
Qual o jogo da seleção?
Quantos gols Pelé marcou?
Qual o tabu quebrado pela seleção?

Qual o jogo da seleção?
Quantos gols Pelé marcou?
Qual o tabu quebrado pela seleção?
Me perguntaram sobre a posição do Blog.
Sobre estas duas questões fundamentais.
O Blog já tocou no assunto.
E vai tornar a fazer.
Mas no momento.
O Blog se concentra no vudu de Santo André.
No Buraco Negro da Estrela Solitária.
E no Mico do Pó de Arroz.
Três joguinhos porretas vindos lá do Haiti...
Podem ser jogados em qualquer encruzilhada.


Na foto.
Ele aparece ao lado do Mestre Gradim.
Garimpando talentos no antigo Ferroviário.
Cria da escolinha tricolor de Waldomiro Silva.
Campeão de aspirantes pelo Sport.
No Íbis.
Marcou o gol que derrotou Sansão.
Colega de Vadinho no timaço do Central nos anos 60.
Brilhou no América.
Bateu bola no Botafogo-PB.
Encerrou a carreira no Vitória-BA.
Outra goiaba, companheiros!
Quem é o nosso craque?

Vejam como uma manchete pode ser maliciosa.
Edson Nogueira era o melhor preparador físico de Pernambuco.
Pentacampeão com o Santa Cruz.
Edinho foi contratado pelo Sport em 1975.
- Edinho que trabalharia no Corinthians em 1976 com Duque.
Pois bem.
Num dia sem manchete.
Sem ter o que escrever.
Alguém recebe a informação.
Edinho conversou com os jovens Santos e Jadir.
Promessas do juvenil do Santa Cruz.
Daí veio a ilação:
'Edinho está aliciando atletas do Santa'
O absurdo prossegue.
Com a tentativa de proibir a entrada de Edinho no Arruda.
Logo Edinho.
Que ironicamente.
Viria a ser trinta anos depois.
Presidente do Santa Cruz...

Vejam que absurdo!
Em 1975.
O Corinthians estava praticamente fora das finais do Paulistão.
Dependia de cinco resultados para sonhar com uma vaga.
Algo muito mais difícil que a situação atual do Náutico.
No domingo.
Em um passe de mágica.
Os milagres foram acontecendo.
Mas faltava o último.
O Guarani não podia vencer o Botafogo-SP.
Tudo ia bem.
Até que a defesa botafoguense rebateu.
Sérgio Lima dominou a pelota e marcou: Guarani 1 x 0.
Festa em Campinas.
Que nada!
Armando Marques marcou impedimento.
De quem até hoje não se sabe.
O Guarani ainda teve dois jogadores expulsos na confusão.
E tascou o advogado Pedro Andrade pra anular o jogo.
Escalpelar Armando.
Tudo em vão.
A mágica corintiana se concretizou.
Que absurdo, não acham?
O Bugre não acreditar em milagre.
Alguém duvidar da sanidade do Sr. A. Marques!

Longe demais do Capital e das capitais.
Em meio a uma ditadura cala-te-boca.
A Geração 65 produziu um Raimundo Carrero.
Um Maximiano Campos.
Um Sebastião Vila Nova.
Jaci Bezerra.
Marcos Aciolly.
Ou como diria Alberto Cunha Melo:
"... dentro da casa mora o teu povo localiza-se a tua pátria o universo inteiro vive dentro da tua casa burguês..."
Sem vírgulas.
Sem virgolino.
Com o sentimento do mundo.
Na palma da mão pernambucana...
Parodiando os portugueses:
Escrever é preciso, viver...

Cortei o autógrafo.
Para preservar o Mestre.
Eis a bela Anilza Leone.
Eleita em 1955.
Uma das dez mais bem despidas do Brasil.
Pela falecida revista Manchete.
Quase matou Adolfo Bloch do coração.
Um ano depois.
Anilza veio comemorar os festejos de momo em Recife.
Encantando o público do auditório.
Da Jornal do Commercio.
Deixando uma foto na terrinha.
Com beijos para ....
Rapaz de sorte!
Completando 48 horas sem dormir.
Fraldas e mamadeiras.
Mas não deixa de ser divertido.
Afinal.
O resultado da Loteria Esportiva.
Tem gente se marcando.
O que pode até garantir alguma coisa.
Mas atrás?
Vem gente!
Ninguém acertou o resultado da semana.
Aliás.
Foi a rodada com menor número de acertos...
1. Durval Valença - 340 2. André Gustavo - 330 3. Clávio Guimarães e Newton Pinheiro - 326 5. Carlos Henrique e Arsenio Meira - 322 7. Erik - 308 8. Geandre - 302 9. Guilherme Dias - 296 10. Edgar Mattos - 292 11. Osvaldo Soares - 284 12. Washington Vaz - 282 13. Marcos Japiassú - 276 14. João Carlos - 272 15. Sérgio Oliveira - 270 16, Lucídio José de Oliveira - 264 17. Joaquim Herbenio – 258 18. Houldine - 256 19. Antonio Ricardo - 228 20. Danilo Otoni - 180 21. Rafael Alves, Robpe e Rafael Medeiros- 162 24. Breno Lobo - 146 25. Manuel Oliveira - 144 26. Marssel Vilaça - 136 27. Fabiano e Harold - 104 29. Fábio Barros - 86 30. Manoel Júlio - 84 31. José Carréra - 46 32. Rafael Borba - 36 33. João Víctor - 20 34. Alexandre 74 - 12 35. Carlos Eduardo - 6 36. Sérgio Galvão - 4 37. Alexandre Jorge - 2

Por DURVAL VALENÇA FILHO
No último sábado, dia 21 de novembro, os moradores do Recife com idade acima de 60 anos puderam realizar exames gratuitos de diagnóstico oftalmológico. A ação, desenvolvida pelo Instituto de Olhos do Recife (IOR), chamou-se ViVer - Recife contra a Degeneração Macular.
O evente aconteceu na sede do IOR no Espinheiro. Foram atendidos gratuitamente 200 pessoas. Aqueles com diagnóstico firmado da doença foram submetidos a mais três exames complementares. O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) e a Retinografia e Angiofluoresceinografia. Todos também gratuítos com o intuito de avaliar o estágio da doença e a possibilidade de tratamento.
O objetivo do projeto foi conscientizar a população da cidade sobre a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), principal causa de cegueira em pessoas acima de 65 anos no mundo ocidental. Também foram distribuídas cartilhas com informações sobre outras doenças que afetam a visão dos idosos, como a catarata, retinopatia diabética e o glaucoma.
A DMRI é uma doença de causa desconhecida que atinge pacientes com idade geralmente acima de 60 anos e que causa a perda da visão central, gerando prejuízos à qualidade de vida dos pacientes, por dificultar a realização de tarefas diárias, como ler, realizar trabalho manual detalhado, dirigir, cozinhar, ver as horas ou identificar fisionomias. Com a progressão da doença, o paciente pode perder a sua independência, gerando a necessidade dos familiares tornarem-se seus cuidadores. Entre os seus sintomas estão visão ondulada, distorção de imagens, manchas escuras ou espaços em branco na visão central.
Existem dois tipos principais de DMRI: A DMRI Seca (não tem nada haver com olho seco), onde há apenas depósitos amarelados na retina (drusas). Geralmente sem prejuízo à visão. A outra forma mais severa é a DMRI úmida, onde há crescimento anormal de vasos abaixo da retina (mácula) que provocam sangramentos, edema, formação de membranas com distorção da retina causando grande baixa da visão.
O tratamento da DMRI seca consiste em acompanhamento apenas e em alguns casos, suplementos vitamínicos. Já a DMRI úmida, o tratamento é mais difícil. Até alguns anos pouco podia-se ajudar esses pacientes. Hoje dispomos de drogas que podem estabilizar a doença e, em alguns casos, melhorar a visão. São as drogas anti-angiogênicas que atuam nos vasos anormais controlando a doença. Um grande empecilho para este tratamento é que a única droga existente com registro legal para uso oftalmológico, chamada Ranibizumabe, é de alto custo e dificulta o acesso ao tratamento por parte da população geral. Estamos tentando, com o apoio da Sociedade de Oftalmologia de Pernambuco, que esta droga seja incluida no rol de medicamentos especiais da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco para que os pacientes tenham acesso gratuíto ao tratamento.




Ninguém ainda acertou uma Quiz Grande Mestre.
Então.
Vamos a segunda chance.
1. Quais os três jogadores nas fotos?
2. Quais as duas coincidências em suas vidas?
3. Para quais clubes foram ao deixarem Pernambuco?
Boa sorte!!

Campeão pernambucano de 1944.
Aprontou pra cima do Náutico.
O América-PE é convidado para ver o que a baiana tem.
Comandada pelo jovem Rubem Moreira.
A delegação visita Bulcão Viana.
O então interventor da Boa Terra.
No Palácio do Governo em Salvador.
Na visita.
O árbitro e cronista baiano Carlos Godinho.
O técnico Álvaro Barbosa Oséas.
O jornalista, e fanático pelo América, Hélio Pinto.
O interventor getulista Bulcão Viana.
Rubem Moreira.
O presidente do Ypiranga, Raimundo Viana.
E os craques:
Dengoso.
Edgard.
Lucas.
E Leça.
Leça que iria se tornar sinônimo de goleiro na Bahia.
Ídolo maior de Gilberto Gil...


Em 1975.
Um mito custava 100 mil cruzeiros de luvas.

Mais goiaba?
Impossível.
Um por um.
Diga os nomes desta linha atacante do Verdão.
Meu Deus!
Até vovó acertava...
Resposta: Ronaldo, Fedato, Leivinha, Ademir da Guia e Piau.

7 de julho de 1975.
Geraldão.
Bloqueio de Fúlvia.
Final do Campeonato Brasileiro de Vôlei Juvenil.
Pernambuco vencera o primeiro set: 15 x 6.
Mesmo escore do segundo set.
No terceiro set, silêncio nas arquibancadas.
São Paulo dispara 9 x 1.
Então.
As pernambuanas comandadas por Edniltom Vasconcelos reagem.
E vencem o duelo com inesquecíveis 15 x 13.
Pernambuco 3 x 0 São Paulo.
Um atônito Carlos Nuzman entrega as medalhas.
As paulistas se olham derrotadas.
Onde estarão?
Nara.
Marilda.
Maria Izabel.
Ana Lúcia.
Ilma.
Vera, Nadja e Rosa.
Ignácia, Glória e Fúlvia.
Edite.
Margarida.

O Torneio Grande Mestre.
Irá premiar como no xadrez.
Os supercraques do Blog.
Pra ser Grande Mestre.
O participante deve acertar uma Quiz Grande Mestre.
Perguntas com um nível de dificuldade acima do convencional.
A primeira Quiz é sobre a foto acima.
Eis as perguntas da Quiz.
Só vale quem acertar todas as questões.
1. Qual a equipe da foto?
2. Qual o Torneio que conquistou?
3. Qual a escalação da foto?
Resposta: esta é a equipe do Íbis, campeã do Torneio Início. Em pé: Ronaldo, China, Índio, Nêgo, Biu e Paulo; Agachados: Joãozinho, o artilheiro Carlitos, Walter, Valdir e Severino.

Torneio Início era coisa séria.
Tinha desfile.
Bandeira.
Troféu.
Organizado pela Associação dos Cronistas de Pernambuco.
Celebrado por personalidades.
Como Haroldo Praça, Laudenor Pereira e Aristófanes de Andrade.
Esta foto é de 1952.
Pra quem sabe tudo.
Quais os três times que aparecem na sequência do desfile?

O Flamengo ainda é o Flamengo.
Mas o América...
O América era poderoso.
O Flamengo.
Tricampeão carioca.
Time de Zizinho, Nilton, Bria, Jaime, Perácio, Pirilo e Vevé.
Quase uma seleção brasileira.
Pois o Flamengo sofreu nas mãos do América.
7 de abril de 1946.
Capuco acabou com Zizinho.
Leça fazia misérias no arco.
Julinho e Djalma davam show de bola.
No final.
Prevaleceu a técnica refinada dos cariocas.
Flamengo 4 x 2 América-PE
Mas a torcida foi pra casa maravilhada.
Pois Zezinho chegou a perder um pênalti.
Pênalti que podia ter modificado o destino da peleja.
A renda?
Fantásticos 123 mil cruzeiros.
Recorde absoluto no Norte-Nordeste.
Hoje.
O América luta para sobreviver.
Mas pra quem ama o futebol.
O América será sempre imortal...
Sou defensor intransigente dos pontos corridos.
Do acesso e descenso.
A fórmula 'menos imperfeita' para disputar um campeonato.
Mas a fórmula tem pecados.
E os pecados foram todos revelados neste campeonato.
Tribunais espúrios.
Benefício dos clubes do Rio.
Arbitragens tendenciosas.
Tudo oculto na mídia.
Com as desculpas de praxe.
O futebol.
Assim como todos os esportes.
Depende da ética e da integridade dos participantes.
Pois se a coisa já era um vexame.
Este ano tornou-se um caos.
Podendo ficar ainda pior quando faltam duas rodadas.
Em um torneio de pontos corridos.
Compreende-se o estado psicológico de um time rebaixado.
Compreende-se o dinheiro das televisões.
Entretanto é necessária a compreensão.
De que cada ponto disputado carrega em si a classificação de outrem.
Se o Goiás entra em campo lerdo.
O Flamengo sai de campo líder.
Se o Vitória não almeja nada.
O Fluminense escapa de ser rebaixado.
Se o Sport tirou férias.
O Internacional está na Libertadores.
O São Paulo pode confeccionar suas faixas.
Se o Corinthians deixa Ronaldo de fora.
Novamente o Flamengo é beneficiado.
Simples.
Cada time depende do outro na reta final.
Quando qualquer ponto perdido pode ser fatal.
Jogar a sério.
Manter-se competitivo.
É uma necessidade para manter a própria competição uma coisa séria.
Agora.
O campeonato atual pode ser chamado de tudo.
Menos de uma coisa séria.
A discussão sobre os pecados da fórmula é fundamental.
Porque o futuro sempre vem.
Como acreditar em um campeonato de cartas marcadas?
Como encarar um campeonato em que na última rodada?
Um título ou um descenso possa ser decidido por desinteresse?
Por malas brancas e malas pretas?
Isso é futebol profissional.
E esse foi o campeonato mais amador de todos os Brasileirões.
O texto é utopia?
Claro!
Mas se a senha está dada para o vale-tudo.
E parece que agora tudo vale.
Então é preciso botar o dedo na ferida.
Porque o torcedor está sendo feito de bobo...

Eu estava de frente pro palco.
Na primeira fila.
Alguém mais se lembra?
Festa.
Multidão.
Goiás.
0 x 0.
O julgamento do STJD na quinta-feira.
Com os jogadores do São Paulo.
Promete...

O Santos venceu o Coritiba.
O Santo André venceu o Avaí.
O Botafogo bateu o São Paulo.
O Fluminense passou pelo Sport.
De todos os resultados.
A vitória do Botafogo era duvidosa.
Mas o Botafogo tinha o filho de Jó.
E Jobson que não marca nunca.
Marcou duas vezes.
O tricolor paulista sofreu.
Com a suspensão de Dagoberto e cia.
Agora?
Agora é ganhar do Santo André no duelo da morte.
Ainda dá para o Náutico?
Dá.
Mas a vitória botafoguense foi cruel.
Dois comentários.
Primeiro.
A atuação dos gandulas no Engenhão foi deplorável.
Fosse por estas bandas...
Em segundo.
O Náutico faria o mesmo falsete do Sport.
Faria, não.
Já fez no passado.
Reclamar do fato não faz sentido.
Vamos em frente.
Quem viver, verá!
NOTA: O primeiro texto saiu com o termo 'falseta' o qual significa ato desleal. Em seu lugar o correto seria 'falsete', um tipo de canto distinto do original. O futebol realmente não é território de falsetas. Seria muita imaginação do blogueiro...

Seleção de Pernambuco, 1931
Osvaldo Salsa

Sport x Fluminense.
Um ícone rubro-negro dispara.
Dois zagueiros são batidos na corrida.
Ele balança as redes.
Gol!
Gol nada!!
O simpático juiz anula na maior cara de pau.
Mesmo assim.
O Sport vencia.
O juiz dá vinte minutos de descontos.
O Fluminense empata.
País sai aos prantos.
Um diretor rubro-negro agride o árbitro.
Fácil.
Quem foi o juiz deste duelo?
Quem marcou o gol erroneamente anulado?
... Não pude deixar de mandar meus agradecimentos ao Juca... Valeu, Juca!
Mano Menezes está tranquilo.
As mesmas camisas vermelhas.
O Corinthians muito mais time.
Será?
Futebol não se ganha de véspera.
Patrick finta. Cruza.
A bola é desviada e chega em Bruno Mineiro.
Um toque para o chão.
Gol.
Náutico 1 x 0 Corinthians.
Minutos depois.
Bruno Mineiro entra livre e finta o goleiro.
Porém, Rafael Santos como um felino defende.
Mano já não ri.
Na volta do intervalo. Chuva. Frio.
O maior artilheiro de todas as copas marca.
Corinthians 1 x 1 Náutico.
Mano gesticula e grita.
Mas o Timbu resiste bravamente em campo.
Até a expulsão injusta de Bruno.
Os pernambucanos agora têm um homem a menos.
Os paulistas têm o Fenômeno.
Que finge chutar e toca.
O chute de Elias encontra o pé de Michel.
Corinthians 2 x 1.
O golpe de misericórdia teve hora marcada.
O maior artilheiro de todas as copas entra livre.
Toureiro na Plaza.
Com um toque sutil tenta encobrir Gledson.
Mas Gledson não é Oliver Khan.
Gledson que estica as mãos e defende.
Como quem se imagina Banks.
Edno ainda manda um foguete.
Mas Gledson salva espetacularmente.
Lessa entra em campo.
Garoto Lessa.
Craque Lessa.
A defesa corintiana bate cabeça.
Bola para Nilson.
Nilson se descobre Sócrates.
Ou seria Salomão?
Bala se descobre Rivelino.
Ou seria Ivan Brondi?
O Náutico se descobre gol.
Um gol fantástico aos 40' da etapa final.
Silêncio na Paulicéia.
São Vicente se cala.
O maior PIB da América Latina ouve um grito ancestral.
Um gigante nascido no Norte.
Uma equipe que desconhece a palavra derrota.
Último segundo.
Os alvirrubros estão no ataque.
Escudero segura Ailton pelo braço.
Pênalti.
Mil vezes pênalti.
Mano Menezes está tranquilo.
Os corintianos cercam o juiz.
Ailton ajeita a bola na marca de cal.
Em algum lugar de Olinda um torcedor chora.
Outro se ajoelha.
Um terceiro faz o sinal da cruz.
Ailton corre.
Finge que vai bater e vira Pelé.
Na semana do milésimo gol.
Ailton fica parado.
Ailton e o tempo.
Ailton e os dezessete anos invictos contra o Corinthians.
Depois de duas horas contadas no meu cronômetro.
Ailton toca.
De leve.
No canto de Rafael Santos.
Mano Menezes fecha os olhos.
A torcida alvirrubra se abraça nas arquibancadas do Pacaembu.
Molhada pela garoa paulistana.
Ou seriam lágrimas?
Os jogadores abraçam o técnico Geninho.
Solitário.
Na beira do campo.
Um velho senhor beija a velha faixa de campeão.
E retorna para a eternidade.
O Pacaembu continua sendo a sua casa.
Seu nome:
Silvio Tasso Lasalvia.
Mas podem chamar de BITA!

NOTA: Descrever a noite de hoje é impossível. Pela vitória antológica. Mas também pela companhia desses loucos e apaixonados alvirrubros Carlos Celso e Durval Valença. Pelas lágrimas ao telefone do amigo Adethson Leite. Pela voz de Lucídio, lá longe em Bonito. Lúcido Lucídio. Pelo Carlos Henrique, subtraído do jogo para ir ao cinema. Por Edgar Mattos gritando na vastidão dos tempos. Por todo Bar do Neno em festa. Neno do alvirrubro garçom Alex. Pela companhia de Antônio Ricardo e do seu timbuzinho. Pelas palavras da rubro-negra Carla ao lado do seu amado alvirrubro - vocês sabem quem é o alvirrubro? Foi uma noite para ficar guardada para sempre em meu coração. Como esse teimoso e apaixonante Clube Náutico Capibaribe... Turma! Milagre!! Carlos Celso Cordeiro tomou um chopp!!!
* Tomei emprestado o título do Mestre Houldine!
Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
Sou fã de carteirinha de Tostoi. Um cara inteligente, sério, extremamente religioso. Um gênio. Nascido em berço esplêndido, de todo modo um gênio. Pessoalmente talvez não a figura elegante da foto exibida aqui no blog. O texto de Roberto, irrepreensível. Mas nem todo dia, Tostoi era o cara elegante da foto. A julgar pelo texto irreverente que transcrevo abaixo, da autoria do jornalista Fausto Wolf, colhido das páginas dos bons tempos de O Pasquim. Tomei a liberdade, com a devida permissão do editor Roberto, de substituir algumas palavras ditas grosseiras, por similares ou genéricas mais palatáveis. Afinal, o blog é visitado por rapazes e uma ou outra jovem de boa família. Eis o saboroso texto do saudoso Fausto Wolf, um gozador: "O aristocrata latifundiário era feio, desdentado e fedorento. Parecia um daqueles monstros que fazem figuração nos quadros de Bosh. Aos quinze anos comeu uma prostituta e depois chorou muito. Rico e famoso, casou-se aos 34 anos e teve treze filhos com sua mulher. Considerava-se um canalha por causa do apetite sexual insaciável. Pensou até em suicidar-se mas desistiu ao tornar-se cristão. Escreveu: ‘Descobri que a fé em Deus pode dar um sentido à existência do homem e unir as pessoas numa fraternidade de justiça e amor universais’. Seu credo pessoal passou a ser ‘O Sermão da Montanha’, que vivia citando aos camponeses: ‘Parem de trepar, seus pecadores!’ – bradava. Passou a usar roupas de camponês, a fazer trabalhos braçais e pensou em abrir mão de suas propriedades, que eram muitas, e passar os direitos de suas obras para o domínio público. Quando sua mulher – que chegou a copiar treze vezes sua obra-prima, o ‘Guerra e Paz’, soube de suas intenções, acusou-o de ser homossexual. ‘Homossexual é o pobre do Tchaikosvsky, mas bem que eu gostaria de me livrar dessa sede interminável’. Considerado um santo por seus empregados e seguidores, jamais praticou a castidade que recomendava aos outros. Além de comer a mulher, comeu todas as criadas, as parentas, as admiradoras e camponesas que apareciam à sua frente. Teve mais de 20 filhos ilegítimos. Sentia uma culpa terrível. Dizia: ‘Vejo as mulheres como um mal social necessário mas procuro evitá-las o mais que posso’. Não procurava tanto, pois quando não estava escrevendo, estava trepando. Trepava e sofria, trepava e chorava, trepava e rezava, trepava e se arrependia, trepava e se penitenciava, mas não parava de trepar este gênio sacana que foi Leon Tostói e ao qual a humanidade e as artes tanto devem."


Gilmar e Manuelzinho
9 de maio de 1954. Estádio da Ilha do Retiro. O primeiro confronto entre Náutico e Corinthians. A partida fazia parte de uma excursão do Corinthians. Patrocinada pelo Sport Club do Recife nas comemorações do seu cinquentenário. Grana de Adelmar Costa Carvalho. O Timão saiu na frente mas não segurou a vitória. Foi um dia de muita chuva no Recife. O Capibaribe nobre, cheio de baronesas. Mas não faltou gente pra assistir o duelo. Era o segundo jogo do alvinegro paulistano em Pernambuco. Ele estreara dois dias antes contra o América. Como cartão de visitas. Um sonoro 3x0 com gols de Nardo, Luizinho e Carbone. Naquela tarde nublada de domingo, o Corinthians formou com: Gilmar, Murilo e Olavo; Idario, Goiano e Roberto; Cláudio, Luisinho, Nardo, Carbone e Simão. Muitos jogariam meses depois contra o Palmeiras na conquista do Paulistão. Mal sabiam que estavam prestes a iniciar um jejum de 23 anos. Um jejum histórico. O Náutico, terceiro colocado no certame pernambucano. Distante ainda das glórias do hexacampeonato. Náutico que também seria o campeão estadual de 1954. Alinhou em campo alguns dos melhores jogadores da sua história: Manuelzinho, Caiçara e Lula; Gilberto, Gago e Jaiminho; Ivanildo, Ivson, Hamilton, Marcos e Zeca. A linha defensiva conhecida de cor e salteado pelos meninos da época. Logo aos 17' do primeiro tempo. Luizinho, aproveitando de cabeça um cruzamento de Cláudio, inaugura o marcador. Segue-se intensa pressão sobre o arco de Manuelzinho. Mesmo assim, o placar termina inalterado no primeiro tempo. O alvirrubro reage na segunda etapa. Lance confuso na área. Ivson engana o arqueiro corintiano dando números definitivos ao marcador. Náutico 1 x 1 Corinthians. Era comum os jornais da época publicarem um resumo dos matches:
Corinthians | Náutico | |
Trave | 1 | 1 |
Ataques | 23 | 30 |
Escanteios | 3 | 12 |
Faltas | 15 | 20 |
Off-side | 4 | 2 |
Defesas | 12 | 12 |
Gols | 1 | 1 |
O grande destaque da partida, segundo a imprensa pernambucana foi Gilmar. O goleiro que iria se consagrar no Santos de Pelé . Três dias depois o Corinthians seria derrotado pelo anfitrião Sport por 2x0. E encerraria sua temporada em Pernambuco com uma goleada sobre o Santa Cruz no dia 16 de maio: 5x1 Há 55 anos .

Ninguém lembra.
Mas em 1981 e 1982 ele estava estraçalhando.
Pena.
Ele bem que valia um: "Bota Jorge, Telê"
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