Por DOMINGOS SÁVIO
Faz tempo. Muito tempo que fazíamos medo e assustávamos os adversários.
O clube era de terra e mar. O remo honrava sua presença maior no escudo.
O futebol era parelho com os rivais daqui e de além-mar. Além Globo.
A nossa natação. Um berçário de campeões. Adriana Salazar que o diga. Nikitas e outros mais.
Nem vou esticar o texto para falar do FUTSAL CAMPEÃO BRASILEIRO!!! Vôlei, Basquete, etc...
O Náutico tem um Estatuto. Redigido e em vigor desde 2001. Ao que me consta.
No entanto não é registrado. Tem certeza?
E revezam-se nas eleições, candidatos que se elegem ou pelos sócios ou pelos conselheiros.
Aí começa a grande confusão.
Pois chegamos perto da casa dos 10 mil sócios pagantes. Hoje um número utópico.
E imaginem esses sócios numa eleição.
Uma festa. Uma participação responsável na direção e nos destinos do clube.
Agora imagine um presidente eleito por menos de 300 conselheiros.
Tem o mesmo peso? A mesma dimensão?
A discussão não termina. A confusão só aumenta.
Os jovens alvirrubros querem na nossa página oficial do Orkut: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.
Alguém aí sabe o que vem a ser?
Na prática?
Basta planejar. Gastar com responsabilidade.
Será tão difícil assim?
Outra confusão que piora ainda a qualidade do meu texto. Me desculpem.
Chega de Aristocracia. Chega de sobrenomes.
Não faço campanha aqui por A nem B.
Também não me iludo por Consenso. Palavra que sofreu tantos baques que virou palavrão.
Clube saudável é clube com oposição.
Não a baderna. A baderna não cabe no Náutico.
A oposição sim. Pois vigia. Fiscaliza. Incomoda.
E pode ajudar.
Como agora. Em que vislumbramos uma chapa de oposição desprovida de rancores e vaidades.
Pelo simples exercício de saber que pode dirigir o clube e tem competência para tal.
Isso em Administração chama-se Gestão de Pessoas. Saber escolher as pessoas para chegar aonde se quer.
E o Náutico quer ser grande.
O Náutico não pode ficar feliz por ganhar uma partida do rival a cada bienal. Tá virando feira do livro. Fliporto é mais divertido.
Olhemos o exemplo do CT. Do grupo GARRA. Quanto se faz com tão pouco.
Dinheiro contado, suado e bem aplicado.
Olhemos outros clubes que também não fazem parte dos globodólares dos 13.
Estão aí Avaí e Barueri. Longe da queda. Sonhando com o time na Sul-americana em 2010. E nós?
E para terminar. Examinem o balanço do clube.
Ele é viável. Tivemos em 2008 18 milhões em receitas. 49 jogadores contratados.
Muitos nem chegaram a jogar.
Isso é jogar dinheiro fora. Sonhos fora.
O Náutico quer ser grande. E para ser grande temos de cuidar de cada centavo que entra. Cada centavo que sai.
Como devemos cuidar de cada sócio. Com respeito.
Trazer as famílias de volta à sede. A piscina. As quadras.
Não temos?
O que nos impede de nos reconstruirmos como clube?
O tempo não espera. O tempo é cruel e caro. Como os segundos nobres da televisão brasileira.
Então senhores elegíveis.
Preparem seus projetos e discutam.
Pelo bem do clube.
Que está na fila do SUS faz muito tempo.
E que quer ser grande.