

Ramon, artilheiro do Brasil.

 

O Náutico de Sebastião Orlando buscava reagir.

 

Primeiro tempo: 0x0.

 

Gol do menino Jorge, mal anulado por Gilson Cordeiro.

 

Jorge que fez até chover nesse dia.

 

Os gols vieram no segundo tempo.

 

Aos oito minutos, Cincunegui cruzou.

 

Jorge Mendonça emendou de primeira.

 

Sem chance para o arqueiro Erivan.

 

Jorge corre para abraçar o Titio.

 

Depois o Timbu marca outros dois gols.

 

Fantoni satisfeito.

 

Curiosamente.

 

Chico Explosão explode no vestiário.

 

Não admite ter sido substituído por Elói.

 

Fantoni olha pra Chico com a cara amarrada.

 

Aquele Náutico ainda ia dar muito trabalho pra sua medalhinha...

 

 

                



Escrito por Roberto Vieira às 08h08
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FINAL: SPORT 0X0 CRICIÚMA : 'LAV PASIVAN'

                     

 

 

 

O Criciúma de Meneghel surpreende.

 

Deslocamentos constantes.

 

Envolvendo o Sport na Ilha.

 

O resultado de 0x0 mesmo assim é justo.

 

Por enquanto, sob o comando de Mazola.

 

Marcelinho, Bala e Paulista permanecem sem jogar bola.

 

Final do jogo.

 

Naldinho vai entrar.

 

Aquece.

 

Aquece.

 

Mazolla manda voltar.

 

Gritos.

 

Rojões guardados.

 

Paraná líder.

 

Boa vence.

 

O presidente rubro-negro continua tranquilo.

 

As fogueiras de São João.

 

Passam longe dos céus da Croácia...

 



Escrito por Roberto Vieira às 21h50
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RIQUELME E MESSI

                           

 

 

Hoje é aniversário de dois genios do futebol.

 

Nunca defini quem era o maior.

 

Messi cresceu em Barcelona.

 

Riquelme cresceu nas favelas portenhas.

 

Messi foi lapidado para o mundo.

 

Riquelme, simplesmente foi.

 

Tanto faz.

 

O Real Madrid nunca esquecerá nenhum deles...



Escrito por Roberto Vieira às 19h42
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FERIADO, LEO, MONTHLY REWIEW E EINSTEIN

 

 

É típico dos feriados certo tempo livre.

 

Pois é.

 

Aproveitei e resgatei um livro dos meus dezoito anos:

 

História da Riqueza das Nações, de Leo Huberman.

 

Passear pelo livro trouxe recordações.

 

O despertar para a falácia das teorias econômicas.

 

As tenebrosas relações trabalhistas na velha Inglaterra.

 

O adolescente diante da selva social.

 

Huberman é assim como Galbraith.

 

Mestre na síntese acadêmica.

 

O complicado belo e transparente.

 

Juntamente com a límpida escrita de Huberman.

 

Fui transportado aos primeiros tempos da Monthly Review. 

 

Publicação socialista mensal dos EUA.

 

Produto da mente de Leo Huberman e Paul Sweezy.

 

Uma das mais surpreendentes publicações ianques.

 

Pra quem não conhece a complexa mente anglo-saxã, é claro.

 

Mente McCarthista na aparencia.

 

Adoradora de quem possui talento invulgar no coração.

 

Paradoxo do gigante norte-americano.

 

O primeiro número da Monthly Review em 1949.

 

Traz o texto seminal de Albert Einstein:

 

'Why Socialism?'

 

Uma defesa cândida e apaixonada do regime socialista pelo físico.

 

Einstein discorre sobre as falhas do capitalismo.

 

Debaixo dos bigodes de Tio Sam.

 

Se é verdade que os EUA imaginaram expulsar Einstein.

 

Não é menos verdade que ele teve o direito de escrever o que pensava.

 

Gostemos ou não.

 

Concordemos ou não.

 

Compartilhar das idéias singulares que brotam das páginas da revista.

 

Com certeza.

 

Transformam qualquer feriado em dia santo...

 

 

 

                           



Escrito por Roberto Vieira às 16h34
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GIVANILDO E A CRISE DE 96

 

 

Givanildo já assistira coisa pior.

 

A Ponte Preta em frangalhos, por exemplo.

 

Givanildo até concoradava.

 

A venda de Robson poderia deter a hemorragia.

 

Adiar o êxito fatal.

 

Givanildo afiramava com todas as letras.

 

O futuro do Náutico depende daqueles que amam o Náutico.

 

Futebol não é ilusão, nem sonho.

 

Givanildo falava que ganhara muito dinheiro no Pará.

 

Mas ressaltava.

 

No Pará, a infra-estrutura é deficiente.

 

Não pode ser comparada ao futebol pernambucano.

 

O Timbu fez ouvido de mercador.

 

Continuou com suas guerras intestinais.

 

Pena.

 

Em 1996.

 

Givanildo possuía no currículo.

 

Oito títulos no Santa Cruz.

 

Dois no Corinthians.

 

Três no Sport.

 

Todos como jogador.

 

Como técnico?

 

Três no Sport.

 

Três no Pará.

 

Dois em Alagoas.

 

Além do Norte-Nordeste pelo Leão.

 

Givanildo, pai de Cassia e Carla, brincando.

 

Tem mais títulos que o Náutico... 



Escrito por Roberto Vieira às 11h20
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O SPORT DE DEDÉ E HÉLIO DOS ANJOS DERROTA O CRICIUMA

 

 

O Criciúma geralmente é carne com carvão.

 

Há 15 anos foi assim.

 

Na Ilha do Retiro angustiada.

 

Catarinenses esperando pra dar o bote.

 

Telpe vendendo telefone fixo como se fosse milagre.

 

Sérgio Motta esculhambando Itamar.

 

O Sport foi pra cima com tudo.

 

Hélio dos Anjos no banco.

 

Aos 15 minutos, o lateral Dedé vence Roni.

 

Sport 1x0.

 

Chiquinho corre, dribla, saracoteia.

 

Rogério faz piada no meio campo.

 

Mas de repente, um susto.

 

Mabília acerta o travessão de Albérico.

 

Russo bota as mãos na cabeça.

 

"Chico Monte Alegre! Vê se marca o cara!!"

 

A torcida satisfeita com os três pontos.

 

Gostou.

 

Quando Hélio dos Anjos gritou pra Luís Müller:

 

"Recua! Recua! Olha o 3-6-1!"



Escrito por Roberto Vieira às 11h04
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CEM ANOS DE SÃO JOÃO MANUEL FANGIO

       

                              Fangio em Recife

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

 

João nasceu pouco depois da meia noite da noite de São João.

 

Como grande parte dos meninos argentinos do seu tempo.

 

João sonhou ser jogador de futebol.

 

Como grande parte dos meninos argentinos de seu tempo.

 

João colecionava as capas de revista com Orsi e Tarrascone.

 

João que trabalhava cercado de automóveis.

 

O Rivadavia tinha um belo time.

 

E João atuava no ataque do Rivadavia.

 

Um atacante na melhor herança portenha.

 

Toques de bola precisos.

 

Quis o destino, e quem somos nós diante dele?

 

Os automóveis roubassem João dos campos.

 

O menino que já não sonhava com Ferreira.

 

Menino com quase 40 anos.

 

Descobre que o drible no automobilismo também é mágico.

 

Nos circuitos da terra natal, João deixa os demais corredores na poeira.

 

Europa.

 

Pau, San Remo e Monza.

 

Nem mesmo os acidentes amortecem seu faro de gol.

 

Se o Real leva Di Stefano.

 

Ferrari e Alfa-Romeo carregam João.

 

João que vence metade dos Grandes Prêmios de Fórmula 1 dos quais participa.

 

João que se aposenta quando a Argentina descobre a Tchecoslováquia.

 

A glória das pistas é solitária.

 

Cadê a multidão gritando gol?

 

João guarda consigo a bola do último jogo em Mar Del Plata.

 

E ri.

 

Di Stefano foi pentacampeão europeu de clubes?

 

João foi pentacampeão mundial de Fórmula 1.

 

João, não!

 

São João Manuel Fangio.

 

São João que esteve em Recife na década de 50.

 

Cercado de glória e de argentinos.

 

Argentinos que idolatravam Fangio acima de todos os Stefanos...

 



Escrito por Roberto Vieira às 23h55
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QUEM LEVA A COPA AMÉRICA?



Escrito por Roberto Vieira às 17h46
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ANTOLOGIA MARINHO CHAGAS - DIANTE DO REI

              

 

 

1974.

 

Pelé diante de Marinho Chagas.

 

Maracanã lotado.

 

Ninguém sabe ao certo.

 

Testemunhas afirmam que a cena demorou horas.

 

Outros, juram de pés juntos:

 

"Foram dois dias!"

 

Pelé e a bola.

 

Marinho diante do Rei.

 

O tempo?

 

Parou para ver e dar passagem...



Escrito por Roberto Vieira às 15h43
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BELGRANO 2X0 RIVER PLATE

 

 

Primeiro jogo do mata-mata do Rebaixamento argentino.

 

Deu Belgrano.

 

Como faz tempo que o River não mete dois gols em alguém.

 

O jogo de volta.

 

Virou caso de polícia... 



Escrito por Roberto Vieira às 11h17
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QUAL O MELHOR TÉCNICO DO BRASIL?

 

1. Mano Menezes

2. Muricy Ramalho

3. Wanderley Luxemburgo



Escrito por Roberto Vieira às 10h07
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O TRI DE MURICY E A MALDIÇÃO DO HEXA

 

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

Suor e raça são importantes.

 

Belos.

 

Muitas vezes ganham títulos.

 

Afinal.

 

Nesse mesmo Pacaembu.

 

Obdulio Varela surgiu para o legendário mundial.

 

Mas cadê Schiaffino?

 

Cadê Pedro Rocha?

 

O que fazer quando Ganso joga de branco?

 

O que fazer quando Neymar está do outro lado?

 

O que fazer quando Mazurkiewicz é um retrato em amarelo e preto?

 

Só resta trocar tapa depois do jogo.

 

O Santos não é o Santos dos anos 60.

 

Não existe um Coutinho, um Pepe em campo.

 

Pelé nem em sonho.

 

Porém, a diferença de talento é incomensurável.

 

Até Durval marca gol.

 

Hoje é dia de comemorar.

 

Amanhã começa a diáspora.

 

Zé Eduardo em Gênova - como perde gol esse menino!

 

Neymar no Real Madrid.

 

Ganso em Milão.

 

O Mundial é um sonho perante o Barcelona.

 

E me permitam fazer uma confissão.

 

O Peñarol já estava perdido antes de entrar em campo.

 

Hexa com Muricy Ramalho.

 

É palavra proibida no dicionário da História...

 

Muricy que jamais vai esquecer o abraço de Pelé.

 

 

NOTA DO BLOG: Parabéns, Mestre Antonio!

 

          

 

              



Escrito por Roberto Vieira às 23h55
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A BANANA, OS RUSSOS E ROBERTO CARLOS

 

 

Ah, os russos e suas bananas racistas.

 

Tão racistas quanto os conceitos hitleristas.

 

Para os nazistas.

 

Os eslavos eram os negros do leste.

 

Não aprenderam nada.

 

Nem com Tolstoi.

 

Nem com a guerra...

 

Roberto Carlos está coberto de razão!



Escrito por Roberto Vieira às 23h05
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O DIA EM QUE O SANTOS CONQUISTOU A AMÉRICA

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

Mísseis soviéticos em Cuba.

 

Ben Bella marchando sobre Argel.

 

Lott detonando o Parlamentarismo.

 

E o Santos?

 

Conquistando a América.

 

Pelé já era bicampeão mundial pela seleção.

 

Mas o Santos era visto com desconfiança.

 

Perdera um tira-teima em 1959 diante do Real Madrid.

 

De vez em quando perdia do Palestra.

 

Monumental de Nunes lotado.

 

O Peñarol nem percebeu, o marcador estava 1x0.

 

Gaetano contra.

 

Pelé voltando de contusão.

 

A seleção sempre atrapalhando o Santos!

 

A dupla de ataque uruguaia era estrangeira:

 

Spencer e Joya.

 

Bella Guttman sonhava com a reação.

 

Tudo porque.

 

Gonçalves vencia o duelo com Zito e Mengalvio.

 

Mauro e Calvet batiam cabeça.

 

Sasia bailava sem marcação.

 

Spencer balança a trave.

 

Gilmar salva nos pés de Spencer.

 

Quando a nave brasileira parecia prestes a afundar.

 

Pelé surgiu.

 

Sob o olhar de oitenta mil argentinos.

 

Tarde de sol em Buenos Aires.

 

Pelé marcou duas vezes.

 

Vingando-se de quantos fantasmas uruguaios existissem.

 

Obdulio Varela soltou um palavrão em Montevideu.

 

Máspoli calou-se nas tribunas.

 

Como eu dizia lá em cima.

 

Mísseis soviéticos em Cuba.

 

Ben Bella marchando sobre Argel.

 

Lott detonando o Parlamentarismo.

 

E o Santos?

 

Conquistando a América.



Escrito por Roberto Vieira às 17h16
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BOLÃO - SANTOS OU PEÑAROL?

                 

 

 

O Santos tenta a primeira Libertadores em casa.

 

O Peñarol tenta o Hexa fora de casa.

 

Jogo de quem tem nervos de aço.

 

Pra você!

 

Santos ou Peñarol?

 

Em tempo.

 

Na foto.

 

Pelé e Alberto Spencer.

 

Nada menos que 1800 gols na história do futebol.



Escrito por Roberto Vieira às 09h07
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COLUNA DO CARLOS HENRIQUE - A MINHA DOR DE CABEÇA COM MILTON NASCIMENTO!

                                        



 

Por CARLOS HENRIQUE, MDM



 

Muitas vezes procuramos saber o que é ser um fã. Esta é uma questão de difícil resposta. Isto porque as possibilidades de respostas são muitas, as mais variadas possíveis. Ao longo da toda a nossa vida conhecemos uma multiplicidade de pessoas com pensamentos e idéias diferentes. Algumas delas nos marcam afincadamente. Não precisa haver uma explicação, às vezes simplesmente gostamos, e a partir daí passamos a admirá-la como um ser incrivelmente fantástico. O seu trabalho, a sua atitude, mesmo que sejam coisas insignificantes, tornam-se importantes para nós, pois passamos a gostar muito dessa pessoa.

Ser fã não é saber tudo sobre os nossos ídolos; Não é apenas conhecer todas as suas obras e trabalhos; ser fã, fã de verdade, é muito mais do que isso. Ser fã é rir e chorar; é apoiar e lutar com todas as forças pelo sucesso de quem admiramos; é sentir a força e as mensagens que eles nos transmitem;

Eu tenho o meu ídolo na música popular brasileira. Sou fã de Milton Nascimento desde quando me entendo por gente. Acho que, mais precisamente, desde 1967, quando Milton tirou o 2° lugar no festival da canção, com a música Travessia.   Naquele festival, o fato mais relevante foi revelar para o país o talento de um rapaz tímido vindo de Minas Gerais que inscreveu e classificou três músicas: "Maria, minha Fé", "Morro Velho" e "Travessia". A final ocorreu em outubro de 1967. As favoritas do público eram "Carolina" (Chico Buarque), "Travessia" e "Margarida", que levou o primeiro lugar.

Milton deu início a uma série de álbuns que marcaram a MPB, como "Minas", "Milagre dos Peixes" e os dois volumes do "Clube da Esquina", responsáveis pela consagração de toda uma geração de músicos mineiros, como Beto Guedes, Tavinho Moura, Lô Borges, dentre outros. Nos anos 70 Milton teve algumas músicas censuradas pelos militares.

  Milton Nascimento é considerado, tanto no Brasil quanto no exterior, como um dos maiores cantores da música brasileira. É também um compositor consagrado, que influenciou toda uma geração de músicos. Em 1998 ganhou o Grammy na categoria World Music com seu disco "Nascimento".

Muito bem. Como todo fã, eu tinha um sonho, que era o de conhecer o meu ídolo, de conversar com ele, trocar idéias, saber um pouco da sua vida de cidadão comum. Nada de autógrafo ou fotos. Isso é para a tietagem. Mas uma conversa informal, esta ficaria de bom tamanho.

No sábado 19 de setembro de 2009 aconteceu um show de Milton e Lô Borges, no Centro de Convenções - PE, fazendo parte do Festival "No ar Coquetel Molotov". No almoço do sábado pude assistir no "Jornal Hoje" uma entrevista com os dois, quando falaram do prazer de voltar a Recife, e sobre o show que aconteceria à noite.

Assisti atentamente a entrevista, onde pude identificar que eles estavam hospedados no Mar Hotel, em Boa Viagem. Tomei então a decisão mais importante que um fã poderia tomar. Decidi que na tarde daquele sábado eu faria uma visita ao Milton Nascimento, lá no Mar Hotel.

Almocei como um leão, devorando o strogonof e as batatas em garfadas violentas, acompanhadas de vinho, várias taças de vinho, devido à empolgação e o êxtase do encontro com o ídolo. Enquanto almoçava fui traçando o plano de ação para chegar ao ídolo, bem como as perguntas que seriam feitas ao mesmo.

A ansiedade do encontro e as taças de vinho do almoço me deixaram exausto, me levando a um cochilo suave, ali mesmo no sofá da sala. Dormi profundamente, chegando a sonhar com os anjos.

Bem no meio do sono comecei a sonhar com a chegada ao Mar Hotel, onde logo no hall de entrada pude localizar o meu ídolo, Milton Nascimento, sentado tranquilamente numa das poltronas, lendo o jornal. Ao me aproximar procurei educadamente me apresentar, contar do meu intuito como fã, dispensando autógrafo, foto, ou outra tietagem qualquer.

Milton foi bastante receptivo, passando a me chamar de Carlos, contando sobre a sua infância, seus pais adotivos, a mudança do Rio para o interior de Minas e, posteriormente, sua chegada a Belo Horizonte. Fiquei bastante emocionado quando falou dos encontros com os jovens músicos de BH, ocorridos na esquina da Rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, onde desses encontros surgiu o Clube da Esquina.  

Milton aproveitou e pediu ao garçom que trouxesse uma cachaça mineira, indispensável numa hora dessas, momento de boa conversa. Milton tomou todas, nem lembrando que, à noite teria um show para apresentar. Mas tratou de me tranqüilizar dizendo : "filho, sem a branquinha para esquentar os acordes, eu não teria chegado onde cheguei"!

Perdi as contas de quantas cachaças eu tinha tomado. Só via o garçom indo e vindo com pingas e mais pingas na bandeja.

Já estava escurecendo quando nos despedimos. Um abraço fraterno marcou o final de um encontro fantástico do fã com o seu ídolo. Ele assanhou o meu cabelo e disse: "quero te ver na primeira fila"!

Desci num andar trôpego, cambaleando até o estacionamento. Estava completamente bêbado. Não tinha a menor condição de dirigir. Fiquei por alguns momentos sentado no banco do carro, ainda radiante do encontro com o Milton. Terminei por pegar no sono, com a cabeça encostada ao volante.

Dormi profundamente. Sonhei com os anjos. Quando acordei me dei conta de que já era tarde da noite, e eu me encontrava deitado no sofá da sala, com uma dor de cabeça de rachar os miolos. Era uma ressaca daquelas, depois de tomar as duas garrafas de vinho do almoço.  

A dor de cabeça era forte e persistente, acompanhada de náuseas. Mesmo depois de um banho, café e Aspirina ela estava lá, presente, latejante. Não tinha a menor condição de ir ao show do Milton Nascimento. A dor de cabeça só fez aumentar diante da impossibilidade de ir ao show do meu ídolo. Passei a noite do sábado lamentando imensamente o fato de ter aceito aquelas cachaças lá do hotel. Como médico eu deveria saber que nunca se deve misturar bebidas. Deixar de ir ao show foi um castigo muito grande.

Sempre soube que misturar bebidas dava ressaca. Mas foi a primeira vez que pude participar de uma experiência prá lá de inusitada, onde a cachaça ingerida durante um sonho foi se misturar com o vinho tomado quando acordado.

Portanto amigos, se um dia beberem, e durante o sono, sonharem que estão bebendo outro tipo de bebida tratem logo de acordar, pois o final todos já sabem. A ressaca vai ser grande!   Depois não digam por aí que eu não avisei!



Escrito por Roberto Vieira às 20h09
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21 DE JUNHO DE 1970 - O MAIS BELO GOL DA HISTÓRIA

 

 

Sem palavras.

 

Apenas me ajoelho e rezo...

 

Observem Tostão apontando Carlos Alberto.

 

O Rei?

 

Sem olhar.

 

Acreditando piamente no Mineirinho, toca.

 

O chute?

 

É história!

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 17h19
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NOVO REFORÇO ALVIRRUBRO

 

 

Apesar da brincadeira.

 

Devo confessar que era fã de Paulo Sérgio na juventude.

 

Principalmente da música composta para seu filho.

 

Pena que a vida lhe tenha sido breve.

 

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 17h16
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SHOPPING DA BOLA - PONTA ESQUERDA

                          X  

 

 

Zé Sérgio ou Joãozinho?



Escrito por Roberto Vieira às 17h09
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ZÉ TEODORO NO SPORT

 

 

A proposta está no ar...

 

Dou-lhe uma, dou-lhe duas...



Escrito por Roberto Vieira às 13h11
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1ª ELEIÇÃO DIRETA VIRTUAL DO CLUBE NÁUTICO CAPIBARIBE

 

 

Imaginem apenas por um instante.

 

Eleições diretas nos Aflitos para presidente.

 

Cada apaixonado alvirrubro podendo votar.

 

OK.

 

Dos quatro candidatos acima.

 

Em ordem alfabética.

 

Qual levaria seu voto?

 

1. Américo Pereira

2. André Campos

3. Gustavo Krause

4. João Carlos Paes Mendonça 

 

 

Em tempo.

 

Façamos uma eleição em alto nível.

 

Respeitando o clube e os candidatos. 

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 21h15
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ENQUETE: BERILLO

 

Na sua opinião.

 

Após o episódio Eduardo/Carlos Ramos.

 

O presidente Berillo deveria:

 

 

1. Renunciar

2. Receber censura do Conselho do Clube Náutico

3. Ficar tudo por isso mesmo

4. Ser aplaudido como herói por denunciar a trama

 



Escrito por Roberto Vieira às 18h30
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PIZZARIA EDUARDO RAMOS

        

 

 

O delegado Joel Venâncio foi claro.

 

Carlos Ramos.

 

Pai de Eduardo Ramos.

 

Fazia lelião com seu filho.

 

30% para cá.

 

30% para lá.

 

Pego no flagra pelo Timbu.

 

Carlos Ramos inventou a trama toda.

 

Berillo?

 

Não vai pagar por nada.

 

O Sport?

 

Inocente como as crianças de Herodes.

 

Carlos Ramos?

 

Vai pagar alguma pena alternativa.

 

O Caso Eduardo Ramos.

 

Vai virar PIZZA.

 

Como aliás, sempre afirmou o Blog....



Escrito por Roberto Vieira às 17h52
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O ADEUS DE HÉLIO DOS ANJOS

                         

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

 

O São João estava no ar.

 

O jogo contra os baianos foi terrível.

 

Parecia fácil.

 

Foi ficando difícil.

 

Quase impossível.

 

A bola teimando em não entrar.

 

Torcida em cima.

 

Hélio se tornando mais nervoso a cada segundo.

 

Hélio que já não era unanimidade.

 

O primeiro tempo parecia diferente.

 

O domínio em campo fazia pensar em goleada.

 

Que nada!

 

Gerson Sodré dominou a pelota.

 

Empatando a partida para o Itabuna.

 

Hélio tentou explicar a saída em falso.

 

Mas o olhar de Zico e dos companheiros foi fatal.

 

Raul tinha de voltar.

 

Hélio dos Anjos tinha um sonho rubro-negro.

 

Mas era apenas sonho.

 

Quatro jogos em um ano.

 

Vitórias sobre Friburguense, Itabaiana e ABC de Minas Gerais.

 

Tudo nuvem passageira.

 

O jogo contra os baianos foi terrível.

 

Parecia fácil.

 

Foi ficando difícil quase impossível.

 

2 de julho de 1980.

 

Estádio Luís Viana Filho.

 

Hélio César Pinto dos Anjos disse adeus...

 



Escrito por Roberto Vieira às 14h41
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O DIA EM QUE A DITADURA MATOU MANÉ GARRINCHA

                

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

20 de junho de 1964.

 

Garrincha e Elza Soares dormem na Ilha do Governador.

 

O casal mais odiado do país.

 

Castelo Branco se define como homem de centro-esquerda.

 

Os cariocas apoiam Castelo.

 

O São Paulo é campeão em Florença.

 

O Flamengo é campeão do Torneio Naranja com Paulo Choco.

 

Mas Elza estava com Jango no Comício da Central.

 

Elza estava com Jango na sede do Automóvel Clube.

 

Garrincha estava com Elza pro que desse e viesse.

 

A ditadura chega de madrugada.

 

Os homens acordam todo mundo na casa.

 

Garrincha, Elza, a mãe e os três filhos da cantora.

 

Armas em punho.

 

Todo mundo nu virado pra parede da sala.

 

Paredão.

 

Garrincha pede que poupem as mulheres.

 

Os militares vasculham a casa.

 

Destroem os móveis.

 

Semeiam o terror.

 

Garrincha está só diante do time adversário.

 

Garrincha bicampeão mundial.

 

Garrincha das pernas tortas.

 

A ditadura vence o jogo.

 

Mas antes de sair, deixa uma lembrança.

 

Um dos carabineros abre a gaiola do mainá.

 

Pássaro indiano.

 

Xodó de Mané Garrincha.

 

Curiosamente presente de Carlos Lacerda.

 

Lacerda que amava os tanques.

 

Lacerda que também teria seu dia de mainá.

 

O pássaro desaparece nas mãos do futuro torturador.

 

O mainá tem seu pescoço torcido.

 

Garrincha observa o gesto e chora.

 

O último a sair agarra Mané e afirma:

 

“Se abrir o bico vai ficar que nem esse passarinho!”

 

Os jornais publicam a notícia.

 

Subtraindo a verdade.

 

O Brasil do mulato inzoneiro.

 

O Brasil do homem cordial.

 

Mostra sua face brutal.

 

Longe das arquibancadas.

 

Longe dos campos de futebol.

 

20 de junho de 1964.

 

O dia em que a ditadura matou Mané Garrincha...

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 08h18
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DUDU, O NOVO CASO EDMUNDO

 

 

Um jogador.

 

Álcool.

 

Carro.

 

Acidente.

 

Jogador escapa ileso.

 

Três mortos.

 

Edmundo?

 

Não.

 

Dudu, do Figueirense.

 

Neste final de semana.

 

Detalhe?

 

Dudu não possui carteira de habilitação...



Escrito por Roberto Vieira às 07h34
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SHOPPING DA BOLA - RIVALDO OU ZIDANE?

 

 

Só pode contratar um deles.

 

Quem você leva pro seu time?



Escrito por Roberto Vieira às 05h40
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A FERRUGEM DA MÁQUINA - RUST NEVER SLEEPS

 

 

A queda do River Plate no futebol argentino.

 

River presidido por Passarella.

 

Capitão de 78.

 

Faz pensar.

 

Porque na história do futebol mundial.

 

O River é maior que o Náutico.

 

Maior que Corinthians e Vasco da Gama.

 

Maior que grande parte das seleções.

 

O Monumental se cala.

 

Torino e Honved calam.

 

Em algum lugar.

 

Labruna chora a ferrugem na velha engrenagem...

 

Mas Neil Young serve de consolo.

 

'Hey hey, my my, football can never die...'

 

 

          

          

  



Escrito por Roberto Vieira às 19h31
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QUEM É A LEOA?



Escrito por Roberto Vieira às 18h03
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O SIM DE PC...

               

 

 

A biografia de Rivaldo não merecia.

 

A de PC Carpengiani?

 

Essa já se perdeu faz tempo.



Escrito por Roberto Vieira às 17h54
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O NÃO DE FELIPÃO...

 

 

Palmeiras ganhava de 4x0.

 

Pênalti.

 

Os companheiros chamam São Marcos pra bater.

 

Felipão?

 

Diz NÃO!!!!!!

 

 



Escrito por Roberto Vieira às 17h47
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QUAL A DUPLA ALVIRRUBRA?

               



Escrito por Roberto Vieira às 09h25
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VOCÊ SE LEMBRA?

         

 

 

Henágio vai para o Sport.

 

E o presidente tricolor, José Neves, comemora:

 

"Desde Luciano não havia grande transação entre Sport e Santa!"

 

E complementa:

 

"Os grandes craques devem permanecer em Pernambuco!"

 

Tempos de co-irmãos, bicho!



Escrito por Roberto Vieira às 09h22
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