
Seleção de Pernambuco, 1931
Osvaldo Salsa

Seleção de Pernambuco, 1931
Osvaldo Salsa

Sport x Fluminense.
Um ícone rubro-negro dispara.
Dois zagueiros são batidos na corrida.
Ele balança as redes.
Gol!
Gol nada!!
O simpático juiz anula na maior cara de pau.
Mesmo assim.
O Sport vencia.
O juiz dá vinte minutos de descontos.
O Fluminense empata.
País sai aos prantos.
Um diretor rubro-negro agride o árbitro.
Fácil.
Quem foi o juiz deste duelo?
Quem marcou o gol erroneamente anulado?
... Não pude deixar de mandar meus agradecimentos ao Juca... Valeu, Juca!
Mano Menezes está tranquilo.
As mesmas camisas vermelhas.
O Corinthians muito mais time.
Será?
Futebol não se ganha de véspera.
Patrick finta. Cruza.
A bola é desviada e chega em Bruno Mineiro.
Um toque para o chão.
Gol.
Náutico 1 x 0 Corinthians.
Minutos depois.
Bruno Mineiro entra livre e finta o goleiro.
Porém, Rafael Santos como um felino defende.
Mano já não ri.
Na volta do intervalo. Chuva. Frio.
O maior artilheiro de todas as copas marca.
Corinthians 1 x 1 Náutico.
Mano gesticula e grita.
Mas o Timbu resiste bravamente em campo.
Até a expulsão injusta de Bruno.
Os pernambucanos agora têm um homem a menos.
Os paulistas têm o Fenômeno.
Que finge chutar e toca.
O chute de Elias encontra o pé de Michel.
Corinthians 2 x 1.
O golpe de misericórdia teve hora marcada.
O maior artilheiro de todas as copas entra livre.
Toureiro na Plaza.
Com um toque sutil tenta encobrir Gledson.
Mas Gledson não é Oliver Khan.
Gledson que estica as mãos e defende.
Como quem se imagina Banks.
Edno ainda manda um foguete.
Mas Gledson salva espetacularmente.
Lessa entra em campo.
Garoto Lessa.
Craque Lessa.
A defesa corintiana bate cabeça.
Bola para Nilson.
Nilson se descobre Sócrates.
Ou seria Salomão?
Bala se descobre Rivelino.
Ou seria Ivan Brondi?
O Náutico se descobre gol.
Um gol fantástico aos 40' da etapa final.
Silêncio na Paulicéia.
São Vicente se cala.
O maior PIB da América Latina ouve um grito ancestral.
Um gigante nascido no Norte.
Uma equipe que desconhece a palavra derrota.
Último segundo.
Os alvirrubros estão no ataque.
Escudero segura Ailton pelo braço.
Pênalti.
Mil vezes pênalti.
Mano Menezes está tranquilo.
Os corintianos cercam o juiz.
Ailton ajeita a bola na marca de cal.
Em algum lugar de Olinda um torcedor chora.
Outro se ajoelha.
Um terceiro faz o sinal da cruz.
Ailton corre.
Finge que vai bater e vira Pelé.
Na semana do milésimo gol.
Ailton fica parado.
Ailton e o tempo.
Ailton e os dezessete anos invictos contra o Corinthians.
Depois de duas horas contadas no meu cronômetro.
Ailton toca.
De leve.
No canto de Rafael Santos.
Mano Menezes fecha os olhos.
A torcida alvirrubra se abraça nas arquibancadas do Pacaembu.
Molhada pela garoa paulistana.
Ou seriam lágrimas?
Os jogadores abraçam o técnico Geninho.
Solitário.
Na beira do campo.
Um velho senhor beija a velha faixa de campeão.
E retorna para a eternidade.
O Pacaembu continua sendo a sua casa.
Seu nome:
Silvio Tasso Lasalvia.
Mas podem chamar de BITA!

NOTA: Descrever a noite de hoje é impossível. Pela vitória antológica. Mas também pela companhia desses loucos e apaixonados alvirrubros Carlos Celso e Durval Valença. Pelas lágrimas ao telefone do amigo Adethson Leite. Pela voz de Lucídio, lá longe em Bonito. Lúcido Lucídio. Pelo Carlos Henrique, subtraído do jogo para ir ao cinema. Por Edgar Mattos gritando na vastidão dos tempos. Por todo Bar do Neno em festa. Neno do alvirrubro garçom Alex. Pela companhia de Antônio Ricardo e do seu timbuzinho. Pelas palavras da rubro-negra Carla ao lado do seu amado alvirrubro - vocês sabem quem é o alvirrubro? Foi uma noite para ficar guardada para sempre em meu coração. Como esse teimoso e apaixonante Clube Náutico Capibaribe... Turma! Milagre!! Carlos Celso Cordeiro tomou um chopp!!!
* Tomei emprestado o título do Mestre Houldine!
Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
Sou fã de carteirinha de Tostoi. Um cara inteligente, sério, extremamente religioso. Um gênio. Nascido em berço esplêndido, de todo modo um gênio. Pessoalmente talvez não a figura elegante da foto exibida aqui no blog. O texto de Roberto, irrepreensível. Mas nem todo dia, Tostoi era o cara elegante da foto. A julgar pelo texto irreverente que transcrevo abaixo, da autoria do jornalista Fausto Wolf, colhido das páginas dos bons tempos de O Pasquim. Tomei a liberdade, com a devida permissão do editor Roberto, de substituir algumas palavras ditas grosseiras, por similares ou genéricas mais palatáveis. Afinal, o blog é visitado por rapazes e uma ou outra jovem de boa família. Eis o saboroso texto do saudoso Fausto Wolf, um gozador: "O aristocrata latifundiário era feio, desdentado e fedorento. Parecia um daqueles monstros que fazem figuração nos quadros de Bosh. Aos quinze anos comeu uma prostituta e depois chorou muito. Rico e famoso, casou-se aos 34 anos e teve treze filhos com sua mulher. Considerava-se um canalha por causa do apetite sexual insaciável. Pensou até em suicidar-se mas desistiu ao tornar-se cristão. Escreveu: ‘Descobri que a fé em Deus pode dar um sentido à existência do homem e unir as pessoas numa fraternidade de justiça e amor universais’. Seu credo pessoal passou a ser ‘O Sermão da Montanha’, que vivia citando aos camponeses: ‘Parem de trepar, seus pecadores!’ – bradava. Passou a usar roupas de camponês, a fazer trabalhos braçais e pensou em abrir mão de suas propriedades, que eram muitas, e passar os direitos de suas obras para o domínio público. Quando sua mulher – que chegou a copiar treze vezes sua obra-prima, o ‘Guerra e Paz’, soube de suas intenções, acusou-o de ser homossexual. ‘Homossexual é o pobre do Tchaikosvsky, mas bem que eu gostaria de me livrar dessa sede interminável’. Considerado um santo por seus empregados e seguidores, jamais praticou a castidade que recomendava aos outros. Além de comer a mulher, comeu todas as criadas, as parentas, as admiradoras e camponesas que apareciam à sua frente. Teve mais de 20 filhos ilegítimos. Sentia uma culpa terrível. Dizia: ‘Vejo as mulheres como um mal social necessário mas procuro evitá-las o mais que posso’. Não procurava tanto, pois quando não estava escrevendo, estava trepando. Trepava e sofria, trepava e chorava, trepava e rezava, trepava e se arrependia, trepava e se penitenciava, mas não parava de trepar este gênio sacana que foi Leon Tostói e ao qual a humanidade e as artes tanto devem."


Gilmar e Manuelzinho
9 de maio de 1954. Estádio da Ilha do Retiro. O primeiro confronto entre Náutico e Corinthians. A partida fazia parte de uma excursão do Corinthians. Patrocinada pelo Sport Club do Recife nas comemorações do seu cinquentenário. Grana de Adelmar Costa Carvalho. O Timão saiu na frente mas não segurou a vitória. Foi um dia de muita chuva no Recife. O Capibaribe nobre, cheio de baronesas. Mas não faltou gente pra assistir o duelo. Era o segundo jogo do alvinegro paulistano em Pernambuco. Ele estreara dois dias antes contra o América. Como cartão de visitas. Um sonoro 3x0 com gols de Nardo, Luizinho e Carbone. Naquela tarde nublada de domingo, o Corinthians formou com: Gilmar, Murilo e Olavo; Idario, Goiano e Roberto; Cláudio, Luisinho, Nardo, Carbone e Simão. Muitos jogariam meses depois contra o Palmeiras na conquista do Paulistão. Mal sabiam que estavam prestes a iniciar um jejum de 23 anos. Um jejum histórico. O Náutico, terceiro colocado no certame pernambucano. Distante ainda das glórias do hexacampeonato. Náutico que também seria o campeão estadual de 1954. Alinhou em campo alguns dos melhores jogadores da sua história: Manuelzinho, Caiçara e Lula; Gilberto, Gago e Jaiminho; Ivanildo, Ivson, Hamilton, Marcos e Zeca. A linha defensiva conhecida de cor e salteado pelos meninos da época. Logo aos 17' do primeiro tempo. Luizinho, aproveitando de cabeça um cruzamento de Cláudio, inaugura o marcador. Segue-se intensa pressão sobre o arco de Manuelzinho. Mesmo assim, o placar termina inalterado no primeiro tempo. O alvirrubro reage na segunda etapa. Lance confuso na área. Ivson engana o arqueiro corintiano dando números definitivos ao marcador. Náutico 1 x 1 Corinthians. Era comum os jornais da época publicarem um resumo dos matches:
Corinthians | Náutico | |
Trave | 1 | 1 |
Ataques | 23 | 30 |
Escanteios | 3 | 12 |
Faltas | 15 | 20 |
Off-side | 4 | 2 |
Defesas | 12 | 12 |
Gols | 1 | 1 |
O grande destaque da partida, segundo a imprensa pernambucana foi Gilmar. O goleiro que iria se consagrar no Santos de Pelé . Três dias depois o Corinthians seria derrotado pelo anfitrião Sport por 2x0. E encerraria sua temporada em Pernambuco com uma goleada sobre o Santa Cruz no dia 16 de maio: 5x1 Há 55 anos .

Ninguém lembra.
Mas em 1981 e 1982 ele estava estraçalhando.
Pena.
Ele bem que valia um: "Bota Jorge, Telê"

Obama paulistano.
Naufragou na mulher e nos precatórios.
Lembra dos precatórios?
Agora ele é apenas uma lição política:
Precatório pode.
Precatório + Divórcio = Suicídio.

Por ROBERTO VIEIRA
27 de setembro de 1914.
Campo do Gimnasia y Esgrima em Buenos Aires.
O Brasil está vencendo a Argentina por 1 x 0.
O atacante Leonardi domina e empata.
Festa na tribuna.
Silêncio em campo.
O capitão portenho Gallup Lanús convoca os companheiros.
E avisa o árbitro-cirurgião Alberto Borgeth:
"Mano!"
O Brasil vence graças a honestidade de los hermanos.
Pra quem ama o esporte.
Gallup tornou-se imortal.
Ninguém está aqui para comparar épocas.
Amadorismo e profissionalismo.
Gallup, Diego, Túlio e Henri.
Mas parece que o esporte caminha rumo a uma encruzilhada.
O público e a mídia desejam campeões.
Homens de aço.
Os atletas imaginam que os fins justificam os meios.
Se dopam.
Metem a mão na bola.
Beijam os escudos das camisas como relíquias sagradas.
Para logo depois mudar de religião.
Os pseudo-campeões imaginam os perdedores um bando de otários.
Um dia essa farra vai acabar.
Não porque atletas, FIFA, COI ou empresários terão criado bom senso.
Porém, porque a ética se tornará indispensável ao ser humano.
De que adianta um campeão fajuto?
De que vale um gol nascido da trapaça?
Um dia.
A classificação da França para o Mundial 2010.
A Copa da Argentina em 1986.
A Copa da Inglaterra em 1966.
Entre tantas outras falcatruas.
Serão julgadas pelo que realmente são.
Roubo e mistificação.
Pode levar décadas. Cem anos.
Pode parecer um sonho.
Entretanto, se o esporte deseja sobreviver como um ideal para a juventude.
Se o esporte almeja servir como instrumento de educação.
As mãos de Henri, Túlio e Diego não irão balançar os berços e as redes.
Porque o exemplo a ser seguido.
O gesto a ser ensinado aos jovens.
Repousa naquela partida pela Copa Roca de 1914.
Quando um capitão argentino tornou-se imortal...

Gallup Lanús



Responda rápido:
O que esses homens têm em comum?
Fritz Walter.
Obdulio Varela.
Winston Churchill.
Marechal Zhukov.
Nelson Mandela.
James Braddock.
Ivanildo Souto da Cunha.
Isso mesmo!
Todos eles tinham 1% de chance de sobreviverem.
De voltarem vitoriosos para casa.
De tornarem a enxergar a luz do dia.
Eles eram os derrotados.
A escória.
Mas alguém deve ter esquecido de avisa-los.
Eles mandaram os 99% pras cucuias.
Probabilidade é uma boa maneira de enganar os trouxas.
Você sacode um número na cara do indivíduo e voilá!
Só esquecem de avisar Stalingrado.
O Náutico, meus senhores.
Já esteve na mesma situação dezenas de vezes.
O Náutico já recebeu até extrema-unção.
Erro do padre de plantão.
O diagnóstico médico foi apressado.
Caronte viajou de mãos abanando.
Náutico que não tem uma estátua de Ivanildo em sua sede.
Ivanildo que fazia tremer os adversários.
Ivanildo que lutava até o minuto final.
O texto significa que amanhã o Timbu vence o Timão?
Não.
O texto apenas exemplifica.
Uma verdade da vida.
As Hungrias da vida são imbatíveis.
Até sofrerem a primeira derrota.
Divisão Panzer.
STJD.
Erros de diretoria.
Jogar com goleiro improvisado.
Com dez homens em campo.
A gente combate com sangue, suor e lágrimas.
Quer um exemplo?
Se o time do Náutico contra o Corinthians.
Fosse formado por onze torcedores apaixonados.
Ou se houvesse ainda um Espingardinha em campo.
O que não é a mesma coisa.
Mas daria no mesmo.
A gente podia dormir tranquilo.
Serenos.
Porque de sangue, de suor, de lágrimas e de paixão.
O torcedor e Ivanildo entendem.
O futebol é jogado com chuteiras.
Pena.
Porque nessas horas, chuteira é pouco.
Tem que jogar com o coração.
Amanhã é torcer para que o Náutico seja o Náutico de Nildo.
O menino de Garanhuns.
O jogador que só conheceu um manto.
O manto de Rosa e Silva.
Torcer pra que o Náutico seja.
Um time que só conhece o branco da camisa.
Porque o branco na bandeira.
Só acompanhado do vermelho!
Ivanildo Souto da Cunha, o gênio da raça alvirrubra

Quem é o Xerifão?
Resposta: Este é o Xerife Paranhos. Antigo zagueiro do Santa Cruz e do São Paulo. Que o diga Zico...


Talvez seja a final da próxima Copa.
Quais os jogos retratados?
Quem são os quatro jogadores que aparecem nas fotos?

O rapaz da foto.
Ficou famoso por usar as calcinhas da noiva.
Sob o calção durante as partidas.
Quem é o singelo mancebo?
Qual o time em que jogava?

Encontramos o Sr. Leon Tolstoi enfermo na vila de Astapovo. Sua filha Alexandra permitiu uma pequena entrevista a este velho fã, mas a saúde do escritor estava deveras abalada. O autor de 'Guerra e Paz', no entanto, pareceu se divertir...
- Boa noite Sr. Tolstoi!
- Boa noite...
- Podemos começar a entrevista?
- Por favor.
- Ivan Ilitch realmente existiu?
- Pergunte a si mesmo, ao Ivan que vive em você.
- O senhor é feliz?
- Se você quer ser feliz, seja! Tudo depende da sua vontade...
- Mas a sua família era feliz? O senhor era feliz em uma Rússia cercada de desiguladades?
- Todas as famílias felizes se parecem. Apenas a infelicidade é individual...
- E o que o fez mudar?
- Todos pensam em mudar o mundo. Eu achei melhor começar mudando a mim mesmo.
- Conseguiu?
- De certa forma, tudo que aprendi nessa vida foi através do amor. Mas imagino, pelas atitudes da minha família tentando me internar em um manicômio, que fui bem sucedido.
- Eles ficaram furiosos.
- Imaginam que acumulando riquezas serão felizes. Mas a única felicidade possível está em servir o próximo.
Silêncio.
- Qual o sentido da vida, Sr. Tolstoi?
- Não existe grandeza sem simplicidade, bondade e verdade. Creio que morro sem me fazer entender. Porém que posso fazer? Mesmo no vale da morte, dois mais dois sempre será quatro.
Antes de me despedir, o Sr. Tolstoi pergunta de onde eu venho.
Ao lhe dizer que venho do futuro, Tolstoi rebate sorridente:
- Lembre meu amigo, uma verdade resiste ao tempo passado, presente e futuro: Cada um viveu tanto quanto amou...
Tolstoi faleceu no dia seguinte ao da entrevista.
20 de novembro de 1910.
Há noventa e nove anos.
Ainda hoje, enquanto leio o velho exemplar de 'Senhores e Servos' autografado por ele, algo em mim tem certeza que Tolstoi vive.
Talvez porque, usando outra de suas frases:
"Compreender tudo, é tudo perdoar!"
Como esquecer um sujeito desses?

A bola chegava truncada.
Ele a dominava.
Tocava para as redes.
Para um companheiro desmarcado.
Com a tranquilidade de quem sabia tudo e mais um pouco.
Jorge Mendonça foi craque.
Que o diga Santo Amaro.
Que o digam os adversários.
O Vasco, o Corinthians, o Sport, o tempo.
Muitas vezes tenho raiva desse tempo.
Um sujeito sem imaginação.
Que rouba o sonho da gente.
Com a firme convicção que a realidade é o melhor remédio.
Quem viu Jorge Mendonça desfilando em Rosa e Silva, sabe.
São Jorge foi um sonho bom.
Um sonho que merecia um altar na Igrejinha dos Aflitos.
Um altar dedicado ao deus negro em vestes brancas.
Um deus feito de carne, osso, sonho e gols.
Muitos gols...
Amanhã acendo uma vela no altar de São Jorge dos Aflitos.
Jogo do Náutico é dia de reza.
Obrigação de todo alvirrubro que se preza!

A vítima é o goleiro Edson do Fluminense.
Vítima corajosa, por sinal.
Quem é o carrasco?

Sócrates chega a Recife com Silvana.
Sócrates do Santos.
Sócrates de Boa Viagem.
Sócrates que já não vê encanto no futebol brasileiro.
Sócrates que observa o mar.
E o final da carreira.

Há 20 anos.
Lori Sandri era figura fácil no Restaurante do Brás.
Nas peixadas de Porto de Galinhas.
Batia longos papos com os amigos:
Adelson Wanderley e Vicente Lamanha.
Júlio Campos não titubeou.
Contratou Lori.
Lori que tinha feito a poupança no Oriente Médio...

Campeão com o Boca.
Campeão com o Nacional.
Campeão com o Flamengo.
Ídolo no Corinthians.
Mestre na seleção brasileira.
Hoje é quinta-feira.
Mas hoje é dia de Domingos.
Nascido em 19 de novembro de 1912.
Domingos da Guia com sua classe.
Transformou toda tarde de futebol.
Em tardes de Domingos...

Qual a goleada?
Quem são os beijoqueiros?
Faltam apenas três rodadas.
Mas ainda estão rolando os dados!
1. Corinthians x Náutico
2. Atlético-PR x Cruzeiro
3. Santos x Coritiba
4. Santo André x Avaí (jogo importante para o Timbu)
5. Botafogo x São Paulo
6. Flamengo x Goiás
7. Vitória x Barueri
8. Atlético-MG x Internacional
9. Central x Santa Cruz
10. Ponte Preta x Ceará
11. Fortaleza x São Caetano
12. Vasco x Portuguesa
13. Sport x Fluminense
Valendo 10 pontos?
O jogo da Ilha:
Sport x Fluminense!
Por ROBERTO VIEIRA
Acosta tornou-se o maior artilheiro alvirrubro em campeonatos brasileiros em 2007.
Um recorde difícil de ser batido.
Em 1974, Jorge Mendonça marcou catorze gols. O artilheiro foi Roberto Dinamite com dezesseis.
Dos catorze gols de Jorge Mendonça, dois são muito especiais esta semana.
20 de abril de 1974.
O Náutico entra em campo contra o Corinthians.
Ambos sofrem jejuns prolongados em seus campeonatos estaduais.
O Corinthians há vinte anos sem título.
O Náutico vendo o Santa Cruz avançando sobre o Hexa.
Os dois times chegarão na final dos respectivos estaduais.
Mas o Timão vai perder melancolicamente para o Palmeiras.
Enquanto o Náutico vencerá o Santa Cruz, afinal 'Hexa é Luxo'.
O Náutico de Neneca, Beliato, Sidcley e Vasconcelos é muito para o Corinthians de Rivelino.
E Jorge Mendonça marca dois golaços nas redes alvinegras.
O Corinthians vai embora de Recife feliz porque o menino do Rio joga em Pernambuco, bem longe do Parque São Jorge.
Mal sabia o Corinthians que, dois anos depois, Jorge Mendonça seria vendido ao Palmeiras.
Seria para sempre o algoz do time de Vicente Matheus.
Neste domingo, Acosta não estará em campo, embora esteja fantasmagoricamente nos Aflitos.
Mas uma sombra paira sobre o Corinthians.
A sombra do inesquecível, Jorge Pinto Mendonça.
O menino de Silva Jardim.
O menino que barrou Zico na seleção.
O menino pobre que nasceu pra fazer gols...

Você que sabe tudo do Rei.
Qual a importancia desta foto?
Qual o jogo?




Obrigado, Mestre!
Só posso agredecer...

A polícia carioca não brinca em serviço.
Que o digam os jogadores do Cerro Porteño.

Resposta: Este é o Piedade, time formado por conselheiros e atletas do Náutico na década de 40. A direita de pé, Waldemar Borges ao lado de Vitorino Maia. Depois encontramos José Carlos Borges, o ponteiro Luizinho, Alberico Glasner, o vereador Rivaldo Teixeira, Barreto, Romeu Pessoa de Queiroz e Eládio de Barros Carvalho. No meio, a linha média do Náutico: Moab, Roberto Rosa Borges e Rafael de Góis (campeão de 1934). Agachados temos Rato, Raimundo Lobo, Maninho e Lula Brotherhood!

Pela segunda vez um Brasileirão é decidido no pugilato.
Pela segunda vez o time prejudicado é o Palmeiras.
A primeira vez?
O tapa do goleiro Leão no atacante Careca em 1978.
Hoje foi a vez do Obina.


Hoje foi um dia triste para a Irlanda.
Vitória no tempo normal.
Derrota na prorrogação.
Com um gol de mão de Deus francês.
Mão de Henri.
Literalmente.
Meteram a mão na Irlanda.
A próxima Copa promete no quesito arbitragens...
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