Blog do Roberto


06/10/2008


O POVO NÃO SABE VOTAR

 

        

 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

Votamos no Brasil desde a Colônia. Ao contrário do que possa parecer.

 

Temos a herança portuguesa do voto nos administradores das vilas e povoados.

 

Herança mais antiga que Pindorama.

 

No entanto, durante boa parte da nossa história recente, fomos proibidos de votar.

 

Com a duvidosa desculpa de que o povo não sabe votar.

 

Sentença corroborada por nosso Rei em 1977.

 

Rei que havia sido eleito Rei pelo próprio povo.

 

Talvez seja verdade.

 

Talvez o povo brasileiro não saiba escolher seus representantes.

 

No que estaria em boa companhia, juntamente com alemães e italianos na década de 20 e 30.

 

Ou mesmo os americanos da era Nixon e Bush.

 

Porque os políticos surpreendem quando chegam ao poder.

 

Como aquele centroavante perna-de-pau que começa a fazer gol em cima de gol.

 

Ou o craque que desaprende da noite pro dia.

 

Político é mais improvável que resultado de clássico.

 

Mesmo assim, é melhor o voto do povo. Voto direto.

 

Do que o voto indireto, na surdina, na sutileza das salas palacianas.

 

Voto de um só.

 

A democracia hoje é feijão com arroz. Democracia que já foi iguaria.

 

Quem sabe um dia, a democracia também chegue no esporte?

 

Último reduto dos atos institucionais.

 

Quem sabe, um dia?

 

 

                       

Escrito por Roberto Vieira às 08h32
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05/10/2008


BOCA DE URNA

 

                

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

A bola cruza a quadra silenciosa.

 

- E se essa moda pega?

 

- Que moda?

 

- Eleição, democracia, urna...

 

- Tá ficando doido?

 

- Não estou ficando doido não!

 

- Aí a gente tá desempregado.

 

Ponto.

 

- Você sabe que eu tenho mais tempo de presidente que de casado?

 

- Jura?

 

- Pois é. Ninguém me aguenta tanto tempo assim.

 

- Só os atletas.

 

Bola fora.

 

- Gostei da tal eleição de bate-pronto que você bolou.

 

- Gostou? Mas tu não meteu o pau?

 

- Claro!

 

O juiz apita final do set. Os dois se levantam com os seguranças.

 

- Meti o pau em público. Mas no particular senti até uma pontinha de inveja.

 

Golpe de mestre!

Escrito por Roberto Vieira às 23h08
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A MALDIÇÃO DOS PÊNALTIS E A MARÉ

 

                 

 

 

Pênalti parece fácil. Só parece.

 

Nos Aflitos, pênalti carrega em si maus presságios, lembranças trágicas.

 

Durante um ano, Geraldo fez o alvirrubro esquecer o passado.

 

Comemorar com antecedência.

 

Até ontem.

 

Pênalti é coisa tão fundamental que deveria ser batido pela pessoa mais importante do clube:

 

O torcedor.

 

Torcedor que morre de medo da maré.

 

           

Escrito por Roberto Vieira às 20h50
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O FUTSAL E A KRIPTONITA

 

      

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

O que seria de Batman sem o Coringa?

 

Um menino mimado brincando de morcego pelas ruas de Gothan City.

 

O que seria de Super-Homem sem Lex Luthor?

 

Um alienígena sem função na Terra.

 

Só existe o herói quando existe o perigo imediato, o inimigo supremo.

 

Esquerda e direita.

 

Capitalismo e comunismo. Noite e dia. Atlético e Cruzeiro.

 

As goleadas da seleção brasileira de Futsal no campeonato mundial tornam-se banais diante da fragilidade dos adversários.

 

Exigem acrobacia dos locutores para manter telespectadores acordados pelas manhãs de outubro.

 

Quarenta gols em três jogos. Um contra.

 

Como se fosse a Hungria da década de 50 no futebol de campo.

 

Hungria que marcou 25 gols em seus quatro primeiros jogos no Mundial da Suiça.

 

Mas a Hungria enfrentou Alemanha, Brasil e Uruguai. Ossos duros de roer.

 

Nada que se compare com Ilhas Salomão, Japão e Rússia.

 

Alguém dirá que existe a Espanha. Que o Brasil não é campeão mundial desde 1996.

 

Mas a Espanha só existe com o sotaque tupiniquim de Daniel (FOTO) e Marcelo. A Russia com a ginga de Pula e Cirilo. A Itália com Adriano Foglia.

 

Sem eles, o Futsal permanece um esporte de um time só. Sem inimigos.

 

Um jogo com prazo de validade.

 

O Futsal ainda procura a sua kriptonita.

 

Escrito por Roberto Vieira às 19h35
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BRASILEIRÃO ALVIRRUBRO

 

29ª RODADA

 

HORA JOGO ESTÁDIO CIDADE RELATO

 

Quarta-feira, 08 de outubro

 

22h00

Grêmio x Santos Olímpico Monumental Porto Alegre -
22h00 Sport x Vasco Ilha do Retiro Recife -
22h00 Figueirense x Palmeiras Orlando Scarpelli Florianópolis -

 

Quinta-feira, 09 de outubro

 

20h30 Botafogo x Vitória Engenhão Rio de Janeiro -
20h30 Cruzeiro x Ipatinga-MG Mineirão Belo Horizonte -
20h30 São Paulo x Náutico Morumbi São Paulo -

 

Sábado, 11 de outubro

 

18h20 Goiás x Internacional Serra Dourada Goiânia -
18h20 Portuguesa x Coritiba Canindé São Paulo -
18h20 Atlético-PR x Fluminense Arena da Baixada Curitiba -
18h20 Flamengo x Atlético-MG Maracanã Rio de Janeiro -

 

 

1 Atlético-MG 34 28 8 10 10 37 48 -11
2 Santos 33 28 8 9 11 36 42 -6
3 Figueirense 32 28 8 8 12 36 57 -21
4 Náutico 30 28 8 6 14 29 42 -13
5 Atlético-PR 28 28 7 7 14 27 39 -12
6 Portuguesa 27 28 7 6 15 35 55 -20
7 Ipatinga-MG 27 28 7 6 15 29 49 -20
8 Fluminense 27 28 6 9 13 33 40 -7
9 Vasco 26 28 7 5 16 42 57 -15

Escrito por Roberto Vieira às 18h51
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04/10/2008


PROVÍNCIA 0 X 2 METRÓPOLE

 

         

 

A derrota do Náutico para o Flamengo é mais uma derrota da província para a metrópole.

 

Ontem, o Blog perguntava o que era o Flamengo?

 

Flamengo que é paixão.

 

Uma paixão da metrópole que se tornou paixão nacional. Uma torcida carregando seu time no grito.

 

Time que durante os últimos noventa minutos, digo, noventa anos, obedece ao grito das arquibancadas.

 

O Náutico é a velha província de vastos canaviais, casarios abandonados e fogo morto. Passiva diante dos novos gritos dos Guararapes.

 

Os flamengos venceram os pernambucanos de rubro veio.

 

Quem sabe um dia, a paixão das arquibancadas dos Aflitos resolva mudar o destino severino.

 

Quem sabe um dia, a província dos arrecifes renasça, provando ser imortal, de fato.

 

Por enquanto, resta o deserto campo de mais uma batalha perdida.

 

De mais um pênalti perdido...

 

Escrito por Roberto Vieira às 20h59
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ESTATÍSTICAS NÁUTICO E FLAMENGO

 

               

 

 

Náutico e Flamengo é um jogo de poucos gols.

 

Mesmo nos tempos do Mestre Zizinho e de Jorge Mendonça.

 

Exceto no fenomenal 4 x 3 de 1983.

 

Eles nos venceram por 4 x 0 em abril de 1946. Depois de um primeiro tempo sem gols.

 

E teve o 3 x 0 covarde desse ano, que não necessita de comentários.

 

3 x 0 também na Copa Brasil de 1990 quando o Timbu chegou nas semifinais.

 

Mas foi um 3 x 0 no final do jogo no Maracanã. Uma série de bobeiras inimagináveis da defesa.

 

O resto foi jogo taca a taco.

 

Como o 0 x 0 no Robertão de 1968, estréia de Dominguez (FOTO) no gol do Flamengo aqui nos Aflitos.

 

Dominguez, goleiros espanhol, elegante e briguento. Brigou até com Iustrich.

 

Depois foi tudo a conta-gotas.

 

Vencemos um jogo na década de 70. Outro na década de 80.

 

E mais um ano passado. O jogo do Sidny.

 

No total geral, foram 23 jogos, com 14 vitórias do Flamengo e 3 vitórias Timbus.

 

Ruim?

 

Nem tanto.

 

O Flamengo da Petrobrás e da Rede Globo tem medo do gramado dos Aflitos.

 

Futebol não vive de escrita.

 

História existe para ser reescrita.

 

Só como recordação.

 

O Náutico enfrentou e venceu Zico.

 

Mas o Flamengo nunca jogou contra Bita e Nado.

 

Ou as estatísticas seriam outras.

 

Pena que naquele tempo o Flamengo estava caindo pelas tabelas...

 

Pra quem gosta de checar os números, eis todos os jogos entre Náutico e Flamengo:

 

C.R. Flamengo 4 x 0 Nautico (PE) Amistoso 10/04/1946

 

C.R. Flamengo 0 x 0 Nautico (PE) Torneio Roberto Gomes Pedrosa 24/11/1968

 

C.R. Flamengo 1 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 29/11/1972
C.R. Flamengo 4 x 1 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 03/10/1973
C.R. Flamengo 0 x 1 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 27/08/1975
C.R. Flamengo 3 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 22/11/1975
C.R. Flamengo 3 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 26/09/1976
C.R. Flamengo 2 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 27/11/1976
C.R. Flamengo 2 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 11/11/1979
C.R. Flamengo 2 x 2 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 16/03/1980

 

C.R. Flamengo 4 x 3 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 24/01/1982
C.R. Flamengo 1 x 1 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 13/02/1982
C.R. Flamengo 2 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 12/04/1984
C.R. Flamengo 1 x 2 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 25/04/1984
C.R. Flamengo 2 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 14/10/1989
C.R. Flamengo 3 x 0 Nautico (PE) Copa do Brasil 13/09/1990
C.R. Flamengo 0 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 13/10/1990
C.R. Flamengo 2 x 2 Nautico (PE) Copa do Brasil 16/10/1990

 

C.R. Flamengo 1 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 04/03/1991
C.R. Flamengo 0 x 0 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 21/03/1992

 

C.R. Flamengo 2 x 1 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 11/08/2007
C.R. Flamengo 0 x 1 Nautico (PE) Campeonato Brasileiro 02/12/2007

 

C.R. Flamengo 3 x 0 Náutico (PE) Campeonato Brasileiro 05/07/2008

 

Escrito por Roberto Vieira às 08h14
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03/10/2008


ACORDA, TIMBU!

 

        

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

Semana passada, Kuki completou 358 jogos pelo Náutico superando antigo recorde de Lala.

 

O jogo Náutico x Palmeiras foi transmitido em rede nacional aberta.

 

Em artigo publicado no Jornal do Commercio da mesma semana, escrevi sobre a necessidade de fazer uma festa para Kuki e Lala.

 

Quem sabe uma camisa comemorativa.

 

Estava sentado em São Paulo assistindo a partida. E nada.

 

Kuki é entrevistado antes do jogo por um jornalista. E só.

 

Nem camisa, nem festa, nem nada de nada.

 

E daí?

 

Daí que futebol é um show. Televisão é show. O Estado, a Folha de S. Paulo e a CBN noticiaram o fato e a diretoria alvirrubra ignorou a celebração.

 

Você acha tudo isso besteira de blogueiro?

 

Problema seu!

 

Enquanto você acha isso, o Corinthians faturou mais de um milhão de reais com camisas comemorativas.

 

O Palmeiras joga de verde limão.

 

E o Timbu reclama dos bolsos vazios.

 

Será tão difícil arejar o velho casarão dos Aflitos?

 

Tão difícil confeccionar uma camisa?

 

Tão impossível mandar limpar as teias de aranha ancestrais?

 

Ainda não se convenceu?

 

Meu amigo, que pena!

 

Enquanto isso, o goleiro Marcos vai usar a camisa 400 no final de semana.

 

400 camisas foram fabricadas para venda.

 

Cada uma vendida por R$ 249,90.

 

Cinquenta reais vão para uma instituição de caridade.

 

E o resto? Os R$ 80.000,00?

 

O resto vai dormir nos cofres do Parque Antarctica.

Escrito por Roberto Vieira às 23h51
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1975: LIMA 1 X 0 FLAMENGO

 

                 

 

 

Demorou vinte e nove anos.



Do primeiro encontro em 10 de abril de 1946 até a primeira vitória em 27 de agosto de 1975.



Em 1946 havia Zizinho.



Em 1975, Zico.



Em 1946 apitou Mario Viana. Em 75, Armando Marques.



Pernambuco vivia um momento triste nas artes. A famosa coleção de arte sacra de Abelardo Rodrigues era comprada pela Bahia. Num episódio que mereceu o nome de 'Guerra Santa', o governador baiano Antônio Carlos Magalhães gastava três milhões de cruzeiros na aquisição do acervo.

 

Hoje, se um pernambucano deseja visitar a coleção, basta pegar um avião e visitar um museu no Pelourinho.



Foi também o tempo do famoso acidente de um barco do exército na lagoa do Parque Sólon de Lucena em João Pessoa. Trinta e cinco mortos.



Naquele ano em que o Led Zeppelin lançou o álbum duplo Physical Graffiti, o Náutico entrou no Arruda escalado com Neneca; Miguel, Djalma Sales, Sidclei e França; Pedro Omar e Juca Show; Betinho(Dedeu), Vasconcelos, Jorge Mendonça e Lima. O técnico era Orlando Fantoni.



O Flamengo formou com Cantarelli; Júnior, Jaime, Luís Carlos e Florêncio; Liminha e Geraldo; Doval, Luisinho, Zico e Edson. O técnico era Carlos Froner, o qual meses depois passaria Júnior da lateral direita para a esquerda.



Um público de 20.897 torcedores compareceu.



O Náutico atacou desde o início. O gringo Doval aperreando Sidclei. Pedro Omar colado em Zico.



Mas Jorge Mendonça e Vasconcelos levavam nítida vantagem sobre o miolo de zaga rubro-negro.



No primeiro tempo duas chances perdidas por Betinho e um gol claro desperdiçado por Luisinho. Mas o placar se manteve 0x0.



0x0, o mesmo resultado de 1968.



Até que aconteceu o previsível.



Falta nas proximidades da grande área.



Lima ajeita a bola para a cobrança aos 20' do segundo tempo.



O herói das finais do pernambucano de 1974 cobra.



Com a maestria de sempre. No ângulo.



Cantarelli nada pode fazer. Dedeu que entrara no lugar de Betinho com a camisa 14 se enrosca na rede com a bola.



Depois, o gigante Neneca se encarregou de trancar o gol com cadeado.



O Náutico vencia o Flamengo pela primeira vez na história.

 

Escrito por Roberto Vieira às 22h46
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NEM CAIPORA, NEM BICHO-PAPÃO

 

        

 

 

O que é o Flamengo, meus senhores?

 

Respondam.

 

O que é o Flamengo, meus senhores?

 

O Flamengo não é um time de futebol.

 

Foi time até Zico, Adílio e Andrade.

 

Mas mesmo ali não era time.

 

O Flamengo é uma paixão patrocinada por uma emissora de televisão.

 

Flamengo que virou paixão quando abriu suas portas ao futuro na década de 30.

 

Flamengo, casa grande e senzala.

 

Flamengo que nos anos 70 vivia a sua bancarrota (FOTO).

 

Falido.

 

Até que Roberto Marinho virou pra Márcio Braga e disse: Fiat Lux!

 

O resto é história. Começando por um garoto que estava lá desde 1970/1.

 

Pequeno, mirrado. Genial Messi dos anos 70.

 

Lapidado nos aparelhos de musculação.

 

Pois é meus senhores.

 

O Flamengo é uma paixão vitaminada por uma multinacional.

 

Globo-Times.

 

Mas não é nenhuma caipora ou mula-sem-cabeça.

 

Por mais que a imprensa insista em mistificar...

 

E sempre é bem melhor vencer um adversário com as cores rubro-negras.

 

Numa prévia do tira-teima na Ilha semana que vem.

 

Escrito por Roberto Vieira às 22h04
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OBRIGADO, BANKS!

 
 
           
 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

 

"Prezados amigos do IPPPP*,

 

 

Fiquei feliz ao escolherem meu nome para o seu Instituto de Pesquisa.

 

Ainda mais quando colocaram meu nome ao lado do nome de Pelé.

 

A idéia de confeccionar 1293 medalhas numeradas, cada uma referente a um gol do Rei, para serem vendidas e angariar fundos para a entidade? Supimpa!

 

Mas discordo de vocês em um ponto: O pedido de desculpas de Gordon Banks.

 

Banks que se desculpa no comercial bolado pela JWT, por ter defendido a cabeçada do Pelé em 1970.

 

Banks que se tornou eternamente responsável pelo que cultivou.

 

Francamente!

 

Larga disso.

 

E alguém ia preferir que a bola entrasse?

 

Vocês ainda não descobriram, meus amigos. Mais valiosos que os gols do Rei eram os gols que ele não fazia.

 

Senão, ele não seria um gênio. Seria um artilheiro qualquer, como meu nobre compatriota Fontaine.

 

Meus amigos, ainda está na hora de refazer a campanha publicitária.

 

Parem as máquinas!

 

Convoquem de novo o Banks, o Mazurkiewicz e o Viktor.

 

Criem três medalhas de ouro.

 

Cada uma com a imagem dos três lances imortais da carreira do camisa 10.

 

O chute do meio campo contra a Tchecoslováquia de Viktor.

 

A defesa monumental de Banks.

 

E o drible jazzístico em Mazurkiewicz na semifinal de 70.

 

Três obras-primas dignas de qualquer museu. Dignas de um Saint-Exupéry.

 

Muito mais belas que um gol. Tão valiosas quanto um esboço de Da Vinci.

 

Porque, ao invés de desculpas, devemos agradecer os três goleiros pela parceria na criação.

 

Como se fossem Pelé e Coutinho.

 

Vinícius e Jobim.

 

Lennon e McCartney.

 

 

PS: E cobrem mais caro pelas medalhas, por favor!"

 

 

O Pequeno Príncipe

 

 

* Instituo de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe

Escrito por Roberto Vieira às 16h29
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02/10/2008


O PULO DO TIMBU

 

           

 

 

Por ROBERTO VIEIRA

 

De vez em quando a gente ouve umas maluquices por aí. Doideira mesmo.

 

É o seguinte: A gente está numa rodada de pôquer e a torcida deseja que se mostre as cartas ao adversário.

 

Absurdo, concorda?

 

Ou melhor: A gente está em uma guerra e os jornais desejam que se explique qual vai ser a tática em Waterloo.

 

Hipocrisia, concorda?

 

Qual é o doido que conta o pulo do gato, ou melhor o pulo do Timbu?

 

Ninguém.

 

Futebol é pôquer, é guerra, é silêncio.

 

Como querem agora que Roberto Fernandes conte tintim por tintim o que vai fazer contra o Flamengo?

 

Só mesmo estando doido varrido...

 

Diz pra eles que a gente vai entrar com o time de juniores. Pra poupar os titulares pro jogo contra o São Paulo no Morumbi.

 

Lembrem, meus amigos.

 

Nunca se mente tanto quanto no amor, na guerra e no futebol!

 

Portanto, mintam meus amigos alvirrubros! Mintam até que o nariz arrebente!

 

Afinal, no futebol, só vence quem mente!

 

Escrito por Roberto Vieira às 16h05
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LOUCOS POR FUTEBOL

 

   

 

 

A viagem acabou, mas sempre resta uma imagem de fã.

 

Como encontrar o Celso Unzelte e o Marcelo Duarte.

 

Celso que é grande amigo do Lucídio.

 

Marcelo, integrante do júri que em 2006 escolheu meu conto Sándor para publicação no Caderno Especial do Estado de S. Paulo.

 

Ambos responsáveis pela organização de uma das alas do Museu do Futebol.

 

Ambos Loucos por Futebol.

 

Embora eu sinceramente ache que louco é quem não gosta de ver bola na rede!

Escrito por Roberto Vieira às 15h45
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CANAL 100/JOVEM PAN: PALMEIRAS 2 X 0 NÁUTICO, 1967

   

  http://jovempan.uol.com.br/jp/media/online/index.php%3Fview%3D12989&categoria%3D76&page%3D0            

 

 

Assisti em silêncio um jogo que nunca imaginei assistir.

 

Graças a Jovem Pan e ao Canal 100.

 

Graças a Marcelo Cavalcante do Blog do Torcedor.

 

O filme do Canal 100 da final da Taça Brasil 1967.

 

O dia em que um dilúvio carioca parou o Clube Náutico Capibaribe.

 

Aos interessados, cliquem no endereço acima.

 

É simplesmente imperdível!

 

Náutico/PE: Válter Serafim; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivan; Miruca, Ladeira, Nino e Lala. Técnico: Duque.

 


Palmeiras: Perez; Geraldo Scaleira, Baldocchi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Ademir da Guia, Tupãzinho e Lula. Técnico: Mário Travaglini.

 

 

Escrito por Roberto Vieira às 13h13
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01/10/2008


O MUSEU DO FUTEBOL

 
 
 

Por ROBERTO VIEIRA

 

Escrevo emocionado. Como apaixonado pelo futebol. Como apaixonado pelo Brasil. Escrevo depois de cruzar a porta de saída do Museu do Futebol no Estádio do Pacaembu em São Paulo, aberto finalmente ao público na manhã desta quarta-feira.

 

Uma parte da história recente do Brasil pode ser contada a partir da fascinação exercida pelo esporte bretão, o qual criou raízes e concebeu frutos em território de Pindorama. O encontro do Brasil com a sua própria cara e identidade. Um encontro de um país com seu presente e futuro.

 

Para o público pernambucano, o Museu do Futebol começa emocionando pelo encontro de seus clubes mais queridos logo na entrada. Longe de casa, a visão de nossas cores produz alegria e saudade. Um sentimento de infância perdida, uma lembrança das tardes de sol e de vitórias.

 

Mas o Museu não fica apenas em escudos e lembranças de gol. O genial Gilberto Freyre está presente em uma foto antológica ao lado de Sérgio Buarque de Hollanda e José Américo. Mais que isso. Gilberto Freyre está na mostra dos heróis da nossa história. Pela abertura monumental ao pensamento nacional com suas casas grandes e senzalas. Parece muito, mas ainda encontramos Manoel Bandeira e Nélson Rodrigues. Poesia e movimento, modernidade e irreverência.

 

Noutra sala, o grito das arquibancadas. E lá estão indeléveis os gritos de nossas torcidas. Fechamos os olhos e nos sentimos nos Aflitos, na Ilha, no Arruda. Olhos fechados, nosso coração dispara ao encontro do coração. Então, refeitos, chegamos na sala dos craques. Imensos, lá estão Vavá e Rivaldo. Vão e voltam, gigantes do nosso futebol.

 

A camisa 10 de Pelé é imperdível. Mas imperdível também é a figurinha gigante com a história e os títulos das maiores equipes do nosso futebol. Ou quem sabe, Ronaldinho Gaúcho fazendo embaixadinhas em três dimensões? Com sua estrutura óssea intercambiando os seus movimentos?

 

O futebol merece seu museu. Para que recordemos quem nós somos como povo. Para que recordemos a beleza de ser brasileiro. Para que todos nós voltemos a ser crianças nas asas da imaginação das quatro linhas do gramado.

 

O Brasil existiria sem o futebol, mas seria com certeza um Brasil sem graça, sem cores, sem gol. Um Brasil sem o (e)terno sorriso de criança.

 

Escrito por Roberto Vieira às 15h44
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