Blog do Roberto


14/11/2009


O QUE PENSAVA GILBERTO FREIRE?

                   

 

 

Antes de mais nada.

 

Sou fã dele.

 

Independente da política.

 

Maior intelectual da história pernambucana.  

 

O que não é pouca coisa.

 

O que não é tudo.

 

O que pensava Gilberto Freire sobre seus contemporâneos?

 

Muitos dos quais o colocaram na geladeira?

 

Quer saber?

 

Vamos lá...

 

Antônio Houaiss - Medíocre, mas sério.

 

Carlos Drummond de Andrade - Melhor escritor brasileiro em prosa e verso.

 

Gabriel Garcia Marques - 'Cem anos de solidão' é um sub-livro.  

 

Dom Hélder - Gosto dele. O que o estragou foi o Rio de Janeiro. Se tivesse ficado no Ceará, seria um novo Padre Cícero. 

 

Levy-Strauss - Uma mediocridade. Desembarcou no Brasil, conheceu apenas São Paulo e o Mato Grosso e escreveu um livro - Tristes Trópicos - cheio de injustiças contra o Brasil.

 

Prestes - Fala pra burro! Cheio de raciocínio matemático. Não tem nada de líder!

 

Nélson Rodrigues - É singular e muito desigual. 'Vestido de Noiva' é a obra principal do teatro nacional.

 

Rui Barbosa - Não conhecia o Brasil. Apenas um pouco da Bahia e da rua São Clemente no Rio de Janeiro.

 

Sartre - Um chato. A Simone, não!

 

E então?

 

Você concorda ou não?

 

 

  

 

Escrito por Roberto Vieira às 20h43
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VOCÊ SE LEMBRA?

 

Este foi um dos gols.

 

Que levaram o Náutico a semifinal da Copa Brasil 1990.

 

Semifinal jogada contra o Flamengo.

 

Simples.

 

Quem bate o pênalti?

 

Quem é o adversário timbu?

 

Quem é o goleiro que escolhe o canto errado?

Escrito por Roberto Vieira às 19h36
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QUAL O JOGÃO?

         

 

Qual a partida?

 

Quais os personagens da foto histórica?

Escrito por Roberto Vieira às 19h29
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MATE A CHARADA

 

 

Você que sabe tudo de Náutico e Flamengo.

 

Quem são os jogadores?

 

Qual o resultado desta partida?

Escrito por Roberto Vieira às 19h22
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O CEARÁ DE IVONÍSIO

   

 

 

Ele barbarizou no Guarani de Sobral.

 

Foi campeão no Ferroviário.

 

Mas seu coração era alvinegro.

 

Nunca treinou o Fortaleza.

 

Nem queria tocar no assunto.

 

Porém no dia 8 de junho de 1975.

 

O Fortaleza fez questão de lhe prestar homenagem.

 

Um minuto de silêncio na partida contra o Tiradentes.

 

Porque os grandes adversários em campo.

 

São imortais lembranças na vida.

 

Observando o Castelão lotado no jogo Ceará x Guarani.

 

Imaginando a alegria do velho Ivonísio pela campanha alencarina.

 

Fico pensando.

 

Um time imenso como o Ceará.

 

Tão imenso como o Fortaleza.

 

Repleto de história e memória.

 

Jamais poderia estar afastado da elite do futebol brasileiro.

 

Jamais...

Escrito por Roberto Vieira às 19h05
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CRAQUES DO FUTSAL

 

 

Hoje foi dia de ser coruja.

 

Um belo torneio de futsal no Colégio Nossa Senhora do Carmo.

 

A equipe do Damas dirigida pelo Técnico Marcos.

 

Damas que trazia um jogador muito especial para mim:

 

Meu timbuzinho Pedrinho.

 

Pedrinho que nem titubeou.

 

Jogou com sua chuteira... vermelha e branca.

 

Lutou muito, marcou dois gols.

 

Porém viu seu time perder a final para o Exponente.

 

Aliás, belo time o do Exponente.

 

Com um contra-ataque mortal.

 

Tive a grata surpresa de ver um grande futebol.

 

Vários meninos bons de bola.

 

Um craque:

 

Pedro do Colégio Nossa Senhora do Carmo (foto abaixo).

 

Apelidado de Robinho.

 

Uma outra equipe de respeito:

 

O Colégio Americano Batista.

 

Todo mundo lutando.

 

Organizados.

 

Dignos de qualquer time infantil.

 

O que me deixa com mais certeza ainda:

 

Os olheiros e dirigentes pernambucanos são cegos!

 

Tem muita gente boa por aí!!

 

Entretanto a gente segue preferindo a turma que chega no aeroporto.

 

Deu até saudade dos Jogos Estudantis.

 

Mas aí é outra história...

 

 

    Pedrinho, o Robinho do futsal

Escrito por Roberto Vieira às 18h51
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1968: A HORA DO ONÇA BEBER ÁGUA...

          

 

 

Eles já catimbavam nos bastidores. Mas o Timbu berrava.

 

No dia 24 de novembro de 1968, o Hexacampeão pernambucano travou seu primeiro combate em torneios nacionais contra o Flamengo. A primeira partida havia sido 22 anos antes também nos Aflitos. Porém era apenas um amistoso.



O jogo foi cercado de catimba por todos os lados. O Flamengo ameaçando não jogar nos Aflitos. O Náutico querendo repetir a vitória de quatro dias antes contra o Bahia. A CBD manobrando nos bastidores para inibir aquele time que ousara desafiar o monopólio do futebol no Sul Maravilha. Wilson Campos fincando o pé. Porque o regulamento já era feito pra destruir o Náutico.



O Brasil preparava-se para mergulhar na longa noite do AI-5 alguns dias depois. O caos político, as ameaças do Flamengo de boicotar o encontro e a má campanha do Náutico na competição levaram apenas 4.144 torcedores ao estádio. A renda foi de NCr$ 18.308,00.



Em 1967 o torneio Rio-São Paulo incluiu representantes de Minas, Rio Grande do Sul e do Paraná, ganhando a denominação de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o popular Robertão. No ano seguinte devido à grande campanha do Náutico na Taça Brasil, foram convidados o alvirrubro e o Bahia.



O Náutico vinha da disputa da Libertadores e da conquista do título estadual. Após o convite, os bastidores da CBD manobraram para prejudicar a campanha do Náutico na competição. Das primeiras sete partidas do Timbu uma apenas foi disputada em Recife. As outras seis foram marcadas para fora de casa. Apesar dos empates em Porto Alegre contra Grêmio e Internacional, este início de torneio tirou qualquer chance mais séria do campeão pernambucano. Pra complicar ainda mais a situação, os jogos do Náutico foram marcados para a Ilha do Retiro. Os Aflitos era perigoso demais para os adversários sulistas.



A CBD sabia que o campo do Sport era território inimigo para os alvirrubros. Jogando na Praça da Bandeira, o Náutico venceu apenas o Bangu. Quando já não tinha chances a CBD liberou o campo timbu. Mesmo assim sob protesto carioca.



No dia 24 de novembro, o Flamengo chegava a Recife estreando seu mais novo contratado: Dominguez, goleiro do Real Madrid da Espanha. Na equipe também brilhava um grande zagueiro paraguaio, Reyes, que faleceria precocemente anos depois. Na zaga uma dupla de meter medo: Onça e Moisés. No ataque, Dionísio, apelidado o ‘Bode Atômico’ pela sua potente cabeçada, autor de 62 gols com a camisa rubro negra.



No Náutico brilhavam Ramos, autor do gol do hexa, Gena, Nino e Lala.



A arbitragem estranhamente ficou a cargo do carioca Carlos Floriano Vidal.



O Náutico, comandado por Duque, atuou com Valter; Gena, Limeira, Edson (Fernando) e Toinho; Jardel (Rafael) e Milton; Elói, Ramos, Nino e Lala.



O Flamengo jogou com Dominguez; Marcos, Onça, Moisés e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Luís Carlos (Reyes), Dionísio, Silva e Arilson.

 

O primeiro tempo foi de medo. Os ataques não levavam vantagem sobre as defesas. A única chance real de gol foi numa cabeçada de Nino (foto) em que Elói chegou atrasado por milímetros sob o olhar espantado do espanhol Dominguez.



O segundo tempo iniciou com Dionísio driblando Limeira na corrida e chutando rente a trave de Valter. Depois disso só deu Náutico. Ramos acerta a trave com uma bomba de fora da área. Os baixinhos do ataque alvirrubro levavam seguida vantagem contra as botinadas de Moisés. O gol do Náutico parecia uma questão de tempo.



Então faltou luz no bairro dos Aflitos.



Durante 14 minutos os jogadores ficaram tocando bola enquanto o problema era solucionado. Tempo suficiente para o Flamengo se rearmar e conter o ímpeto pernambucano. Tempo suficiente para os jornais do país criticarem o estádio do Náutico.



Quando a luz voltou, no final da partida uma última estocada do alvirrubro. Um cruzamento sobre a área encontra Ramos desmarcado. Ele toca sutilmente de cabeça enganando Dominguez. Quando a bola ia cruzando a linha de gol surge o zagueiro Onça para salvar com um chutão.



Terminava empatado o primeiro Náutico e Flamengo.

 

Surpresa mesmo foi o fã-clube do zagueiro baiano Onça, antigo jogador do Sport, famoso por suas roupas extravagantes. 

 

Onça que não bebeu água nos Aflitos...

 

 

         

Escrito por Roberto Vieira às 00h19
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13/11/2009


O FUTURO DO FUTEBOL PERNAMBUCANO

         

 

Observando com tristeza a campanha pernambucana no Brasileirão.

 

Releio as palavras do jornalista Josa Macedo.

 

Josa que já se preocupava com o nosso futebol.

 

Em 1975.

 

Ano em que tudo parecia um céu de brigadeiro.

 

Menos para os profetas como Josa.

 

Muita gente fala.

 

Muita gente escreve.

 

Mas eles nem percebem.

 

Como diria Roberto Carlos.

 

O cantor, não o lateral esquerdo:

 

"Eles estão surdos..."

Escrito por Roberto Vieira às 23h59
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O BAÚ DO HÉLIO PINTO: ZIZINHO EM RECIFE

           

 

O jornalista Hélio Pinto marcou época em nosso estado.

 

Torcedor doente pelo América.

 

Um dia virou empresário.

 

Sem nunca deixar de ser jornalista.

 

Tinha um formidável baú a sua disposição.

 

De vez em quando.

 

Vale a pena visita-lo.

 

Viajando no tempo.

 

No tempo do Fla-Flu do Recife.

 

No velho Aeroporto do Ibura.

 

O locutor alagoano José Renato no centro, de branco.

 

Um dos pioneiros da locução esportiva no Norte-Nordeste.

 

Ao lado do Mestre Zizinho com seu cigarro.

 

E do radialista Oduvaldo Cozzi.

 

O senhor de chapéu, óculos e gravata?

 

O grande Hélio Pinto.

 

Tiete do Mestre Ziza...

Escrito por Roberto Vieira às 23h48
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AS TRINTA MOEDAS DOS AFLITOS

                        

Por ROBERTO VIEIRA

 

O Clube Náutico Capibaribe foi traído mais uma vez.

 

Mas não foi traído pelos cariocas.

 

Não foi traído pela CBF.

 

Não foi traído pelo STJD.

 

O Clube Náutico Capibaribe foi traído por trinta moedas.

 

Traído novamente por quem dirige os destinos do clube.

 

O Flamengo tem direito a dois mil ingressos.

 

Como todas as outras equipes do Brasileirão.

 

Dois mil ingressos e nada mais.

 

Nada contra a torcida rubro-negra.

 

Apenas uma questão de justiça.

 

Pois a direção do Náutico.

 

Disponibilizou quatro mil ingressos para a torcida do Flamengo.

 

O dobro do que era o justo.

 

Qualquer que seja o motivo desta atitude.

 

A atitude é inexplicável na guerra que se trava.

 

Depois desse ato.

 

Nada mais resta ser dito sobre esta administração.

 

Administração que joga para a platéia.

 

Administração que rasga regulamentos.

 

Administração que se ajoelha perante os poderosos.

 

O Clube Náutico Capibaribe foi traído.

 

Por aqueles que dizem que lhe são fiéis.

 

Por aqueles que se dizem apaixonados.

 

Por aqueles que se dizem seus apóstolos.

 

Este Blog não considera a diretoria alvirrubra digna do clube.

 

Este Blog dedicado ao futebol.

 

E mais intimamente ao Clube Náutico Capibaribe.  

 

Este Blog está envergonhado.

 

Em algum lugar, meus caros diretores.

 

Eládio de Barros Carvalho e Wilson Campos observam horrorizados.

 

Porque o Náutico pode ser derrotado.

 

Derrotado de pé.

 

Pois isso faz parte da vida.

 

Mas com o ato de vocês.

 

O Náutico se ajoelha diante dos algozes.

 

Vocês deveriam saber:

 

Nenhum dinheiro do mundo vale o orgulho de ser alvirrubro!

 

Nenhum.

 

Pra quem ama o clube, resta apenas um consolo.

 

Uma luz no final do túnel.

 

O Náutico é muito maior que os senhores!

Escrito por Roberto Vieira às 19h20
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QUEM É O MATADOR?

   

 

Quem é o matador?

Escrito por Roberto Vieira às 13h21
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QUIZ DO GORDO E DO MAGO

          

 

Quem são os personagens de desenho animado?

Escrito por Roberto Vieira às 13h20
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QUEM É O TREINADOR?

 

Como jogador?

 

Craque e indisciplinado.

 

Como treinador?

 

Disciplinador.

 

Um caso típico de faça o que eu digo.

 

Quem é o nosso amigo?

 

Qual é o time da foto?

 

O primeiro time por ele treinado?

Escrito por Roberto Vieira às 13h12
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DOUTOR EUGÊNIO MACHADO SOUTO

 

 

 

Durante treze anos ele defendeu o Botafogo de Ribeirão Preto.

 

Viu Sócrates nascendo.

 

Sócrates que chamava ele de Doutor Geninho.

 

Em 1987, Geninho assumiu o Santos.

 

Um Santos endividado com apenas um craque:

 

Rodolfo Rodrigues.

 

Justamente na antiga posição de Geninho.

 

Geninho que ocupou o lugar de Candinho.

 

Alguns bons resultados não animavam a torcida.

 

Que soprava o nome de Renê Simões para a diretoria.

 

Vinte e dois anos depois.

 

Geninho é o técnico alvirrubro contra o Flamengo.

 

Ainda com os pés no chão...

Escrito por Roberto Vieira às 13h09
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QUAIS OS CRAQUES IMORTAIS?

             

 

 

Quais os craques imortais?

 

Prestes a se enfrentar?

Escrito por Roberto Vieira às 13h00
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QUIZ MAIS FÁCIL DO MUNDO

 

Qual o time da foto?

Escrito por Roberto Vieira às 12h55
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12/11/2009


1980: CONTRA O MENGO E CONTRA TODOS!

 

             Marquinhos busca a bola nas redes cariocas

 

 

1980.

 

Já escalavam um juiz carioca para Náutico x Flamengo.

 

Aliás, o árbitro José Carlos Vinhas foi uma das estrelas do espetáculo.

 

O Náutico formou com Washington; Clésio, Dimas, Douglas e Carlos Alberto.

 

Zé Carlos (Evaristo),  Paulinho e Cléber.

 

Jonas (Silvano), Reinaldo e o hábil Marquinhos.

 

Um verdadeiro 4-3-3.

 

O Flamengo de Cláudio Coutinho alinhou:

 

Raul; Toninho, Rondinelli, Marinho e Júnior.

 

Carpengianni, Adílio e Zico.

 

Reinaldo, Tita e Carlos Henrique.

 

Flamengo que era a coqueluche do momento.

 

Jogo parelho.

 

Aos 32' Toninho abre o marcador: Flamengo 1 x 0.

 

Falha de Carlos Alberto. Golpe de vista de Washington.

 

O juiz observa a coisa.

 

Marquinhos foi derrubado na grande área.

 

José Mário Vinhas fez que não era com ele.

 

O Náutico se enerva.

 

Reinaldo do Náutico vai marcar.

 

Sofre uma falta na marca do pênalti.

 

José Mário Vinhas assovia.

 

Até que uma surpresa ocorre no Arruda.

 

Zico estava perdido na marcação de Paulinho.

 

Não andava em campo.

 

Pois Coutinho sacou o Galinho e botou o estreante Andrade.

 

Andrade, o técnico rubro negro no próximo domingo à tarde.

 

Coisas do Coutinho.

 

Pra sorte dele, Reinaldo chuta do meio da rua.

 

Washington espalma.

 

E Tita apenas escora aos 27' da etapa final: Flamengo 2 x 0.

 

Teve muita gente indo embora.

 

"Timinho!"

 

Perderam o melhor da festa.

 

Marquinhos dribla Rondinelli e Marinho e é cargueado.

 

Entrada da área.

 

Adivinha quem vai bater.

 

Zico esfrega os olhos no banco de reservas.

 

O alvirrubro Reinaldo bate com o lado interno do pé.

 

A bola dorme nas redes de Raul.

 

Flamengo 2 x 1 Náutico.

 

Eram decorridos 30' da etapa complementar. 

 

Tabela. Bola de pé em pé.

 

Paulinho cara a cara com Raul.

 

Chuta por cima.

 

Desolação no José do Rêgo Maciel.

 

Mas calma!

 

A bola é erguida na área.

 

Cléber mata no peito. Imortal.

 

Cléber desfere um tiro seco.

 

Na trave.

 

No rebote, Silvano.

 

Alguém lembra do Silvano?

 

Silvano completa para as redes cariocas:

 

Náutico 2 x 2 Flamengo!

 

As Tvs repetem a reação.

 

Os pênaltis não marcados.

 

Zico olha desconfiado para Coutinho.

 

"Esse capitão!"

 

Coutinho insiste:

 

"Zico estava machucado!"

 

Nas entrevistas, o treinador alvirrubro Cidinho comemora.

 

A coragem de lançar Evaristo e Silvano foi decisiva.

 

O Timbu com o time recheado de meninos da base.

 

Fez tremer o futuro campeão brasileiro de 1980.

 

Porque o futebol.

 

É feito pra quem não tem medo de ser feliz.

 

Contra o Mengo, contra tudo e contra todos!

 

 

            

                                      Gol de Silvano

 

Escrito por Roberto Vieira às 23h59
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O CEARÁ ALVIRRUBRO*

               

 

 

Por MILTON CUNHA

 

 

Perto de Fortaleza, tem uma cidade de aproximadamente 54 mil habitantes. De lá sairam Sr. Meneses e D. Elzenir, com seus filhos César, Francisco, Carlos Henrique e Paulo, para Recife, por conta da transferência do Sr. Meneses, que na época trabalhava numa distribuidora de produtos farmacêuticos.



Começava a nascer, ali, a cidade cearense mais alvirrubra, da face da terra.



Isto porque, a família Meneses passou a torcer pelo Clube Náutico Capibaribe. E a paixão foi crescendo. Dia após dia. Noite após noite. Ano após ano.



E, mesmo com o retorno de parte da familia ao Ceará, essa paixão não se dissipou. Muito pelo contrário. Cesar e Francisco foram os desbravadores. Os escolhidos para divulgar as cores do mais carismático clube de Pernambuco, em terras de Iracema.



Não tem um habitante vivo, que passe pelos rios Pacoti e Choró, que não saiba sobre o Clube Náutico Capibaribe, de Recife.



Desde a igreja velha (construída pelos índios Paiacus), até a igreja matriz (próxima ao cemitério), não tem viva alma que não saiba que o Náutico de Recife é vermelho e branco.



E quando joga, é impossível não saber, pois as bandeiras alvirrubras tremulam, nas ruas da cidade.



Enquanto isto, em Recife, o Dr. Carlos Henrique tornou-se um renomado cardiologista e acompanha os exames dos jogadores alvirrubros.



E até a caçula da família, a Jacqueline (única a nascer em Recife) só pode casar com um alvirrubro (meu primo em primeiro grau).



Por isto, me sinto um pouco parente dos Meneses, de Pacajus. E me orgulho disto, como me orgulho da cidade de Pacajus - mesmo sem nunca ter ido por lá. Apenas por ela ser a mais alvirrubra das cidades cearenses.....

 

* O comovente texto nos lembra que o Náutico é do tamanho da nossa paixão. Como aliás, são todas as coisas nessa vida... Uma equipe que possui torcedores como Carlos Henrique e sua família sempre será um clube de primeira!

Escrito por Roberto Vieira às 22h58
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LOTERIA ESPORTIVA

 

Faltam quatro rodadas.

 

Quatro rodadas apenas, bicho!

 

Para conhecermos o grande campeão.

 

Tem gente que já entra com dois pontos a menos.

 

Que insiste em votar com o coração.

 

Será que o coração vai ganhar esta semana?

 

Ou os MIB vão aprontar de novo?

 

Valendo 10 pontos?

 

Adivinha?

 

Náutico x Flamengo...

 

 

1. Náutico x Flamengo

2. Ceará x Guarani (o bicho vai pegar)

3. São Paulo x Vitória

4. Coritiba x Atlético-MG

5. Barueri x Botafogo

6. Avaí x Corinthians

7. Internacional x Santos

8. Fluminense x Atlético-PR      

9. Goiás x Santo André

10. Ponte Preta x Bahia (com uma mãozinha dos orixás)

11. Vila Nova x Fortaleza

12. Santa Cruz x Vitória de Santo Antão

13. Brasil x Inglaterra

Escrito por Roberto Vieira às 20h55
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ALGUMA ELES ESTÃO APRONTANDO

                

 

 

Ao contrário dos quirópteros.

 

Por vezes eles assopram primeiro no STJD e na CBF.

 

Absolveram o técnico Geninho.

 

Diante dos fatos recentes, uma pergunta:

 

O que eles estão aprontando desta vez?

Escrito por Roberto Vieira às 20h32
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O APAGÃO DO LOBÃO

                

 

O ministro das Minas e Energia afirma:

 

Nem sempre se vê lágrimas no escuro...

 

O resto é Blitz!

Escrito por Roberto Vieira às 20h21
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O MILÉSIMO GOL: GUARARAPES

           

 

Pelé chega para enfrentar o Santa Cruz.

 

Falta pouco para o milésimo gol...

Escrito por Roberto Vieira às 20h15
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O JOGO SUJO DO FUTEBOL

 

 

Qual a partida?

 

Qual o jogdor chorando no chão?

Escrito por Roberto Vieira às 14h39
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QUEM É O CRAQUE?

                           

 

Quem é o craque?

Escrito por Roberto Vieira às 14h13
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BRIGAR? FAZ PARTE!

 

Bivar vs. Guimarães?

 

Se até Costa Carvalho já foi atacado...

Escrito por Roberto Vieira às 14h10
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O NOVO FUTEBOL BRASILEIRO

 

Por ANTONIO AZEVEDO

 

 

 

 

A fórmula brasileira de disputa dos seus campeonatos de futebol:

no futebol de outros países

:

.

na Europa, campeonatos nacionais de pontos corridos (duração: anual), variação no número de participantes, na maioria 20, exceções, Alemanha 18, Portugal 16.

. na Argentina, campeonato nacional de pontos corridos (duração: semestral), há 2 campeonatos por ano, 20 participantes, em 19 jogos é raro alguém distanciar-se.

. em todos esses países, após as férias de 30 dias, há a preparação física e vários torneios preparatórios, jogos amistosos, só depois há o início dos campeonatos.

. há as copas nacionais, campeonatos europeus, disputas essas que são realizadas nos meios-de-semana, na média dá uma 3ª/4ª feira com jogos e a outra não.

. não há jogos concorrentes com jogos de seleção, quando muito os times fazem amistosos com times de divisões inferiores, em cidades onde são atrações.

bem, são paises de dimensões pequenas, do tamanho dos nossos estados, locomoção fácil, pelas autoestradas, de trem, quase nunca necessitam de avião nos jogos internos a seus paises.

continuando

...

. num país com as dimensões como o nosso, os Estados Unidos... o beisebol, o futebol americano, o hóquei, o basquete... eles possuem um modelo próprio, jogam 6 meses e param outros 6, todos eles jogam as fases iniciais regionalmente, sem grandes locomoções, e entram na fases finais já com viagens nacionais, ainda em duas ligas, já os mata-mata são as grandes atrações das TVs abertas em horário nobre, para no fim terem uma grande final nacional; o futebol americano, ao contrário dos outros esportes que nas finais têm uma série de jogos consecutivos, tem jogos únicos, o time de melhor campanha joga em casa e, nessa fase, com suas características e desgaste físico muito parecidas com as do nosso futebol, torna-se um modelo do qual me utilizei, pelo menos em parte.

 

 

e que tal termos a nossa fórmula caseira de disputa, que tal um sistema híbrido aqui no Brasil?

1ª Divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol:

1.

Liga Pelé (LP): 16 times (estados da região Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul...) - pontos corridos, 2 turnos, 30 jogos em finais-de-semana, campeão com vaga na Libertadores.

2.

Liga Garrincha (LG): 16 times (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, estados da região Nordeste, Pará...) - idem acima.

e, mais:

3

. Super Futebol (SF): mata-mata... 1º colocado Liga Pelé x 8º colocado Liga Garrincha

(integração nacional, após 4 jogos, 1 time será o campeão) 2º colocado LP x 7º colocado LG

...

 

8º colocado LP x 1º colocado LG

emoção?

 

final nacional numa cidade pré-estabelecida, jogo único no Brasil, encerramento de temporada, domingo, com todas atenções voltadas, grande show, tipo Super Bowl.

 

 

 

detalhes:

1.

serão 3 grandes campeões anuais, Ligas Pelé e Garrincha (pontos corridos) e Super Futebol (mata-mata); é certo, suas torcidas ficarão muito contentes, todas farão festa.

2

. campeão e vice-campeão do SF com vagas na Libertadores, se algum deles já tiver sido campeão das LP ou LG as vagas irão para os segundos e/ou terceiros colocados desses respectivos campeonatos, fortalece-se, assim, os campeonatos de pontos corridos, aqueles de longa duração.

mais emoção?

1.

a importância da colocação nos campeonatos de pontos corridos... ninguém relaxará nem nos jogos finais, o 1º colocado terá sempre a vantagem do empate, o 2º colocado sobre os demais na disputa do SF... (1º colocado da LG joga por vitória ou empate contra o 8º colocado da LP, sempre em jogo único, na casa do time de melhor colocação, e assim por diante..)

2.

jogo único... esse detalhe aumenta a importância da colocação nas Ligas Pelé e Garrincha... até a grande final, utilizando-se critérios de desempate, ou seja, sempre haverá 1 time que jogará pelo empate, nunca haverá disputa por penaltis; a posição conseguida nos 30 jogos de pontos corridos será por demais importante, não só para se determinar o campeão desses campeonatos mas para os passos seguintes...

3.

o Super Futebol é mata-mata mas, para um 8º colocado das LP ou LG ser campeão terá de vencer 4 jogos e fora-de-casa, o que, convenhamos, será muito difícil de acontecer, por outro lado para o 1º colocado ser campeão do SF terá de empatar 3 partidas jogando em casa e a final em local pré-determinado... há uma enorme diferença, por exemplo, entre ficar no 4º lugar (joga em casa por simples empate) ou 5º (joga fora-de-casa e só por vitória) e entre o 8º (disputa o título) ou 9º lugares (disputa o descenso).

como fortalecer ainda mais as LP e LG e aumentar ainda mais a emoção?

 

no descenso, se quiserem, não é tão difícil assim e ainda aumenta em muito a importãncia da colocação no campeonato de pontos corridos; aí só jogos dentro do mesmo campeonato:

9º colocado Liga Pelé x 16º colocado LP

10º colocado LP x 15º colocado LP

. ..

 

12º colocado LP x 13º colocado LP

com jogos eliminatórios, em apenas duas rodadas, da mesma forma, só que ao contrário, pois quem vencer a disputa estará livre, até que dos 8 times os 2 restantes caiam para a 2ª divisão, também regionalizada, das Ligas Pelé e Garrincha.

 

 

como não deixar os times ociosos?

1.

após os 30 jogos iniciais, na 1ª rodada dos mata-mata todos os 16 times de cada campeonato estarão em ação (seja para se determinar o campeão do SF - cruzamento entre os participantes das LP e LG -, ou seja para se determinar o descenso das LP e LG - jogos só dentro do mesmo campeonato), estarão todos em campo; com isso, pelo menos, todos os 32 times jogarão 31 partidas.

2.

na matemática: 32 times jogam 31 partidas

16 times jogam 32 partidas (o descenso se define aqui)

4 times jogam 33 partidas

2 times jogam 34 partidas 

 

Convém lembrar-se que:

1

. nos campeonatos nacionais europeus: na Alemanha são apenas 34 partidas e na maioria são 38 partidas anuais.

2.

hoje, os times que melhores colocações obtém nas temporadas anteriores não participam da Copa do Brasil.

3.

2ª, 3ª e 4ª divisões atuais, nível nacional, com altos custos e sem grandes atrativos.

4

. aqui temos ainda os campeonatos estaduais, com diversas fórmulas de disputa.

5.

o futebol nas regiões Norte e Nordeste está se enfraquecendo rapidamente, além da sua quase inexistência em vários outros estados.

6

. os estados ricos (claro exemplo, São Paulo) dominam as duas principais divisões de uma forma avassaladora.

outras medidas a serem tomadas:

1

. Copa do Brasil ampliada, participação de todos times, com a 5ª vaga na Libertadores, duração anual (a rodada inicial pode ser uma grande festa... num domingo).

2.

campeonatos estaduais, padronizados e reduzidos para o máximo de 2 meses de duração...

3.

Libertadores com duração anual também (o Brasil precisa se impor na CONMEBOL... o momento é propício)

4.

SulAmericana: classificação através das colocações das LP e LG.

outros objetivos:

1.

aproveitar a mudança para ser bem mais ampla do que uma simples volta aos mata-mata, evitar o retrocesso e conseguir um avanço na maneira de disputa.

2.

integração nacional, fortalecer o futebol no norte-nordeste e centro-oeste (no Brasil 20 equipes é pouco na atual 1ª divisão, só que é muito no atual e fixo calendário...).

3.

então, para resolvermos essa questão, entre as 1ª, 2ª e 3ª divisões teremos ao todo 96 equipes... a partir daí, futebol só estadual, com acesso às 3ª divisões das LP e LG através de campeonatos regionais.

4

. com as mudanças, de enorme impacto, também será o momento para melhorar as relações/contratos com a TV (por exemplo, 1 único jogo na TV aberta para os estados da Liga Pelé e 1 outro para os estados da Liga Garrincha, o jogo mais importante da rodada em horário exclusivo na TV aberta e vender os demais pelo pay-per-view, há um enorme mercado ainda a ser explorado...)

2ª e 3ª Divisões do Campeonato Brasileiro de Futebol:

nos mesmos moldes da 1ª Divisão, temos que:

1.

campeões das LP e LG (nos pontos corridos) têm acesso direto às respectivas divisões.

2.

fase final, mata-mata...aqui os jogos são somente dentro do mesmo campeonato, não há cruzamentos (1º colocado LG x 8º colocado LG e assim por diante), em 3 rodadas de mata-mata haverá o campeão que obterá o acesso... no caso de ser a mesma equipe, o 2º colocado dos pontos corridos terá essa vaga.

Campeonatos Estaduais de Futebol:

1.

também com 16 participantes em cada divisão (padronização em todos estados).

2

. forma de disputa: 4 grupos de 4 times, jogos de ida-e-volta (no total, 6 partidas).

os 2 primeiros de cada grupo disputam os mata-mata, cruzamento de jogos, para se decidir o campeão e os 2 últimos para decidir o descenso.

com as mesmas características do Campeonato Brasileiro, após 9 partidas (3 nos mata-mata) teremos o campeão, isso em apenas 2 meses.

3.

os campeonatos serão tratados como tiro-curto, início das temporadas, atração para os torcedores do interior, manteremos a cultura local viva que tantos defendem.

4

. na matemática: 16 times jogam 7 partidas

8 times jogam 8 partidas (o descenso se define aqui)

2 times jogam 9 partidas

 

 

 

 

 

assim sendo, no total:

1

. os times que forem desclassificados na 1ª fase dos mata-mata, pois todos participantes chegam até essa fase (em todos campeonatos: no campeonato brasileiro e estaduais), jogarão anualmente pelo menos 38 partidas (o mesmo número de jogos da maioria dos campeonatos europeus)

2.

a maioria das equipes disputarão, entre os campeonatos brasileiro e estaduais, na média, 40 partidas anuais.

3.

se houver times que cheguem às finalíssimas, tanto de um quanto de outro campeonato, serão os que mais jogarão no ano, 43 partidas.

outros fatos a serem considerados:

1.

é evidente que a intenção é termos um calendário único, harmônico e que atenda às nossas características brasileiras.

2. como no ano há 52 semanas e, dessas, pelo menos as 8 iniciais estariam livres para férias, preparação física, torneios nacionais e/ou internacionais, além do que as datas FIFA seriam livres, como o é em todo o mundo... algumas, muito poucas, dessas 43 previstas rodadas seriam disputadas nos meios-de-semana, em folgas da Copa do Brasil, Libertadores e SulAmericana (assim também o é na Europa) mas, o importante é limitarmos o número máximo de partidas anuais para cada time.

 

 

 

3.

a elaboração das tabelas dos campeonatos podem ser efetuadas através de um espetáculo televisivo (tipo Copa do Mundo, Liga dos Campeões), as TVs fechadas certamente transmitirão ao vivo e as TVs abertas, com certeza, darão destaque nos seus noticiários e programas esportivos... os patrocinadores vão adorar!

4.

as TVs abertas teriam o jogo da semana, jogo único por cada campeonato, em horário exclusivo (por exemplo, entre os times com a maior soma de pontos, o líder...)

5.

fortalecimento na venda de pacotes pay-per-view (além dos planos totais, planos alternativos... só os jogos do seu time, só com times do seu estado, 2 jogos mensais, pacotes de 5 jogos... sei lá... há especialistas para determinar isso... há um enorme campo ainda a ser explorado... o último jogo da Inglaterra nas eliminatórias para a Copa do Mundo mostrou-nos isso).

6.

futebol é entretenimento e, por isso, se um time de colocação inferior for o campeão do Super Futebol (apesar de que com estas regras ser mais difícil)..

parabéns... faz parte do show.

Escrito por Roberto Vieira às 13h52
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ENQUETE: QUAL SERÁ A MANCHETE?

 

 

Observando a melancólica capa do JC.

 

Com a visão do árbitro que apitou e fez que não apitou.

 

Cercado por um mar rubro-negro.

 

Capa que traz em quatro letras.

 

O resumo de uma ópera.

 

Pergunto aos senhores:

 

Qual será a manchete dos jornais na segunda-feira vindoura?

 

Sobre o jogo Náutico x Flamengo?

 

A. CAIU TAMBÉM!

B. O NÁUTICO VIVE!

 

 

 

Escrito por Roberto Vieira às 09h16
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PERNAMBUCO INDEPENDENTE

                               

 

 

'PERNAMBUCO INDEPENDENTE'


(Roberto Vieira sobre composição de Ivanildo Vilanova e Bráulio Tavares)




Já que existe no Sul este conceito
Pernambuco é ruim, seco, ingrato
já que existe a separação de fato
é preciso torná-la de direito

Quando um dia qualquer isso for feito
todos dois vão lucrar imensamente
começando uma vida diferente
da que a gente até hoje tem vivido
imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente

Dividido a partir de Alagoas
Pernambuco seria outro país
vigoroso, leal, rico e feliz
sem dever a ninguém no exterior

Jangadeiro seria o senador
cuidador de roçado era o suplente
filho de Timbaúba o presidente
o vaqueiro era o líder do partido
Imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente

Em Recife o distrito industrial
o idioma ia ser Pernambuquense
a bandeira de renda a nossa gente
Asa branca era o hino nacional

O folheto era o símbolo oficial
a moeda o tostão de antigamente
Frei Caneca seria inconfidente
Leão Coroado o herói inesquecido
Imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente

O Brasil ia ter que importar
de Pernambuco gesso, cana, maracatu
vinho , fruta , frevo e Pitu
abacaxi , umbu , graviola e cajá .

O arroz, o agave do lugar
carne de bode , a cebola, a aguardente
Pernambuco auto-suficiente
e o seu lucro seria garantido
Imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente

Se isso vier a se tornar realidade
e alguém do Brasil nos visitar
nesse nosso país vai encontrar
confiança, respeito e amizade

Tendo o pão repartido na metade
tendo o prato na mesa, cama quente
Brasileiro seria irmão da gente
vá pra lá que será bem recebido
Imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente

Eu não quero com isso que vocês
Imaginem que eu tente ser grosseiro
pois se lembrem que o povo brasileiro
é amigo do povo português

Se um dia a separação se fez
todos dois se respeitam no presente
se isso aí já deu certo antigamente
nesse exemplo concreto e conhecido
Imagine o Brasil ser dividido
e Pernambuco ficar independente .

Escrito por Roberto Vieira às 00h58
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A LÁGRIMA DE AUGUSTO DOS ANJOS

                            

 

 

Há 95 anos falecia Augusto dos Anjos.

 

Poeta de Sapé.

 

Patrono da cadeira número 1.

 

Da Academia Paraibana de Letras.

 

Aliás, quem visitar João Pessoa.

 

Passe por lá.

 

Tem uma sala toda dele.

 

O poema abaixo exalta a lágrima.

 

Lágrima que nos tempos de Augusto.

 

Parecia composta apenas com albumina, água e NaCl.

 

Augusto declina o poema baseado nesse conhecimento.

 

Antevê naquela secreção divina.

 

Muito mais do que aquilo que se pensa.

 

Soubesse Augusto do filme lacrimal.

 

Dos lubrificantes atuais.

 

Da Síndrome do Olho Sêco.

 

Decerto sairia solfejando novos versos... 

 

Contente em saber que neste mundo.

 

Doenças, doentes, rimas e remédios não faltarão jamais...

 

 

                                       A lágrima

 

- Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Cloreto de sódio, água e albumina...
Ah! Basta isto, porque isto é que origina
A lágrima de todos os vencidos!



-"A farmacologia e a medicina
Com a relatividade dos sentidos
Desconhecem os mil desconhecidos
Segredos dessa secreção divina"



- O farmacêutico me obtemperou. -
Vem-me então à lembrança o pai Yoyô
Na ânsia física da última eficácia...



E logo a lágrima em meus olhos cai.
Ah! Vale mais lembrar-me eu de meu Pai
Do que todas as drogas da farmácia!

 

Escrito por Roberto Vieira às 00h46
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O JUIZ APITA!

                          

 

O juiz apita.

 

Magrão desiste da jogada.

 

Mais uma lambança no campeonato.

 

Contra times pernambucanos...

Escrito por Roberto Vieira às 00h08
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11/11/2009


O PESCOÇO QUASE VIRA FILÉ: PALMEIRAS 2 X 2 SPORT

 

Na Churrascaria Palestra.

 

O prato do dia era 21.

 

A popular carne de pescoço...

 

Depois quase vira um número 5: Filé.

 

Terminou num 2 x 2.

 

Com direito a expulsão de Durval.

 

Durval que levou o primeiro amarelo ao reclamar.

 

De uma entrada criminosa no joelho do Dutra.

 

O resto é consequencia.

 

Curioso foi o segundo gol do Palmeiras.

 

O juiz apitou duas vezes antes da conclusão do lance.

 

Os rubro-negros pararam.

 

O juiz fingiu que o apito não era com ele.

 

Ciente da mancada com a marcação de um impedimento inexistente.

 

O Palmeiras quase dá adeus ao título.

 

Quase.

 

O Sport na Série B.

 

Oficialmente.

 

Em tempo:

 

Como joga o Pimenta!

 

Como falha o Helder Granja!

 

Bruno Mineiro e Pimenta.

 

Pedido primeiro de Givanildo Oliveira.

 

É o Leão mais perto do penta.

 

Quem viver?

 

Verá...

Escrito por Roberto Vieira às 22h56
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A CANÇÃO DE LARA

   

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 
 
 
O goleiro alemão Robert Henke foi encontrado morto em uma linha férrea.
 
Suicídio?
 
Quem ama o futebol ficou imaginando.
 
Como um goleiro bem sucedido, no auge da carreira.
 
Disputando posição na seleção alemã.
 
Como tal jogador poderia cometer suicídio?
 
Lara.
 
Robert Henke observa o quarto vazio. O silêncio.
 
Os brinquedos guardados, intocados.
 
Henke senta-se na cama e observa o relógio na parede.
 
Aos oito anos, Lara disse adeus.
 
Um adeus definitivo.
 
O trem se aproxima.
 
Lara.
 
Henke e sua esposa Teresa adotam Leila.
 
Quem sabe o olhar da recém-nascida o faça esquecer?
 
Quem sabe?
 
Henke escreve sua despedida num papel.
 
Perdão.
 
Lara.
 
O quarto vazio.
 
Bierhoff chora na hora do adeus ao antigo companheiro.
 
Talvez.
 
Talvez contra tudo que imaginam as religiões sobre o suicídio.
 
Talvez um dia Lara se encontre com Henke.
 
Em algum lugar.
 
Porque toda nossa vida não passa de um imenso talvez...

Escrito por Roberto Vieira às 21h43
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CAMPINENSE 0 X 1 VASCO DA GAMA

                      

 

Um amigo me ligou arretado:

 

"Eles nos garfaram de novo!"

 

Menos, menos.

 

Campinense e Vasco já não valia tanta coisa.

 

Eu sei, bicho.

 

Os detalhes são detalhes, nada mais que detalhes.

 

Porém são dignos de  quem se amarra em conspiração.

 

O gol do Vasco?

 

De pênalti.

 

Cavado por Vilson na Borborema.

 

O juiz então expulsou o cruzmaltimo Allan.

 

Que pisou covardemente Anderson Oliveira caído no gramado.

 

O Campinense foi pra cima?

 

Oito amarelos para os paraibanos.

 

O juiz?

 

Manda pro chuveiro Marcelinho, Buick e o velho Edmundo.

 

Depois marca outro pênalti para o Vasco.

 

Pênalti defendido desta vez por Fabiano.

 

O Vasco rumo ao título.

 

O Campinense rumo ao descenso.

 

Entretanto, tudo foi obra do acaso.

 

Sobre a atuação do Sr. André Luiz de Freitas Castro?

 

Deve ter sido perfeita.

 

Como todas do Brasileirão da Série A...

 

Pra que ficar imaginando coisas, cara!

 

Escrito por Roberto Vieira às 17h36
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O CRAQUE DO JARDIM PAULISTA

     

 

O moço de 21 anos sorri.

 

Acaba de estrear na seleção brasileira.

 

Fazendo gol.

 

Derrotando o México.

 

O moço assiste as peladas no campo dos Eucaliptos.

 

Apenas assiste.

 

Os olhos lembram da escolinha do Mário Santana.

 

Lembram do treinador Betinho nos juvenis do Santa Cruz:

 

"Não precisa voltar!"

 

Lembra que saiu triste e acabrunhado pro Paulistano.

 

No primeiro jogo contra o Santa Cruz?

 

Marcou três gols.

 

Para alegria do pai.

 

Os olhos voltam a ficar tristes.

 

A morte do pai.

 

Dona Marluce dizendo que na vida tudo passa.

 

"Continue jogando, meu filho!"

 

Zé Custódio o levando de volta pro Arruda.

 

O timaço da Taça São Paulo.

 

Ele, Válber, Binha, Bianor, Isaías, Serginho...

 

Todo mundo vendido como banana em final de feira.

 

O moço lembra o gol do meio campo pelo Mogi Mirim.

 

Tentou de novo contra o México.

 

Que nem Pelé.

 

Em Guadalajara.

 

O moço se levanta e parte.

 

O irmão Rinaldo chama.

 

Hora da janta...

 

Escrito por Roberto Vieira às 16h15
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GIVANILDO, UM RUBRO-NEGRO

                         

 

Muita gente vai discordar.

 

Técnico é cidadão do mundo.

 

Eu lembro apenas 1983.

 

Givanildo encerra a vitoriosa carreira de jogador.

 

Craque de bola.

 

E logo assume o comando técnico do Sport.

 

O velho e conhecido Estádio do Arruda.

 

O clube da Ilha precisa vencer o CSA na repescagem do Brasileirão.

 

Precisa vencer e vence.

 

Ganha o primeiro turno regional.

 

Mas naufraga no supercampeonato.

 

Givanildo segue para Sergipe.

 

Dá um tempo em Caruaru no Central.

 

Briga no ABC e no Náutico.

 

Até o primeiro título no CRB em 1986.

 

Até o segundo título no Paissandu em 1987.

 

O primeiro título pernambucano custou.

 

Mas chegou em 1991.

 

Onde?

 

Pois é.

 

No Sport.

 

Dezoito anos depois.

 

Campeão da Série C com o América-MG.

 

Givanildo parece a solução para o Leão. 

 

Vai dar certo?

 

Meu amigo.

 

Isso aqui é um Blog.

 

Não uma tenda espírita!

Escrito por Roberto Vieira às 15h50
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PALMEIRAS X SPORT: CARNE DE PESCOÇO OU FILÉ MIGNON?

            

 

Claro, eu não sou doido.

 

O Sport vive o inferno astral depois do sétimo céu.

 

Mas existe uma ressalva.

 

Nem o Sport é um saco de pancadas.

 

Nem o Palmeiras de Belluzzo e Muricy é uma Academia.

 

Vagner Love não joga nada.

 

É só tranças e epíteto.

 

Diego Souza reclama mais que Sandro Gaúcho.

 

Sandro que já pegou o beco.

 

Se o Palmeiras marcar um gol nos primeiros quinze minutos é fatal.

 

Se não marcar?

 

As coisas se invertem.

 

Porque obrigação de ganhar também derrota.

 

O filé pode virar carne de pescoço. 

 

Quem nunca viu isso no futebol?

 

Goleada?

 

É coisa rara entre os dois.

 

O Palmeiras sapecou um 4 x 1 em 1996.

 

O Sport meteu um 3 x 0 ano passado.

 

Em pleno Parque Antarctica.

 

No dia 21 de março de 1981.

 

O Sport aplicou um 3 x 1 no Verdão.

 

Tempos de Roberto e Denô.

 

 

              

 

 

Seriam eles melhores que Luciano Henrique e Wilson?

 

Melhor nem pensar...

 

Tem nego afirmando que o futebol antigo não ganharia do atual.

 

Conversa pra boi dormir.

 

Falando em boi?

 

Hoje dá filé ou carne de pescoço?

 

 

   

Escrito por Roberto Vieira às 06h06
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PRA MATAR DE PRIMEIRA

         

 

Qual o time da foto?

 

Qual o inusitado nome?

 

Do título que conquistou?

Escrito por Roberto Vieira às 05h16
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QUEM É O NOSSO CRAQUE?

                 

 

Ele atuava no Sport.

 

Sem tanto brilho.

 

De repente.

 

Foi contratado pelos austríacos.

 

Por intermédio do ex-tricolor Faustino.

 

Chegou arrebentando.

 

Marcando 36 gols numa temporada.

 

Mais de 50% dos gols de seu time.

 

Virou símbolo e estátua em Viena.

 

Casou com Irene.

 

De primeira.

 

Quem é o nosso craque de guarda-chuva na mão?

 

Ao lado do também brasileiro Mazzola?

Escrito por Roberto Vieira às 05h13
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QUIZ LENDÁRIA

        

 

Foto pra lá de rara.

 

Qual o jogo da foto?

 

Qual jogador lendário aparece na foto?

Escrito por Roberto Vieira às 05h06
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QUIZ DO CARECA

        

 

Craque do nosso futebol.

 

Careca apareceu pro mundo com 17 anos.

 

Fácil.

 

Qual o jogo da foto?

 

Quais os jogadores que aparecem na foto?

Escrito por Roberto Vieira às 05h03
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O CRAQUE DA RIFA

                           

 

Pra segurar o craque.

 

Fizeram rifa.

 

Abriram subscrição.

 

Fabricaram-se camisas e bonés.

 

Quem é o craque de bola?

Escrito por Roberto Vieira às 04h59
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QUIZ DO SANSÃO

             

 

Qual o jogo?

 

Quem é o dono da vasta cabeleira?

Escrito por Roberto Vieira às 04h55
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QUIZ DO NÁUTICO X FLAMENGO

                   

 

Não era craque.

 

Mas jogou no meio campo do Náutico e do Flamengo.

 

Talvez você não lembre.

 

Quem é o nosso personagem?

Escrito por Roberto Vieira às 04h50
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10/11/2009


NA CASA DA MÃE JOANA

                 

 

 

A CBF virou definitivamente a Casa da Mãe Joana.

 

Joana que não é a francesa de Chico Buarque.

 

Joana que mora na Lapa.

 

Horário de verão.

 

O Flamengo não gosta.

 

Então rasga-se o regulamento.

 

Adianta-se o instante da partida.

 

Pra não ferir a tez européia de Petkovic.

 

O Botafogo já tinha sido ungido por Gaciba.

 

O Fluminense benzido por Simon.

 

O Vasco da Gama abençoado com as cifras da Telebrás.

 

A disfarçatez não tem fim.

 

Desta vez passaram até por cima do Estatuto do Torcedor.

 

Já tinha partida com ingresso vendido.

 

Mas tudo é permitido na Casa da Mãe Joana.

 

A gente fica com cara de banana.

 

Mas peraí!

 

Estou sendo injusto em demasia.

 

Joana de Napóles era mundana.

 

Mas pelo menos regulamento tinha nos bordéis da Condessa.

 

E regulamento de bordel é coisa séria.

 

Sempre foi.

 

Ou seja:

 

A CBF nem pra bordel serve.

 

Depois de toda essas falcatruas.

 

Só nos resta ver a vaca indo pro brejo.

 

Só nos resta pagar o pato.

 

Pegar o beco.

 

Abotoar o paletó.

 

Na hora de afogar o ganso?

 

Nordestino fica a ver navios.

 

Do que eles têm medo.

 

Fácil.

 

É só apreciar a foto que ilustra o texto...

 

Mas cadê os dirigentes de nossa terra.

 

Pra botar o guizo no gato?

Escrito por Roberto Vieira às 21h05
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O ANIVERSÁRIO DO LENIVALDO

                    

 

Capitão da seleção da crônica esportiva pernambucana.

 

Elegante.

 

Toques de primeira.

 

Dribles chaplinianos.

 

Jogando sempre no meio campo de onde vislumbra o futuro.

 

Lenivaldo Aragão é hors concours.

 

Um apaixonado pelo futebol.

 

Alvirrubro nascido em Santa Cruz.

 

Nas margens do Capibaribe.

 

Onde brilha inclemente o sol mais nordestino.

 

Com todas as suas cores.

 

Quando criança eu lia Lenivaldo na revista Placar.

 

Me perguntava:

 

Como escrever tão bem?

 

Como marcar um gol de letra?

 

Porque gol muita gente faz.

 

Mas um gol como Lenivaldo ninguém.

 

Lenivaldo que já esteve cara a cara com Di Stefano.

 

Lenivaldo que chamava Brandão de Osvaldo.

 

Pepe de Zé.

 

Lenivaldo que em 1962.

 

Conversava com Juca.

 

Técnico do selecionado português.

 

Com seu terno.

 

E gravata.

 

Cerebral.

 

Lenivaldo Aragão que hoje faz aniversário.

 

O menino que lia as revistas agradece.

 

Feliz aniversário, Mestre! 

Escrito por Roberto Vieira às 14h24
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O NAVAL ESTACIONOU O AUTOCARRO NA FRENTE DO GOL

            

 

Por MANUEL OLIVEIRA

 

A 10.ª jornada (rodada) começou na 6.ª feira com o Belenenses-P.Ferreira (0-3), prosseguiu no sábado com os jogos, V.Setúbal-Olhanense (0-0) e V.Guimarães-Sp.Braga (1-0) e no domingo com o Leixões-Nacional (2-4), o U.Leiria-Académica (1-1), o Marítimo-F.C.Porto (1-0) e o Rio Ave-Sporting (2-2).

 

A rodada encerrou na 2ª feira com o Benfica-Naval (1-0).

 

Para quem esperava nova goleada ela não aconteceu não por má exibição mas porque o Naval defendeu com tudo e o gol só apareceu a 2 minutos do final na sequência de mais um dos inúmeros livres a favor do Benfica. Os números são elucidativos, 67% contra 33% de posse de bola, 29 remates contra 5, 5 faltas contra 23!

 

Cardozo (castigado) e Ramires (com lesão muscular na coxa) não jogaram.

 

Os destaques positivos desta jornada vão em primeiro lugar para o V. Guimarães do goleiro Nilson que venceu o líder Braga no dérbi minhoto, para o Marítimo que derrotou o F.C.Porto, para o Paços de Ferreira que veio a Lisboa golear o Belenenses e para o Rio Ave que depois de estar a perder 2-0 com o Sporting, virou e empatou.

 

Os destaques negativos vão para o F.C.Porto que continua muito irregular e com exibições paupérrimas, em 10 jogos, 2 derrotas e 2 empates, o Sporting que com um técnico interino e depois de estar a ganhar 2-0 ao intervalo, permitiu o empate, mais um.

 

Mesmo sem ter jogado por estar a cumprir suspensão, Cardozo (Benfica) com 11 gols, continua na frente da artilharia, seguido de Falcão (Porto) e Edgar Silva (Nacional) com 7.

 

A classificação após 10 jogos, no que respeita aos primeiros colocados, está assim:

 

1º Sp. Braga (25 – 15/5 em gols), 2º Benfica (25 pontos – 31/7), 3º Porto (20 – 19/8), 4º Nacional (17 – 14/17), 5º Marítimo (15 – 14-11), 6º Rio Ave (15 – 11/8, 7º U. Leiria (14 – 14-9), 8º Sporting (14 – 12/10).

 

O Braga está na frente porque o primeiro fator de desempate no campeonato português são os resultados entre os clubes empatados, só depois vem o saldo de gols.

 

Durante a semana voltou a haver jogos das competições da UEFA, tendo o Porto vencido o Apoel (Chipre) por 1-0 para a Champions, enquanto que na Liga Europa (antiga Taça UEFA) o Benfica venceu em Liverpool o Everton por 2-0, o Sporting empatou 1-1 em casa com os lituanos do Ventspills e o Nacional da Madeira também empatou 1-1 em casa com os espanhóis do Atletic Bilbao.

 

Com estes resultados, o Porto já está automaticamente apurado para a fase seguinte, o Benfica e o Sporting estão quase, enquanto o Nacional dificilmente o conseguirá.

 

O campeonato volta a sofrer uma interrupção para dar lugar aos dois jogos de Portugal com a Bósnia, nos dias 14 em Portugal e 18 na Bósnia. Depois haverá uma jornada de Taça de Portugal a 22, reatando-se no fim de semana de 28/29 de Novembro.

Escrito por Roberto Vieira às 14h10
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OPERAÇÃO "SALVE O RIO" (NO BRASILEIRÃO 2009)

Por Túlio Velho Barreto 

e Antonio de Pádua de Barros *

 

 

O título acima bem que podia se referir a alguma mobilização nacional para ajudar o Rio de Janeiro a se livrar definitivamente da violência urbana, que faz da beleza de sua paisagem algo quase inútil. Triste realidade que, em especial nos últimos 20, 30 anos, tem transformado a Cidade Maravilhosa palco de cenas de guerra só vistas, por exemplo, no Líbano, na Palestina, no Iraque... De fato, seria o caso de "salvar o Rio", sobretudo agora que a capital mais bonita do País foi escolhida para sediar a Olimpíada de 2016 e o Maracanã foi selecionado para importantes jogos da Copa do Mundo de 2014, inclusive a final. Mas, infelizmente, não. Trata-se de operação muito menos nobre, como já deve ter ficado evidente para o leitor na segunda parte do título.

 

Embora teses conspiratórias, principalmente em se tratando de futebol, sirvam muitas vezes para esconder incompetência administrativa de dirigentes e limitações técnicas de jogadores, não temos mais idade para sermos tão ingênuos e não acreditar que elas também existam. "Yo no creo em brujas, pero que los hay, hay!". São muitos campeonatos "disputados", dentro e fora dos estádios... Por isso não engolimos que o resultado do "jogo de 600 pontos" entre Botafogo e Náutico resultou de erros dos árbitros. Como disse o paulista Juca Kfoury, em seu comentário de título preciso e cristalino ("O Fogão no apito"), logo após o referido jogo: "o Náutico (foi) claramente garfado no Engenhão". Relembremos: na metade do primeiro tempo, o goleiro do Botafogo não foi expulso após derrubar Carlinhos Bala em "clara e manifesta situação de gol", na definição da regra (como Rog rio Ceni, na rodada anterior, foi; e Marcos, na seguinte, seria, em lances idênticos); depois, Tuta fez gol legítimo, que foi anulado; e, no final do jogo, o pênalti arranjado para o Botafogo... Tudo isso, o carioca Iata Anderson, no Jornal dos Sports, relacionou para dizer que apenas o árbitro Leonardo Gaciba, "um dos protegidinhos dos comentaristas. Aquele que é contra o drible e não passa em nenhum exame físico", viu.

 

Mas foi preciso que o Palmeiras, que teve um gol legítimo inexplicavelmente anulado, quando o jogo estava zero a zero, ainda no primeiro tempo, perdesse para o Fluminense para que a imprensa nacional, quer dizer, do Sudeste do País, levantasse a hipótese de haver favorecimento para que os times do Rio sejam salvos na reta final do Brasileirão. Lá a chiadeira não para; nem da imprensa, nem dos dirigentes palmeirenses... Aqui, o Sport está conformado com o rebaixamento e o Náutico se prepara para enfrentar o Flamengo. E a cobertura jornalística, como diria o inesquecível João Saldanha, segue em frente como a vida...

 

Mas é necessário analisar de forma racional o que está acontecendo. O emocional já foi consumido após cada um dos jogos citados neste texto. Então, vamos lá. Desde que foi introduzido o campeonato de pontos corridos, com turno e returno, em 2003, ganho pelo Cruzeiro, que um time carioca não vence um Brasileirão. Aliás, a última vez que isso ocorreu foi na questionável conquista do Vasco contra o São Caetano, em 2000, decisão que foi adiada de um ano para o outro em função da tragédia de São Januário. E mais: desde 2004 todos os campeões são paulistas, ou seja, Santos (1 título), Corinthians (1) e São Paulo (3). Este ano, entre os favoritos, despontaram até agora Palmeiras e São Paulo. E o Corinthians já está com uma das cinco vagas da Libertadores garantida desde que ganhou a Copa do Brasil. Possivelmente, sobrarão duas vagas para Flamengo, Atlético, Cruzeiro e Inter. Na disputa, só um time do Rio.

 

Do outro lado da classificação, até poucas rodadas atrás, Fluminense e Botafogo estavam entre os mais fortes candidatos ao rebaixamento. Eram, frise-se, até que apareceu o "apito amigo" em seus jogos e em jogos de outras equipes que tentam se livrar da degola. Como o Sport passou a maior parte das rodadas em posições abaixo do Náutico, entre os pernambucanos o alvirrubro terminou tornando-se o alvo preferido do "apito amigo", em especial nos últimos dois jogos fora de casa: Botafogo e Santos. Não que não pudesse ter tido melhor resultado, sobretudo contra o Santos quando desperdiçou grandes chances de neutralizar o "apito amigo", o que (às vezes) é possível. Contra o Botafogo não era, porque, ali, o Náutico foi, repetimos, "garfado". O que não ocorreu nos dois anteriores quando o Náutico teve igualmente desempenhos pífios e escapou da degola por um triz.

 

Com a sede da CBF e do STJD no Rio, o que já é um absurdo, que se cuide o Coritiba, que terá o Fluminense pela frente na última rodada, em embate que terá tudo para ser "jogo de 6.000 pontos". De fato, tudo leva a crer que Sport, Náutico (que não depende só dele e provavelmente teve sua sorte selada na derrota contra o Botafogo) e Santo André (que tem confronto direto com Náutico) estejam com as malas prontas para a desprezível Série B, que os times nordestinos talvez nem devessem mais disputar... Então, sobra para o Coritiba "ceder" a vaga para o Fluminense, embora a Operação "Salve o Rio" já possa ser considerada exitosa ao livrar o Botafogo da degola. E mais: pode sobrar para o Náutico, que vai enfrentar o Flamengo; para o Sport, que enfrentará o Fluminense; e até para o São Paulo e, de novo, Palmeiras, que ainda enfrentam o Botafogo, no... Engenhão! É triste, mas como diss e o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que chamou Carlos Simon de "safado, sem vergonha e crápula" e prometeu dar "umas tapas nesse vagabundo": "neste final de campeonato, só falta urubu voar de costas". Certamente, o animal não foi escolhido à toa... Só faltou Belluzzo perguntar se agora ficou claro porque Simon é nosso árbitro em Copas do Mundo...

 

Quanto a não disputar à Série B... Bom, não custa nada fazer uma provocação. Sabemos que seria difícil tomar a decisão de não disputá-la, talvez mesmo improvável em função da submissão dos dirigentes de federações estaduais e de clubes aos encantos de Ricardo Teixeira, da CBF e TV Globo. Ou mesmo impossível do ponto de vista legal. Mas entre ser eterno coadjuvante, mendigar por sobras da distribuição de recursos da TV, ser massa de manobra de campeonatos arranjados (como o que foi tomado do Inter, em 2005) e apenas legitimar uma disputa absolutamente desigual, talvez fosse melhor mesmo criar uma liga regional (Nordeste ou Norte-Nordeste) e fortalecer os próprios estaduais, em vez de esvaziá-los em nome de uma disputa nacional que não existe. (Já pensamos diferente a respeito, mas...) Assim, poderiam ser criadas competições com calendários próprios, mecanismos de acesso e decesso, p remiações... Para tanto, parece existir mercado interno; existem clubes centenários, tradicionais e de massas; existem rivalidades locais e entre times de diferentes estados e grandes estádios... Enfim, todos os ingredientes para disputas mais igualitárias que pudessem despertar novamente a adormecida paixão de vários torcedores por seus times locais, hoje abandonados ou substituídos por novas e impostas paixões televisivas. Pode ser devaneio, mas...

 

Acreditar que o Campeonato Brasileiro foi moralizado porque não há mais a tradicional virada de mesa é pura ingenuidade. A mesa já começou a ser virada e só não vê quem não quer. Não é à toa que levantamento recente feito pelo jornal Folha de S.Paulo, por exemplo, apontou que, entre os times do Rio, São Paulo e Minas Gerais na Série A, apenas os cariocas defendem a volta do sistema de mata-mata. Por que será? Talvez só o receio que ocorra todo ano o que se desenhava para 2010: o Rio com a mesma quantidade de clubes de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e talvez de Goiás ou Santa Catarina, que tem ainda, respectivamente, Atlético e Figueirense na luta para subir. Ou seja, parece que a Operação "Salve o Rio" pretende mesmo é evitar prejuízos esportivos, econômicos e políticos que o estado teria se visse sua representação na Série A resumida à qualidade do futebol atualment e ali jogado.

 


* Túlio Velho Barreto é pesquisador social e Antônio de Pádua de Barros é fotógrafo. Ambos são torcedores do Náutico e estão indignados com a Operação "Salve o Rio", no Brasileirão 2009, é claro.

Escrito por Roberto Vieira às 14h07
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QUAL O DUELO DA FOTO?

              

                                                 X

          

 

Pra quem é louco por futebol.

 

Qual o duelo?

 

Quantas vezes se enfrentaram estas equipes?

 

Quais os resultados?

 

NOTA: Mestre Celso Unzelte manda uma dica. O time de cima é o Palestra Itália mineiro, o de baixo é o Palestra Itália paulistano. Então, eles se enfrentaram alguma vez? Caso positivo, quais os resultados?

Escrito por Roberto Vieira às 12h41
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QUEM É O GOLEIRO DE TRÓIA?

                             

Escrito por Roberto Vieira às 12h33
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CARTA AO BELLUZZO

                 

 

 

 

Caro Belluzzo,

 

 

Meu encantamento com o Palestra vem de longa data.

 

Dos tempos do Ademir da Guia em campo.

 

Das fotos do Julinho em preto e branco.

 

Julinho que se despediu contra o meu Náutico.

 

Lembro de uma antiga revista dos grandes clubes brasileiros.

 

Manuseada e guardada com carinho.

 

Não.

 

Jamais fui palmeirense.

 

Mil vezes sou pernambucano.

 

Um milhão de vezes alvirrubro.

 

Porém, como grande parte dos garotos do meu tempo.

 

Eu amava o futebol bem jogado.

 

O gol.

 

O drible desconcertante.

 

E ficava desconcertado com alguns resultados estranhos.

 

Como ver o Santos de Pelé empatando uma final.

 

Nos pênaltis.

 

Portanto, como todo garoto do meu tempo.

 

Eu amava o Santos, o Palmeiras, o futebol, os Beatles e os Rolling Stones.

 

Sem jamais deixar de ser batizado no frevo.

 

Não digo que o futebol não tinha bastidores.

 

Entretanto, os bastidores do futebol, se perdiam na magia do domingo.

 

Os bastidores eram tema de jornal.

 

O futebol era curtido na geral.

 

Todavia deixe-me voltar ao assunto principal.

 

Prezado Belluzzo.

 

Desejo agradecer pelas palavras ditas recentemente.

 

Desejo agradecer pela posição firme contra os desmandos das arbitragens.

 

Desejo agradecer.

 

Porque se tudo não foi resolvido.

 

É porque a era dos milagres ficou no passado.

 

Precisaria ser Moisés para lidar com este mar de lam, digo, vermelho.

 

Mesmo assim fica o agradecimento.

 

Ao italiano Belluzzo que carrega o nordestino Luiz Gonzaga no nome.

 

Não deste sujeito de quarenta e cinco anos que agora vos escreve.

 

Este é o agradecimento daquele garoto que havia em mim.

 

Garoto como tantos garotos que torcem pelo seu time.

 

Apaixonadamente.

 

Porém, torcem muito mais.

 

Para que o futebol volte a ser um esporte.

 

Jogado e decidido em campo.

 

De preferência pelos vinte e dois jogadores.

 

 

Grande abraço,

 

 

Escrito por Roberto Vieira às 06h17
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CLASSIFICAÇÃO DA LOTERIA ESPORTIVA

 

Nilson segurou o Braga.

 

O Goiás segue derrubando muita gente.

 

Assim como o Internacional.

 

Ninguém ganhou o bônus.

 

Ninguém jogou a toalha...

 

Temos um líder que já foi líder.

 

Um vice-líder que já foi líder.

 

Do pescoço pra baixo é jogo de campeonato!

 

Acho que errei no ditado.

 

 

 

                        1. Durval Valença - 314

 

 

2. André Gustavo - 312

3. Clávio Guimarães e Newton Pinheiro - 308

5. Carlos Henrique - 302

6. Arsenio Meira - 300

 

7. Erik - 292

8. Guilherme Dias e Geandre - 278

10. Edgar Mattos - 272

11. Osvaldo Soares e Washington Vaz - 264

13. João Carlos - 254

14. Marcos Japiassú e Lucídio José de Oliveira – 252

16. Sérgio Oliveira - 250

17. Houldine - 248

18. Joaquim Herbenio – 234

19. Antonio Ricardo - 228

 

20. Rafael Alves - 162

21. Danilo Otoni - 154

22. Robpe - 152

23. Breno Lobo - 140

24. Rafael Medeiros- 136

25. Marssel Vilaça - 130

26. Manuel Oliveira - 124

 

27. Harold - 94

28. Fabiano - 84

29. Manoel Júlio e Fábio Barros - 66

31. Rafael Borba - 36

32. José Carrera - 24

33. João Víctor - 20

 

34. Alexandre 74 - 12

35. Carlos Eduardo - 6

36. Sérgio Galvão - 4

37. Alexandre Jorge - 2

 

Escrito por Roberto Vieira às 05h55
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09/11/2009


O MILÉSIMO GOL: PELÉ E ZÉ CARLOS

                      

 

Lá embaixo aparece a foto do soldado Pelé.

 

Puxando sua calça, uma criança:

 

O menino Zé Carlos.

 

Que chegou pobre e faminto na pensão onde vivia o Rei.

 

A casa de Dona Raimunda.

 

Em 1959.

 

Pelé, Dorval, Coutinho e Sormani adotaram a criança.

 

Que cresceu brincando de bola com os craques.

 

Um história das mais belas do nosso futebol...

 

 

                       

Escrito por Roberto Vieira às 21h46
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MEMÓRIA DO FUTEBOL PERNAMBUCANO: TIME QUE NÃO GANHA...

        

 

Dr. Silvio Guimarães pode ficar calmo.

 

A história sempre se repete.

Escrito por Roberto Vieira às 21h41
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QUIZ DOS EXTREMAS

                   

 

Quem são os pontas?

 

Resposta: Abel nasceu no Rio de Janeiro, porém cresceu em Pau Grande, como Garrincha. Tentou a sorte no Flamengo, mas foi o América-RJ quem reconheceu a habilidade daquele ponta franzino.

 

Escrito por Roberto Vieira às 21h36
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O BARCELONA DE RIVALDO

         

 

No século XX.

 

Ele foi o jogador mais caro na história do Barcelona.

 

Em Pernambuco?

 

Seria apenas mais um...

Escrito por Roberto Vieira às 16h24
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QUEM É O HOLANDÊS VOADOR?

          

 

Detonando o Murcia.

 

Conquistando a Espanha.

 

Quem é o holandês voador?

Escrito por Roberto Vieira às 16h16
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QUEM É O SOLDADO?

                                 

 

Quem é o soldado 203?

 

Quem é o craque?

Escrito por Roberto Vieira às 15h50
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O BRASILEIRÃO DO PERNA DE PAU

 

 
Por ROBERTO VIEIRA

 

 
 
O Brasileirão não é decidido com os pés.
 
O Brasileirão é decidido por pernas de pau.
 
Eternos reservas dos reservas dos reservas.
 
Nem pro gol serviam.
 
Era frango em cima de frango.
 
Até aí nada demais.
 
Nem todos nasceram pra ser craque.
 
Mas ser torcedor era pouco.
 
Eles queriam o palco.
 
O aplauso. A fama. Até mesmo, a vaia. 
 
Um dia surgiu Juca da Praia.
 
No outro Sherloque.
 
Mário com dois 'Ns' Vianna.
 
Eram conhecidos. Reconhecidos nas ruas.
 
Porém não eram Leônidas. 
 
Tão pouco Zizinho.
 
Jamais um Pelé.
 
Por mais que chamassem Pelé de Sr. Edson Arantes do Nascimento.
 
Da gravata evoluiram para o preto.
 
Porém não eram Manés.
 
Nem João eles eram.
 
Tempo que passa.
 
O futebol evoluiu no preparo físico.
 
Na tática.
 
No marketing.
 
Quanto mais evoluía o futebol, paradoxo:
 
Mais dependia dos olhos e do apito deles.
 
O jogo digital.
 
O árbitro analógico.
 
E o analógico interpretando o que já era digital.
 
Mudando resultados.
 
Desenxergando impedimentos.
 
Artista em rudimento tridimensional
 
Quando o restante do planeta vagava quadrimensional.
 
O futebol no cosmos.
 
A arbitragem no caos.
 
Como se o homem calculasse a distancia entre as estrelas.
 
Usando um ábaco.
 
Soletrando em aramaico.
 
Daí os desencontros dos jogos decisivos.
 
A explosão de quem comanda cifras gigantescas.
 
Indo por água abaixo na ambliopia de quem dirige o espetáculo.
 
Onipotente.
 
Senhor do certo e do errado.
 
O prejuízo de quem imagina o jogo de noventa minutos.
 
Tendo noventa minutos apenas.
 
Desconhecendo o frágil absoluto.
 
Escondido nos homens com o apito.
 
Homens que são apenas homens. 
 
Nem mesmo craques são.
 
Homens que carregam em si o fato de serem apenas homens.
 
Pernas de pau.
 
O que por si só não depõe contra eles.
 
Pois alguém os escala.
 
Entretanto, não pode jamais servir de desculpa.
 
Apenas serve de álibi.
 
O que pode parecer a mesma coisa.
 
Mas não é...

Escrito por Roberto Vieira às 12h26
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NÁUTICO, A HISTÓRIA EM FOTOS: O CAMPEÃO DE 1939

        

 

 Por CARLOS CELSO CORDEIRO*

            

Campo da Jaqueira. 29/10/1939. Derrotando o Santa Cruz pela contagem mínima, o Náutico sagrou-se campeão de 1939.

 

Na foto: Em pé: Sivini, Ary, Djalma, Edson Lima, Guilherme, Célio Araraquara e Alencar. Agachados: Zezé Carvalheira, Bermudes, Fernando Carvalheira, Emídio Carvalheira e Celso.

 

Durante os oitenta minutos de refrega em que estiveram empenhados tricolores e alvirrubros, na ultima prova do campeonato de 1939, apenas, um tento foi registrado.

 

O detalhe é que, naquela época, o jogo era disputado em 80 minutos.

 

O primeiro tempo terminou com o placar mudo.

 

Às 16:35, Fernando Carvalheira dá inicio à fase final do jogo.

 

Os alvirrubros vão logo ao ataque. Um centro de Emídio é aparado por Fernando Carvalheira que, impossibilitado de finalizar, atrasa para Ary.

 

Ao centro médio alvi-rubro não passou despercebida a oportunidade que se lhe deparava, de concluir para as redes, o que fez com possante arremesso. Vicente coloca-se bem para defender o tiro de Ary, mas, Fernando Carvalheira, tendo a bola ao seu alcance, consegue tocá-la de maneira que tornou impossível qualquer defesa do arqueiro tricolor. E o balão vai, então, cair nas redes para ser consignado, ás 16:36, o único tento da peleja, a favor do Náutico.

 

Às 17:15, ouviu-se o apito do cronometrista anunciando o término do tempo regulamentar. O placar assinalando o grande triunfo dos alvirrubros: 1x0.

 

Os quadros jogaram com as seguintes formações:

 

Nautico: Djalma; Édson Lima e Célio Araraquara; Guilherme, Ary e Alencar; Zezé Carvalheira, Bermudes, Fernando Carvalheira, Emídio Carvalheira e Celso.

 

Santa Cruz: Vicente; Sidinho II e Pedrinho; Rubem, Pellado e Pedro; Itaguary, Tará, Jango, Sidinho e Siduca.

 

Por sorteio, dirigiu a partida, José Mariano Carneiro Pessoa, o famoso Palmeira.

 

A atuação de Palmeira foi considerada boa.

 

Entretanto, o Santa Cruz o acusa de um erro grave, e, baseado neste argumento, iria formular um protesto contra o resultado do jogo.

 

Trata-se de uma bola que o arqueiro Djalma teria defendido depois de transpor as traves.

 

Jornal da época comenta:

 

É um lance difícil de ser apreciado, mormente por aqueles que não estivessem colocados numa posição excepcionalmente favorável para tanto, e com atenção inteiramente concentrada no lance em questão.

 

No lance em referencia, a sua decisão se nos afigurou acertada desde que não estava ele absolutamente convencido de ter a bola transposto completamente a linha de gol.

 

Ficou o dito pelo não dito.

 

Náutico, pela segunda vez, campeão de Pernambuco.

 

 

* O antigo goleiro alvirrubro, Mestre Djalma Christiano Gomes, ajudou na identificação dos antigos companheiros na foto.

Escrito por Roberto Vieira às 06h23
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O NOVO LIVRO DE CELSO UNZELTE

 

Mestre Celso Unzelte com novo livro na praça.

 

Pra quem é jornalista.

 

Pra quem ama o jornalismo.

 

Pra quem sonha com o jornalismo.

 

E no final de novembro vem outro!

 

Sobre os 100 anos do Corinthians.

 

É pouco ou querem mais?

 

 

                      

Escrito por Roberto Vieira às 06h16
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08/11/2009


CARTA AO CONSELHO TIMBU

Por ROBERTO VIEIRA

 

As vitórias do Botafogo e do Fluminense.

 

Fazem os torcedores alvirrubros cair na real:

 

O sonho acabou.

 

E se não acabou, está prestes a acabar.

 

Pois as arbitragens brasileiras não titubeiam na hora H. 

 

Os apitos soam pro lado do Sambódromo.

 

Como aliás soam em Pernambuco.

 

Quando jogam Náutico x Santo Amaro ou Sport x Serrano.

 

Ninguém aqui é criança de colo.

 

Cair para a Série A é, portanto, a crônica de uma morte anunciada.

 

Desde a subida do Náutico em 2006.

 

Anunciada porque somos um clube amador.

 

Sonhando em ser profissional.

 

Não fiquem zangados comigo.

 

Grande parte dos clubes brasileiros é amadora.

 

Salvam-se um São Paulo, um Internacional, um Grêmio.

 

Os clubes cariocas são todos amadores.

 

Entretanto, os clubes cariocas possuem as chaves do reino.

 

Nós vivemos no purgatório.

 

O Náutico conseguiu o milagre de sobreviver em 2007 e 2008.

 

Pelas mãos de Roberto Fernandes.

 

Nos gols de Acosta.

 

Nas defesas de Eduardo.

 

Curiosamente.

 

Com orçamentos bem inferiores ao deste ano.

 

Só que este ano extrapolamos a cota de pecados.

 

Foram tantos.

 

Administrativos e médicos.

 

Nem dá pra contar.

 

Não desejo culpar ninguém.

 

Cada um sabe a sua parcela de culpa.

 

Acredito que todos amam o Náutico.

 

Mas insisto:

 

A situação já é adversa sendo-se competente.

 

Imaginem quando não se é.

 

Muitos alvirrubros estão longe dos Aflitos.

 

Alvirrubros que teriam muito a acrescentar ao clube.

 

Porém, são ignorados.

 

(Auto) exilados.

 

Foram cuidar da própria vida.

 

Por que?

 

Vaidade das vaidades.

 

Poder pelo Poder.

 

Agora que a barca está afundando.

 

Surge uma nova promessa de terra prometida.

 

Gestão profissional.

 

Conceitos modernos.

 

Dinheiro bem aplicado.

 

Valorização da prata da casa.

 

Nem sei quem é o candidato a presidente.

 

Ou quais são.

 

Uso apenas o senso comum.

 

As promessas são as de sempre.

 

As pessoas são as mesmas.

 

A distancia do torcedor permanece solar.

 

Roma arde em chamas.

 

Nero toca harpa.

 

O Senado comemora a vitória sobre os leões no Coliseu.

 

Mas quem morre são os cristãos.

 

Os conselheiros vão votar?

 

Parabéns.

 

Quem não é conselheiro observa.

 

Pede amor pelo clube.

 

Respeito com a torcida.

 

Profissionalismo.

 

O Náutico não pertence a trezentos de Esparta.

 

Porque o Náutico é uma paixão maior que Esparta.

 

Parodiando o João Kennedy.

 

Não perguntem o que o Náutico pode fazer por vocês.

 

Perguntem o que vocês podem fazer pelo Náutico.

 

É um pedido singelo.

 

Não desse blogueiro que aqui escreve.

 

Que talvez não saiba nada dessa vida e do futebol.

 

Mas um pedido de milhares de torcedores alvirrubros.

 

Que sonham com um Náutico forte e vencedor...

 

Escrito por Roberto Vieira às 21h34
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O CRAQUE DE DOIS JOGOS SÓ

   

 

O extrema esquerda cruza.

 

Os argentinos observam.

 

29 de maio de 1960.

 

O Brasil vencera no tempo normal.

 

O Brasil vencia a prorogação da Copa Roca.

 

Quem era o extrema esquerda.

 

Valdir Appel e Lucídio passaram o fim de semana discutindo.

 

Pois era o Roberto Fernando do São Paulo.

 

Duas partidas na seleção.

 

Exatamente os dois duelos contra los hermanos.

 

Pois é.

 

Roberto Fernando, afilhado de Vicente Feola.

 

Roberto que depois do jogo foi jogar no Colo-Colo.

 

No River Plate.

 

Roberto Fernando Friguello que hoje comemora 72 anos.

 

Eita coincidência!

 

Roberto:

 

O craque de dois jogos só...

 

 

 

                    Julinho comemora nas redes de Ayala

 

Escrito por Roberto Vieira às 21h02
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